Pecuarista dá as cartas e arroba passa de R$ 200 em SP

Saiba como os problemas logísticos nos transporte de cargas - por conta do novo coronarívus - estão impactando positivamente o valor do boi gordo pronto para o abate

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A forte especulação baixista da semana anterior perdeu força ao longo desta semana e o mercado do boi gordo voltou a ser direcionado pelos fundamentos de oferta e demanda. Nesse sentido, com a atual escassez de oferta de boiada gorda, o preço da arroba retomou o viés altista, movimento reforçado pelo maior apetite comprador parte dos principais frigoríficos brasileiros.

“As indústrias que, em grande parte ainda operam com apertadas escalas de abate, tiveram que oferecer valores mais altos na compra de animais terminados para garantir o abastecimento de suas plantas”, relata a Informa Economics FNP.


De acordo com a consultoria, assim como a crise do coronavírus no Brasil ajudou a derrubar o valor do boi gordo nas primeiras semanas de crise no Brasil, os atuais problemas logísticos relacionados pela pandemia também podem contribuir para o fortalecimento dos preços da arroba nas próximas semanas.

Explica-se: as políticas sanitárias adotadas para combate ao COVID-19 prejudicam as transições logísticas dentro do País, alerta a FNP. “Questões estruturais como o fechamento de entrepostos nas estradas têm dificultado o transporte de cargas, o que pode comprometer ainda mais o abastecimento dos frigoríficos e, possivelmente, favorecer novas altas nos preços da boiada gorda”, prevê a consultoria paulista.

Os problemas logísticos, observa a consultoria, também resultaram em especulação no mercado futuro do boi gordo: o valor dos contratos de curtíssimo prazo (março/19) voltou a bater a casa de R$ 200,00/@ na bolsa de mercadorias B3. O contrato com vencimento em abriu encerrou o pregão da quinta-feira, 26 de março, em R$ 197,45/@, com elevação de 1,4% sobre o dia anterior.

Demais fatores altistas

As valorizações da arroba registradas nesta semana nas principais regiões pecuárias também foram influenciadas pela firmeza da demanda interna pela carne bovina, além da elevação dos preços de carnes concorrentes, como a de frango, observa a FNP.

“Há uma necessidade de reposição dos estoques varejistas após a corrida aos supermercados”, ressalta a consultoria Agrifatto, acrescentando que, atualmente, os preços da carcaça casada bovina seguem firmes, girando ao redor de R$ 13,50/kg.

Além disso, há notícias de que a China voltou a participar mais ativamente do mercado internacional de carne bovina, depois dos problemas estruturais ocasionados pela pandemia do novo coronavírus. “Há relatos de que os lotes de boi gordo que atendem o mercado da China estão sendo negociado a R$ 205/@, o que pode reaquecer as negociações no curto prazo”, informa a Agrifatto.

Preços regionais 

No balcão paulista, o animal terminado registrou elevação nesta sexta-feira, sendo negociado a R$ 204/@, a prazo, de acordo com dados da FNP. “Nesta semana, muitos pecuaristas de São Paulo decidiram reter a boiada terminada nos pastos e barganhar melhores condições de preço”, justifica a consultoria.

No Mato Grosso do Sul, o bom nível de escoamento de carnes para abastecer o mercado interno também favoreceu os ajustes positivos nos preços do gado gordo. Em Dourados, o animal terminado vale R$ 187/@, à vista, enquanto na praça de Campo Grande é negociado a R$ 189/@, a prazo.

No Mato Grosso, o valor da arroba foi impulsionado principalmente pela demanda externa. Frigoríficos da região começam a estender as programações de abate para o meio da próxima semana com foco em cumprir contratos de exportação de carne bovina, destaca a FNP. Nas praças de Cuiabá e Tangará, a arroba é negociada atualmente por R$ 175, à vista, e R$ 181, a prazo, respectivamente.

Acompanhe as cotações desta sexta-feira do boi gordo, nas principais regiões do Brasil, de acordo com dados da FNP:

SP-Noroeste: R$ 204/@ a (prazo)

MS-Dourados: R$ 187/@ (à vista)

MS-C. Grande: R$ 189/@ (prazo)

MS-Três Lagoas: R$ 189/@ (prazo)

MT-Cáceres: R$ 180/@ (prazo)

MT-Tangará: R$ 181/@ (prazo)

MT-B. Garças: R$ 180/@ (prazo)

MT-Cuiabá: R$ 175/@ (à vista)

MT-Colíder: R$ 168/@ (à vista)

GO-Goiânia: R$ 185/@ (prazo)

GO-Sul: R$ 182/@ (prazo)

PR-Maringá: R$ 192/@ (à vista)

MG-Triângulo: R$ 182/@ (prazo)

MG-B.H.: R$ 182/@ (prazo)

BA-F. Santana: R$ 182/@ (à vista)

RS-P.Alegre: R$ 192/@ (à vista)

RS-Fronteira: R$ 189/@ (à vista)

PA-Marabá: R$ 187/@ (prazo)

PA-Redenção: R$ 185/@ (à vista)

PA-Paragominas: R$ 187/@ (prazo)

TO-Araguaína: R$ 179/@ (prazo)

TO-Gurupi: R$ 177/@ (à vista)

RO-Cacoal: R$ 166/@ (à vista)

RJ-Campos: R$ 187/@ (prazo)

MA-Açailândia: R$ 174/@ (à vista)

 

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