Tudo vai acontecer dia 11 de abril, na Fazenda Pau D’Alho, em Tietê (SP). Vale reforçar que o melhoramento genético do gado Santa Gertrudis da propriedade possui mais de 60 anos e integra o legado de Carson Geld e sua esposa Ellen, hoje sob a batuta do filho Kenneth Geld.

“Esta será a primeira edição sem a presença do meu pai, que nos deixou no ano passado, mas tenho certeza de que sua sabedoria como selecionador permanece em cada animal desta propriedade e em cada passo que damos rumo à evolução do nosso trabalho”, pontua o diretor.
O tradicional concurso
O evento reúne criadores e técnicos para o julgamento de novilhas da raça que começa às 9 horas e terá como jurada a criadora sul-africana Amy Williams, que esteve no Brasil durante o Congresso Mundial da raça, realizado em 2023.
“Amy é uma profunda conhecedora do Santa Gertrudis. Trazê-la mais uma vez ao País é uma oportunidade de evoluirmos ainda mais e mostrar o quanto o trabalho genético realizado aqui tem colocado o Brasil em destaque no cenário mundial”, explica Kenneth.
O julgamento reúne novilhas de diferentes criatórios e avalia características produtivas e raciais. Entre os critérios observados estão desenvolvimento, estrutura e aspectos ligados à eficiência produtiva.
De acordo com o superintendente técnico da Associação Brasileira de Santa Gertrudis (ABSG), José Arnaldo Amstalden, a exigência de que as novilhas participantes estejam prenhas também contribui para evidenciar avanços importantes na raça.
“Todas as fêmeas que participam precisam apresentar prenhez positiva. Ao longo dos anos, isso mostrou claramente a evolução da raça na precocidade sexual, além de avanços em características como cobertura de carne e conformação de carcaça”, destaca o técnico.
Referência no calendário de negócios
O leilão que se segue após o concurso é dos mais aguardados entre as vendas de Santa Gertrudis da temporada. Depois do almoço, às 13h30, a Central Leilões vai mais uma vez organizar os negócios, com transmissão pelo seu canal do YouTube, pela plataforma E-Rural e pelas redes sociais da Associação Brasileira de Santa Gertrudis (ABSG).
Serão 25 novilhas que passaram pelo concurso da manhã, além de cinco touros. O anfitrião fala ainda em lotes surpresas, possivelmente, embriões. Os pagamentos poderão ser realizados em 30 parcelas ou com desconto à vista. Há ainda condições especiais de frete.
O Concurso Novilha do Futuro

Reconhecida por sua trajetória na seleção da raça Santa Gertrudis no Brasil, a Fazenda Pau D’Alho, em Tietê (SP), tem uma longa ligação com o desenvolvimento da raça no País e sua modernização.
As primeiras novilhas chegaram à propriedade no início da década de 1960, porém em 1983, com o objetivo de reunir criadores e avaliar a qualidade genética e as características bases dos animais produzidos no país, Carson Geld e a esposa Ellen criaram o evento.
Ao longo das décadas, julgamento seguido de leilão se consolidou como uma vitrine da evolução genética da raça Santa Gertrudis no Brasil. Diversos animais que se tornaram referência na raça passaram pelo certame, entre eles o touro Justus da Taquari e a matriz Esmagadora Alambari, matriarca de diversos campeões de pista e prova.
A mais recente estrela é Melissa Monte Sião, de criação de Denner Maia. A fêmea foi apresentada ao Novilha do Futuro de 2025 pela Fazenda Pau D’Alho, sagrando- se campeã. Na ocasião foi vendida a Fazenda Malagueta, de Pedro Mello.

Depois do campeonato na Pau D’Alho, Melissa seguiu sua carreira de pista e obteve o posto de Grande Campeã na Expointer 2025 e na exposição de São José do Rio Preto (SP). “Como uma fêmea jovem, ela ainda terá muito brilho nas pistas pelo País”, conclui Kenneth Geld.
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