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Mercado do boi gordo segue com preços estáveis e poucos lotes negociados

A disponibilidade de machos terminados, especialmente os jovens aptos à exportação, segue limitada, dificultando as negociações, relata a Agrifatto
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Nesta terça-feira (11/3), os preços da arroba do boi gordo seguiram estáveis na maioria das regiões monitoradas pelas consultorias do setor pecuário.

“Observa-se ainda uma oferta elevada de fêmeas. Em contrapartida, a disponibilidade de machos terminados, especialmente os jovens aptos à exportação, segue limitada, dificultando as negociações”, relata a Agrifatto.

Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 11/3 pela Agrifatto: clique AQUI.

Na conjuntura atual, diz a consultoria, as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros não avançam além de oito dias, na média nacional.

No varejo doméstico, apurou a Agrifatto, o ritmo de escoamento da carne bovina começa a desacelerar com a aproximação da segunda metade do mês, período marcado pelo menor poder aquisitivo da população.

No entanto, ressalta a consultoria, as exportações brasileiras de carne bovina in natura na primeira semana de março/25 surpreenderam, com embarques em torno de 60 mil toneladas, apontando para a possibilidade de um novo recorde mensal (para o mês de março) de 205 mil toneladas.

No entanto, dizem os analista da Agrifato, a pressão baixista impostas pelos frigoríficos se mantém, especialmente sobre os preços das vacas gordas.

Além disso, o mercado ainda segue atento às restrições sanitárias temporárias determinadas pela China a três unidades exportadoras do Brasil.

Preços andam de lado

Nesta terça-feira, a arroba do boi gordo “comum” seguiu valendo R$ 305 em São Paulo, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 315/@, de acordo com o levantamento da Agrifatto.

Nas outras 16 regiões monitoradas pela Agrifatto, a média do boi gordo registrou leve alta nesta terça-feira, fixando-se em R$ 289/@.

“Entre as 17 praças acompanhadas, duas apresentaram valorização da arroba (Pará e Tocantins); as demais mantiveram suas cotações inalteradas”, ressalta a Agrifatto.

Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, no mercado paulista, a cotação para as categorias prontas para abate não mudou.

Dessa maneira, diz a Scot, o boi gordo “comum” é negociado por R$ 310/@, a vaca gorda vale R$ 280/@, a novilha gorda é vendida a R$ 298/@ e o “boi-China” está apregoado em R$ 313/@ (preços brutos e com prazo).

“Boi futuro”

No mercado futuro, na segunda-feira (11/3), os contratos do boi gordo na B3 registraram alta pelo segundo dia consecutivo, com destaque para os papéis com vencimento em maio/25 e junho/25, que encerraram cotados a R$305,55/@ e R$ 308,19/@, respectivamente – ambos com valorização de 2,29% em relação ao pregão anterior, informa a Agrifatto.

Varejo/atacado

As vendas no varejo e as distribuições no atacado de carne com ossos foram classificadas como razoáveis nos dois primeiros dias da semana, sustentadas por um fluxo moderado de pedidos para reposição de estoques na ponta consumidora, informa a Agrifatto, referindo-se ao mercado paulista.

Nesta terça-feira (11/3), diz a consultoria, embora a situação não gere preocupações, há mercadorias retidas nos distribuidores por atrasos nas descargas em pelo menos um dia. Além disso, ocorrem algumas devoluções parciais por questões de qualidade, mas não há registros de devoluções totais por outros motivos.

“A oferta de produtos para chegar ainda dentro da semana é moderada. No entanto, a demanda continua fraca para todas as carnes com ossos, com exceção do dianteiro, que registra negócios pontuais a R$ 19/kg”, observa a Agrifatto.

A consultoria complementa: “O aumento na procura desse produto (dianteiro), porém, não parece indicar um movimento de reforço nos estoques dos distribuidores, mas sim uma tentativa de equilibrar o excesso de traseiros do boi casado, que seguem com baixa liquidez e sem comercialização”.

Para as negociações semanais da próxima quinta-feira, 13/03, que atenderão a primeira semana da segunda quinzena de março — período historicamente caracterizado por menor demanda —, a expectativa é de preços estáveis dos cortes, com sustentação mediana, prevê a Agrifatto.

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