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Frigoríficos mantêm pressão negativa sobre preço do boi gordo, que recua para R$ 325/@ em SP

Enquanto algumas indústrias tiram o pé das compras de boiadas gordas, outras forçam negociações com valores abaixo da referência de mercado, apurou a Scot Consultoria
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Com o desempenho da venda de carnes aquém do esperado durante o feriadão e aumento na oferta de bovinos, os compradores ficaram menos dispostos a pagar mais pela arroba do boi gordo, informa a Scot Consultoria.

“Além disso, algumas indústrias se retraíram do mercado e aguardam novas movimentações”, acrescentam os analistas da Scot.

Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 24/4 pela Agrifatto: clique AQUI.

Neste contexto, o preço de todas as categorias de animais terminados caiu R$ 3/@ nesta quinta-feira (24/4) no mercado de São Paulo.

Assim, o boi gordo “comum” agora é negociado por R$ 325/@, enquanto a vaca e a novihas gordas estão cotadas em R$ 285/@ e R$ 305/@, respectivamente (valores brutos, no prazo).

Por sua vez, apurou a Scot, a arroba do “boi-China” é comercializada por R$ 330 na praça paulista, com ágio de R$ 5/@ sobre o macho “comum”.

As escalas de abate dos frigoríficos do Estado de São Paulo estão, em média, para oito dias, acrescenta a consultoria.

Segundo apuração da Agrifatto, o mercado doméstico de carne bovina segue patinando, refletindo uma demanda contida.

Além disso, no mercado internacional, os frigoríficos brasileiros seguem tendo dificuldade para fechar negócios com os importadores dos EUA, um reflexo das medidas tarifárias impostas pelo governo Trump.

A China, que também havia dado uma freada nas compras de carne bovina, retomou discretamente as negociações nesta semana, informa a Agrifatto.

O dianteiro brasileiro começou a ser vendido ao mercado chinês entre US$5.800 e US$6.000 por tonelada, o que trouxe algum alívio ao setor, segundo a consultoria.

No mercado futuro, a quarta-feira (23/4) foi marcada por um clima de forte pessimismo na B3, com todos os contratos registrando queda, informa a Agrifatto.

O destaque ficou para o vencimento de junho de 2025, que encerrou o pregão cotado a R$ 318,95/@, uma desvalorização de 1,85% em relação ao dia anterior.

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