Por Ivaris Junior
A data deve ser celebrada por um passado histórico, por tudo que representa na economia brasileira e pelas oportunidades que batem na porta. Como nem tudo são flores há desafios e conjunturas que volta e meia costumam fazer a pecuária caminhar de lado.
Nada mais oportuno do que trazer à tona uma leitura de profissionais que estão na lida. Eles são responsáveis por um VBP de R$ 365,71 bilhões (estimativa 2022), emprega milhões de pessoas e alimenta milhões de pessoas no Brasil e no mundo.
Quem está na atividade por mais tempo responde aos dias de hoje com paixão e a lembrança de muito trabalho para evoluir, sempre.
Carlos Novaes Guimarães, nelorista sócio e diretor da Central Joia da Índia, no Mato Grosso do Sul, funde seu trabalho de pecuarista com a devoção pela raça que ajudou a trazer para a modernidade e protagonismo nos trópicos.

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Os tempos de modernidade, aliás, para o Brahmista Aldo Valente Júnior (Uberbraman) são desafiadores pelo vasto leque de oportunidades que a alta tecnologia e as várias opções de mercado oferecem. Para ele, é necessário que o pecuarista encontre uma identidade nesse processo. “Vejo uma grande remodelagem a se fazer”, explica o brahmista.

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Já João Paulo Teles, da Agro 2A, com propriedades também no MS, e olhando para o mercado, entende que o momento é de focar no objetivo principal da bovinocultura de corte: a carne vermelha. Para ele, a categoria tem a grande chance de responder ao consumo interno e externo com um produto de mais qualidade. “As tecnologias estão aí”, identifica.

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Há ainda quem olhe para mais além, no relacionamento com o consumidor. Adriano Lopes, criador de Canchim no Estado de São Paulo, vê que é preciso mudar a imagem do pecuarista, trabalhar mesmo na dissociação com uma série de atribuições ruins dada aos pecuaristas. “É por fim na desinformação”, reforça.

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E do bom jeito baiano, Antônio Balbino de Carvalho Neto, coloca a profissão de pecuarista historicamente, conjunturalmente e traz sua nobre função à devida relevância. Para ele, o Brasil não estaria tão bem ocupado grande parte de seu interior sem a ação bandeirante do pecuarista.

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