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Pecuaristas resistem, bravamente, negociar boiadas aos preços impostos pelos frigoríficos

Na maioria das praças pecuárias, cotações da arroba dos animais terminados ficam estáveis; indústrias têm dificuldades em alongar suas escalas de abate, dizem consultorias.
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Ainda que a pressão baixista se mantenha, há mais dificuldades dos frigoríficos brasileiros em promover quedas no preço do boi gordo, relata a Agrifatto, que acompanha de perto os negócios no mercado pecuário.

Em São Paulo, segundo apuração da Scot Consultoria, o preço do boi gordo está estável desde o início de junho, o que sugere certa acomodação da arroba no Estado.

“Durante a primeira quinzena do mês, as únicas categorias que apresentaram quedas nos preços no mercado paulista foram o ‘boi-China’ (abatido mais jovem, com até 30 meses) e a vaca gorda, com recuos de R$ 10/@ e R$ 5/@, respectivamente”, informa a Scot.

Segundo a consultoria, as negociações estão travadas e, quem pode, está segurando os lotes de gado gordo nas fazendas na expectativa de uma eventual reação nos preços no curto prazo.

Dessa maneira, no Estado de São Paulo, o boi gordo “comum” (direcionado ao mercado interno) e o “boi-China” seguem valendo R$ 240 – portanto, sem ágio para o animal padrão-exportação –, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 215 e R$ 230, respectivamente (preços brutos e a prazo).

Segundo a S&P Global Commodity Insights, nas praças do Centro-Sul do País, observa-se que as programações de abate das indústrias frigoríficas não evoluem com tanta elasticidade como observado nas semanas anteriores.

VEJA TAMBÉM | Mercado Pecuário | Preço da arroba do boi gordo já atingiu seu ponto mais baixo?

“As indústrias estão com dificuldade maior em fechar negociações com preços inferiores aos pisos atuais”, ressalta a S&P Global.

Por sua vez, nas regiões Norte e Nordeste, o quadro é de maior oferta de animais gordos, devido ao avanço do período mais seco.

Especialmente no Pará, informa a S&P Global, há relatos de ocorrência de cigarrinha nas pastagens, o que estimulou ainda mais a desova de animais terminados.

No atacado, relata a Agrifatto, os cortes de carne bovina mais acessíveis têm apresentado boa saída, com o dianteiro e ponta de agulha sendo comercializados em maior volume.

No entanto, o traseiro “segue na prateleira”, diz a consultoria.

Cotações máximas de machos e fêmeas na quarta-feira, 14/6
(Fonte: S&P Global)

SP-Noroeste:

boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 212/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 227/@ (à vista)
vaca a R$ 205/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 229/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 212/@ (prazo)
vaca a R$ 182/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 210/@ (à vista)
vaca a R$ 180/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 210/@ (à vista)
vaca a R$ 180/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca R$ 190/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 192/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 227/@ (à vista)
vaca a R$ 207/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 227/@ (prazo)
vaca a R$ 182/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 192/@ (prazo)
vaca a R$ 177/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 195/@ (à vista)
vaca a R$ 185/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 261/@ (à vista)
vaca a R$ 234/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 192/@ (prazo)
vaca a R$ 179/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 189/@ (prazo)
vaca a R$ 169/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 197/@ (prazo)
vaca a R$ 177/@ (prazo)

RO-Cacoal:

boi a R$ 185/@ (à vista)
vaca a R$ 165/@ (à vista)

MA-Açailândia:

boi a R$ 191/@ (à vista)
vaca a R$ 177/@ (à vista)

Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.
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