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Preços das fêmeas sobem e arroba do boi gordo segue estável em SP, aponta a Scot

Neste meio de semana, os frigoríficos trabalham com escalas de abate minimamente preenchidas para os compromissos de curtíssimo prazo, informa a S&P Global
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Nesta quarta-feira, 18 de outubro, as cotações da vaca e a da novilha gordas subiram R$ 5/@ e R$ 2/@, respectivamente, nas praças paulistas, movimento que sugere que a procura por essas categorias aumentou, relata a Scot Consultoria.

Com isso, o boi “comum” (destinado ao mercado doméstico) está sendo negociado em R$ 235/@, enquanto a vaca e a novilha são vendidas por R$ 215 e R$ 227/@ (preços brutos e a prazo), acrescenta a Scot.

O “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses – padrão-exportação) está cotado em R$ 240/@ no Estado de São Paulo (prazo, valor bruto) – um ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”.

Na avaliação da S&P Global Commodity Insights, os frigoríficos brasileiros trabalham hoje com escalas de abate minimamente preenchidas para os compromissos de curtíssimo prazo.

Tal condição, diz a consultoria, fez muitas unidades frigoríficas se ausentarem dos negócios nesta quarta-feira, testando, até mesmo, novas efetivações a valores mais baixos para os animais prontos para abate.

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“Em algumas regiões específicas, houve ocorrência de compras de gado gordo a valores inferiores às máximas do dia anterior, porém na maior parte das praças monitoradas pela S&P Global as condições são de estabilidade nos preços da arroba”, resumiu a consultoria.

Segundo a S&P Global, alguns frigoríficos brasileiros demonstraram baixo apetite pelas compras de boiada gorda, tendo em vista a sazonalidade de meio de mês – período marcado pelo baixo poder aquisitivo da população, devido ao maior distanciamento do recebimento dos salários.

No entanto, nesta quarta-feira, a S&P Global apurou movimentos pontuais que pressionaram para baixo as cotações do boi gordo, como na praça de Redenção, no Pará (veja ao final deste texto as cotações atuais dos machos e fêmeas nas principais regiões brasileiras).

“A forte seca que atinge a região (paraense) forçou alguns pecuaristas a incrementarem a oferta de boiada pronta, de modo a evitar prejuízos com o rendimento dos animais”, justifica a S&P Global.

As regiões Norte e Nordeste do Brasil também enfrentam condições climáticas extremas e, segundo os analistas da S&P Global, há relatos de impactos severos nas condições das pastagens.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta quarta-feira, 18/10

(Fonte: S&P Global)

SP-Noroeste:

boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 227/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 234/@ (à vista)
vaca a R$ 215/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 233/@ (prazo)
vaca a R$ 217/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 209/@ (prazo)
vaca a R$ 187/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 207/@ (à vista)
vaca a R$ 192/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 207/@ (à vista)
vaca a R$ 187/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 212/@ (prazo)
vaca R$ 187/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 227/@ (prazo)
vaca a R$ 212/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 236/@ (à vista)
vaca a R$ 207/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 227/@ (prazo)
vaca a R$ 212/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 210/@ (à vista)
vaca a R$ 200/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 219/@ (à vista)
vaca a R$ 186/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 209/@ (prazo)
vaca a R$ 199/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 209/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)

RO-Cacoal:

boi a R$ 205/@ (à vista)
vaca a R$ 190/@ (à vista)

MA-Açailândia:

boi a R$ 215/@ (à vista)
vaca a R$ 200/@ (à vista)

 

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