Os preços do boi gordo seguem firmes nas praças brasileiras, sustentados pela boa demanda de carne bovina no mercado interno e pelos embarques em ritmo recorde, além da menor participação de fêmeas nas escalas de abate dos frigoríficos, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.
Porém, observa a Agrifatto, no curto prazo, uma possível redução dos embarques brasileiros da proteína para a China – para evitar a chegada da mercadoria durante o Ano Novo Lunar – pode elevar a oferta interna e exercer alguma influência sobre as cotações do boi gordo.
Porém, no curtíssimo prazo, dizem os analistas da Agrifatto, os frigoríficos brasileiros terão dificuldade no mercado do boi gordo para vencer a batalha pelos melhores preços, pois hoje eles operam com escalas de abate bastante encurtadas – de apenas 7 dias úteis, na média nacional.
“É uma tarefa árdua”, ressaltam os analistas da consultoria, que nesta terça-feira (11/11) apurou um leve aumento nos preços físicos do boi gordo em duas praças das 17 acompanhadas diariamente: Maranhão e Rio de Janeiro.
Nas demais regiões monitoradas pela Agrifatto, a arroba ficou estável, repetindo o movimento de segunda-feira (10/11).
Pelos dados levantados pela Scot Consultoria, o boi gordo segue cotado em R$ 320/@ em São Paulo, enquanto o “boi-China”, a vaca gorda e a novilha terminada são negociadas por R$ 325/@, R$ 298/@ e R$ 312/@, respectivamente (preços brutos, no prazo).
No mercado futuro, os contratos do boi gordo operaram em leve queda na sessão de segunda-feira da B3 operou em queda. O contrato com vencimento em dezembro/25 encerrou o pregão negociado a R$ 321,15/@, com baixa de 0,82% no comparativo diário.




