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Pergunta que não quer calar: “Quanto mais os norte-americanos estão dispostos a pagar pelos hambúrgueres?”

Em artigo publicado no portal Beef Magazine, analista demonstra preocupação com a disparada dos preços da carne nos EUA
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No geral, hoje, a maior preocupação dos agentes ligados aos mercados de gado/carne bovina dos EUA é a “economia”, relata o corretor norte-americano (especializado em commodities, incluindo boi) Trey Freeman, em artigo publicado no portal da Beef Magazine.

“Por quanto tempo mais o consumidor norte-americano está disposto a pagar preços historicamente altos pela carne bovina”, indagou Freeman, acrescentando que, atualmente, as cotações da proteína no varejo norte-americano estão em níveis recordes.

Em outro trecho de seu artigo, ele cita a forte dependência atual dos EUA de carne bovina produzida fora do país, especialmente “carne magra”, o tipo de produto que se transforma em carne moída e, depois, nos desejados hambúrgueres.

Freeman insiste no tema que tanto o preocupa: “Como a carne magra compõe a maioria das importações, é preciso se perguntar quanto mais os consumidores (dos EUA) estão dispostos a pagar pelo hambúrguer, especialmente se as compras externas desta proteína sofrerem qualquer queda por causa das tarifas”, especificou.

Segundo Freeman, a complexidade associada às tarifas globais impostas por Donald Trump geraram medo entre agentes financeiros dos EUA, fazendo com que os mercados de ações e de commodities entrassem em parafuso na última quinta-feira.

Na sexta-feira, a China anunciou tarifas retaliatórias de 34%, além das taxas existentes de 20% sobre as importações de carne bovina dos EUA. Essa notícia estimulou perdas adicionais nos mercados financeiros, com as ações dos EUA sofrendo sua pior semana desde março de 2020.

Nesta terça-feira (8/4), Trump deu o troco na China: ameaçou o país com tarifas adicionais de 50%, o que resultaria numa taxa final de 104% sobre as importações de produtos chineses.

Na avaliação de Freeman, perder o mercado asiático de carne bovina está no topo da lista de preocupações norte-americanas sobre qualquer guerra comercial em andamento.

“A China tem sido nosso terceiro maior cliente de carne bovina nos últimos quatro anos, respondendo por 16% do total das exportações dos EUA no ano passado”, relatou o corretor norte-americano.

Em seu artigo, ele recordou que o Japão e a Coreia do Sul – outros dois grandes clientes de carne bovina – agora estão sujeitos a tarifas de 24% e 25%, respectivamente.

“Japão, Coreia do Sul e China representaram mais de 58% do total das exportações de carne bovina dos EUA no ano passado”, destacou.

Quanto ao México e ao Canadá, os EUA não impuseram nenhuma tarifa adicional no chamado “Dia da Liberdade”, anunciado por Trump em 2 de abril.

Por outro lado, diz Freeman, o “tarifaço” tem alguns resultados potencialmente positivos. “A realidade é que os EUA têm sido um importador líquido de carne bovina nos últimos anos”, informa ele, acrescentando que, durante as primeiras 13 semanas de 2025, as compras norte-americanas da proteína in natura aumentaram 5% e as de produtos processados cresceram 8%.

Freeman cita a Austrália como um grande fornecedor de carne bovina para o mercado dos EUA – uma participação de 21% no acumulado do ano.

“Se as importações dos EUA da Austrália diminuírem, veremos uma situação de oferta já apertada ficar ainda mais enxuta”, relatou.

Neste momento, conforme decisão do governo Trump, a Austrália enfrenta apenas tarifas de 10% sobre os produtos que exporta para os EUA, o que está na extremidade inferior das taxas anunciadas recentemente.

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Fonte: Beef Magazine

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Fonte: Beef Magazine

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