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Especialistas discutem mercado de bioinsumos em São Paulo

A Fiesp abriu portas em São Paulo para o Fórum Bioinsumos no Agro, realizado no dia 17 de outubro, na capital paulista
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O encontro, que teve como meta fomentar o diálogo e a troca de experiências sobre os desafios e oportunidades na indústria de bioinsumos, reuniu um ecossistema diversificado de especialistas, autoridades e pesquisadores.

Entre os nomes de destaque que participaram do fórum estavam Carlos Fávaro, Ministro da Agricultura; Jacir Costa, que preside o Conselho Superior do Agronegócio da FIESP; Tirso Meirelles, Vice-Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP); e Clenio Pillon, Diretor Executivo de Pesquisa e Inovação da Embrapa, professores e representantes das principais indústrias de bioinsumos.

Na abertura, Carlos Fávaro fez questão de sublinhar que o Brasil lidera globalmente na aplicação de insumos biológicos na agricultura. Além disso, pontuou que o país já tem mais de 600 produtos comerciais registrados no Ministério da Agricultura e espera acrescentar mais 100 ao portfólio ainda este ano.

Evento na FIESP discutiu o panorama atual do mercado no Brasil e no mundo, políticas públicas e regulamentação. (Foto: Maria Cecília Zitto / Embrapa)

Suas afirmações otimistas são corroboradas por dados da CropLife Brasil, que mostram um crescimento de cerca de 35% no setor, alcançando um valor superior a R$ 4 bilhões. A projeção é de que esse mercado ultrapasse os R$ 17 bilhões até 2030.

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Roberto Levrero, Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal – Abisolo, complementou a discussão, enfatizando o papel dos bioinsumos, especialmente dos biofertilizantes, na consolidação de uma agricultura mais sustentável.

Ele citou a publicação IN 61, de julho de 2020, como um marco regulatório que clarificou definições e regras para esses produtos, favorecendo sua adoção.

Para entender a magnitude dessa tendência, Levrero compartilhou números do primeiro levantamento mercadológico dos biofertilizantes, realizado pela Abisolo em 2019.

Naquela época, o faturamento alcançava R$ 2,1 bilhões. Um estudo subsequente, feito em 2022, revelou um salto para R$ 4,8 bilhões no mesmo segmento, representando um crescimento anual de 32%.

“A adesão dos agricultores a esses produtos está fundamentada em resultados concretos. Há ganhos notáveis tanto em produtividade quanto em qualidade, e essa é a maior justificativa para a expansão observada”, concluiu Levrero.

Clenio Pillon, Diretor de Pesquisa e Inovação da Embrapa, lançou um olhar retrospectivo e prospectivo sobre a temática da agricultura biológica durante sua participação no Fórum Bioinsumos no Agro. Ele lembrou que, nos anos 1990, o termo “agricultura de base biológica” mal figurava nas discussões.

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“A realidade agora é outra. É amplamente aceito que o futuro da agricultura brasileira está ancorado em uma base biológica, sem, no entanto, negligenciar o uso de defensivos químicos”, salientou Pillon.

O diretor apontou para a necessidade de uma abordagem integrada que una soluções químicas e biológicas em uma estratégia de produção mais eficiente e de custo reduzido.

“Químicos e biológicos são cruciais para a evolução da agricultura. E para que essa integração aconteça de forma eficaz, o investimento contínuo em ciência é incontornável”, enfatizou.

Com essa declaração, Pillon reforça a ideia de que a inovação e a pesquisa continuada são elementos-chave para a agricultura do futuro, onde sustentabilidade e eficácia não serão mutualmente exclusivas, mas sim complementares.

Fabricio Passini, líder de Agronomia e Geração de Demanda Brasil e Paraguai da Corteva Agriscience, explicou que a indústria de bioinsumos precisa aproveitar esse momento de intenso interesse e crescimento de demanda e focar em soluções que realmente atendam às necessidades do produtor e resolvam seus problemas de sanidade e controle.

“A estratégia atual da indústria, com o objetivo de manter a trajetória de crescimento, é fornecer produtos biológicos que sejam não apenas resilientes, mas também comprovadamente eficientes e constantes”.

O cenário desenhado pelos especialistas e autoridades presentes no fórum aponta para um futuro em que o Brasil não só mantém, mas amplia sua relevância no campo da agricultura sustentável na era dos bios.

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