O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) está desenvolvendo um plano para revitalizar o dizimado rebanho bovino norte-americano, mas não oferecerá pagamentos aos produtores, segundo reportagem da agência Reuters, com base em declarações da Secretária da Agricultura, Brooke Rollins.
O plantel norte-americano atingiu o menor patamar desde 1951, reduzido por anos de seca e encarecimento nos preços dos insumos da nutrição, o que estimulou a liquidação do rebanho.
Segundo a Reuters, os pecuaristas norte-americanos começaram lentamente a reconstruir o rebanho, mas os preços locais dos animais terminados e da carne bovina estão em níveis recordes, estimulando os abates.
A Reuters informou que o USDA está trabalhando em soluções de curto e longo prazo para a escassez nacional de vacas de corte e que o órgão fornecerá mais detalhes em meados de outubro.
“A interferência do governo pode distorcer completamente os mercados”, disse Rollins durante um fórum realizado na última quinta-feira em Kansas City. “E, por isso, atualmente não há plano — e nenhum plano está sequer sendo considerado — para que o governo se envolva por meio de pagamentos na indústria de gado de corte”, acrescentou.
Em vez disso, Rollins afirmou que os planos se concentrarão na abertura de mais terras produtivas e na ampliação de ferramentas de mitigação de risco para os produtores de gado.
Enquanto isso, o ex-presidente Donald Trump disse na quinta-feira que esperava usar parte do dinheiro arrecadado com suas tarifas para “devolver aos nossos agricultores”.
Segundo o analista norte-americano Clint Peck, da revista Beef, essa declaração de Trump foi a primeira indicação de que ele reconhece que as guerras comerciais baseadas em tarifas ainda não estão beneficiando a agricultura dos EUA.




