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Indústrias e pecuaristas tiram o pé dos negócios; boi fica estável na maioria das praças

Escoamento da carne bovina continua em ritmo lento no mercado doméstico, enquanto os produtores buscam frear a tendência de baixa nas cotações da arroba, dizem analistas
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Nesta terça-feira, 18 de julho, o volume de negócios no mercado físico do boi gordo registrou novamente lentidão, ainda refletindo a cautela entre ambas as pontas do mercado, informa a S&P Global Commodity Insights.

Pelo lado da indústria, diz a consultoria, muitos frigoríficos passaram a limitar o ritmo de compra de gado gordo, reduzindo o abate diário, diante do menor fluxo no escoamento da carne bovina ao mercado doméstico.

Do lado de dentro da porteira, por sua vez, muitos pecuaristas estão ajustando o ritmo dos negócios para tentar evitar uma queda contínua nos preços da arroba.

Neste contexto, relata a S&P Global, as oscilações de preços da arroba seguem caminhos distintos, com quedas ou altas pontuais em algumas região pecuárias, mas prevalecendo a estabilidade nas cotações.

Segundo apurou a Scot Consultoria, no interior de São Paulo, algumas indústrias frigoríficas permanecem fora das compras, já que as escalas de abate estão preenchidas até o final de julho e o escoamento de carne segue enfraquecido.

Com isso, informa a Scot, as cotações do boi gordo e da vaca gorda ficaram estáveis nesta terça-feira, em R$ 240/@ e R$ 212/@, respectivamente (valores bruto e a prazo).

No entanto, a novilha gorda paulista apresentou recuo diário de R$ 5/@, caindo para R$ 230/@, no prazo, valor bruto.

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A arroba do “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) está sendo negociada em R$ 250 (preço bruto e a prazo) em São Paulo, com ágio, portanto, de R$ 10/@ sobre o animal “comum”, acrescenta a Scot.

De acordo com levantamento da S&P Global, nas praças de Goiás e Mato Grosso, já há relatos de negócios envolvendo boiada gorda a preços mais baixos.

Porém, a especulação baixista esbarra na menor oferta de animais disponível no mercado, observa a S&P Global.

Em Minas Gerais, a dificuldade em comprar animais padrão exportação permitiu firmeza aos preços locais, acrescenta a consultoria.

No Pará, o preço do boi gordo também esboçou aparente firmeza. “Há relatos de fluxo de animais terminados saindo do Pará em direção a abatedouros localizados no Centro-Oeste e Sudeste, onde a disparidade entre os preços da arroba permite tal operação e deslocamento”, informa a S&P Global.

No mercado atacadista da carne bovina, o ritmo das vendas não apresenta consistência, embora os preços dos principais cortes bovinos ainda permaneçam inalterados.

“O abate limitado nas indústrias tem regulado a oferta e neutralizado a pressão baixista sobre a carne bovina”, relata a S&P Global.

Cotações máximas de machos e fêmeas na terça-feira, 18/7
(Fonte: S&P Global)

SP-Noroeste:

boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 227/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 241/@ (à vista)
vaca a R$ 222/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 222/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 222/@ (prazo)
vaca a R$ 192/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 215/@ (à vista)
vaca a R$ 185/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 215/@ (à vista)
vaca a R$ 190/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 231/@ (prazo)
vaca R$ 207/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 228/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 222/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 202/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 217/@ (prazo)
vaca a R$ 202/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 210/@ (à vista)
vaca a R$ 200/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 264/@ (à vista)
vaca a R$ 234/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 207/@ (prazo)
vaca a R$ 187/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 202/@ (prazo)
vaca a R$ 187/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 212/@ (prazo)
vaca a R$ 197/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 209/@ (prazo)
vaca a R$ 192/@ (prazo)

RO-Cacoal:

boi a R$ 205/@ (à vista)
vaca a R$ 180/@ (à vista)

MA-Açailândia:

boi a R$ 205/@ (à vista)
vaca a R$ 180/@ (à vista)

Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.
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