Os preços do milho brasileiro explodiram, elevando a dor de cabeça dos pecuaristas que utilizam o grão como fonte de alimentação do gado.
Na praça de Campinas, SP, a saca (60 kg) do milho bateu R$ 103,57 nesta sexta-feira (11/3), um avanço mensal de 6,4%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
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Os ataques da Rússia na Ucrânia explicam, em parte, a escalada nos preços do grão, tanto internamente quanto no mercado internacional.
“O forte aumento do milho já impacta os custos com alimentação animal”, reforça o médico veterinário Leandro Bovo, sócio e diretor da Radar Investimentos.
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Segundo ele, a ausência da Ucrânia no mercado mundial de milho fez com que muitos consumidores, como Irã, Espanha e demais países do Oriente Médio virassem os seus olhos para o Brasil, que tradicionalmente não exporta nada de milho no período de março a julho, devido à logística totalmente voltada para o escoamento da safra de soja.
“A entrada desses compradores no mercado brasileiro elevou, e muito, os preços internos e está fazendo um verdadeiro estrago no setor”, ressalta Bovo.
Anteriormente ao início da guerra entre Rússia e Ucránia, o estoque de passagem do milho brasileiro já estava muito apertado e a conta da oferta até a entrada da safrinha era justíssima, relembra o sócio da Radar.
“Agora, com a saída de volumes significativos de milho para o exterior, os preços do grão tendem a subir ainda mais, mesmo que a guerra acabe em poucos dias e as cotações internacionais retornem à normalidade”, acredita Bovo, que completa: “O estrago já está feito, só não sabemos ainda o tamanho dele, que dependerá do volume exportado nos próximos meses até a entrada da safrinha”.
“O forte aumento do milho já impacta os custos com alimentação animal”, reforça o médico veterinário Leandro Bovo, sócio e diretor da Radar Investimentos.




