Na maioria das praças pecuárias, os preços da arroba do boi gordo ficaram estáveis na última quarta-feira, 31 de julho, segundo informa nesta manhã de quinta-feira a Scot Consultoria.
A equipe de analistas da consultoria de Bebedouro (SP) identificou forte escassez de oferta de boi gordo em algumas regiões do país. É o caso do Pará, onde a entressafra está definida e a menor disponibilidade de boiadas é evidente.
Na região de Marabá, os frigoríficos estão pulando dias de abate e ofertando preços acima das referências, relata a Scot.
Com o pagamento dos salários e o Dia dos Pais, o mercado aguarda melhora no consumo doméstico de carne bovina, o que pode resultar em aquecimento dos preços do boi.
Em São Paulo, observa a Scot, compradores também estão fazendo ofertas de compra acima da referência. A média das escalas de abate no Estado gira em seis dias.
MT registra maior oferta e indústrias elevam escalas
Na comparação com outros Estados, o Mato Grosso tem registrado uma oferta maior de boiadas, o que resultou em aumento nas escalas de abate das indústrias locais, informa a Agrifatto.
Segundo a consultoria, ontem, 31 de julho, as programações de matanças no MT subiram na comparação diária, para oito dias úteis em média.
Por outro lado, o Mato Grosso do Sul, informa a Agrifatto, exibe sinais de menor disponibilidade de animais prontos, com as programações atendendo ao redor de seis dias úteis, na média para o estado.
No mercado físico paulista, os negócios mostram relativa firmeza nesta semana, com predomínio de negócios para o boi comum entre 154/@ e 157/@ (FOB e para descontar impostos).
Ontem (31), o indicador do boi gordo Esalq-Cepea/B3 ficou em R$ 152,80/@, com queda de 0,68% ante o fechamento anterior.
Relação de troca de reposição melhora em GO
O Estado de Goiás registrou melhora na oferta de animais de reposição, elevando a liquidez neste mercado, informa nesta quinta-feira a Scot Consultoria.
Nas últimas semanas, os preços da reposição têm recuado e os recriadores e invernistas ficaram mais dispostos a repor o plantel da fazenda, de acordo com a Scot.
Em geral, as negociações aumentaram para todas as categorias, com destaque para o garrote, que desperta grande interesse dos confinadores.
Na comparação mensal, o preço do boi gordo subiu 2,2%, taxa superior ao movimento de alta observado no mercado de reposição, elevando o poder de compra do pecuarista.
A melhor relação de troca é com o bezerro de desmama (6@), pois o preço desta categoria recuou 1,3% neste mesmo intervalo, informa a Scot.
No mês passado, com a venda de um boi gordo de 18@ comprava-se 1,88 bezerro desmamado; atualmente compra-se 1,94, o que significou uma melhora de 3,5% no poder de compra.
Para o garrote, a melhora foi menor (1,7%), com a troca saindo de 1,48 para 1,50, nas mesmas condições.
Indústria intensifica ordens de compra
A expectativa de uma melhora no consumo de carne bovina a partir da entrada da massa salarial (neste início de mês) e o término das férias escolares fazem com que os frigoríficos voltem ao mercado de forma mais firme e ativa, segundo análise da Informa Economics FNP.
“A manutenção do firme ritmo das vendas externas e as curtas escalas de abate das indústrias também geram suporte adicional ao mercado físico, acrescenta a consultoria paulista.
Nesta quinta-feira (1 de agosto), o mercado físico de boi gordo registrou uma aparente melhora na liquidez de negócios, observa a FNP. “Naquelas praças pecuárias onde foi possível verificar uma retomada no fluxo de comercialização, tal condição foi essencialmente associada a altas nos preços da arroba”, relata.
Na região Noroeste de São Paulo, o valor do boi gordo foi negociado nesta quinta-feira a R$ 158/@, a prazo, livre de Funrural, com estabilidade em relação ao dia anterior.




