A pressão da China para reduzir o preço da carne bovina brasileira e o baixo consumo da proteína no mercado doméstico, associado ao pouco interesse das indústrias frigoríficas pela matéria-prima, continuam forçando para baixo os preços do boi gordo.
Nesta segunda-feira, 31 de outubro, houve quedas nas cotações da arroba em importantes praças do País, segundo apurou a IHS Markit.
“A pressão baixista voltou a assombrar o mercado do boi”, afirma a consultoria.
Além disso, a entrada de ofertas de animais oriundos do segundo giro de confinamento coincidiu com o menor apetite comprador das unidades de abate, reforçando ainda mais a pressão de baixa, observa a IHS.
Atualmente, as escalas de abate das indústrias frigoríficas brasileiras atendem pouco mais de uma semana, em média, o que permite postergar novas aquisições de boiada gorda, relata a IHS.
“Entre as principais praças pecuárias do País, destaque para pressão baixista instaurada no mercado paulista, importante referencial de preço e maior exportador brasileiro de carne bovina”, informa a IHS.
As escalas de abate no Estado de São Paulo chegam a mais de 10 dias entre algumas unidades, diz a consultoria.
Boa parte da programação de abate das indústrias paulistas é composta por lotes que vieram de Estados vizinhos, além de parcerias de contratos de boi a termo.
“Tal condição colaborou para manter muitos frigoríficos paulistas ausentes dos negócios no dia”, relata a IHS, que acrescenta: “Os poucos compradores que estivem ativos durante o dia conseguiram efetivar alguns negócios a valores mais baixos”.
Porém, embora a pressão baixista ainda possa assombrar o mercado físico do boi gordo nesta virada de mês, o setor ainda aposta em repiques de negócios com a chegada de novembro, dizem os analistas da IHS Markit.
“A maior entrada da massa salarial, com o pagamento da primeira parcela do 13º, associada à manutenção de um bom ritmo de embarque ao exterior, devem começar a neutralizar as baixas nos preços no mercado físico do boi gordo e gerar suporte a firmeza”, acredita a IHS.
Pelos dados da Scot Consultoria desta segunda-feira, o boi gordo paulista está cotado em R$ 275/@, a vaca gorda em R$ 260/@ e a novilha gorda em R$ 269/@ (preços brutos e a prazo).
Bovinos destinados à exportação estão cotados em R$ 280/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo), acrescenta a Scot.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta segunda-feira, 31/10
(Fonte: IHS Markit)
SP-Noroeste:
boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 264/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 233/@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 243/@ (prazo)
vaca a R$ 233/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 242/@ (prazo)
vaca a R$ 232/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 236/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 236/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 260/@ (prazo)
vaca R$ 246/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 261/@ (prazo)
vaca a R$ 245/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 246/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 265/@ (prazo)
vaca a R$ 250/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 269/@ (à vista)
vaca a R$ 259/@ (à vista)
RS-Porto Alegre:
boi a R$ 273/@ (à vista)
vaca a R$ 249/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 273/@ (à vista)
vaca a R$ 249/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 253/@ (prazo)
vaca a R$ 248/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 263/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 250/@ (prazo)
TO-Gurupi:
boi a R$ 256/@ (à vista)
vaca a R$ 248/@ (à vista)
RO-Cacoal:
boi a R$ 240/@ (à vista)
vaca a R$ 230/@ (à vista)
RJ-Campos:
boi a R$ 273/@ (prazo)
vaca a R$ 258/@ (prazo)
MA-Açailândia:
boi a R$ 259/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)




