Em abril/23, as fêmeas mantiveram-se na liderança do maior volume de bovinos enviados aos ganchos das indústrias frigoríficas de Mato Grosso, com 50,76% de participação no total abatido, atingindo 228,2 mil cabeças, de um total de 449,5 mil animais, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nos dados do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT).
“Foi o maior volume de abates de fêmeas para o mês de abril desde 2019”, relata o economista Yago Travagini, analista da Agrifatto.
Segundo o Imea, foi o terceiro mês consecutivo que volume de fêmeas superou os machos nos abates das indústrias de Mato Grosso.
Em março/23, aliás, a participação das fêmeas nas matanças totais ficou em 54,03%, 3,2 pontos percentuais acima da fatia registrada em abril/23, de 50,76%.
De acordo com levantamento de Travagini, historicamente, o máximo de participação mensal das fêmeas nos abates gerais foi de 56,3%, batido em fevereiro/14.
VEJA TAMBÉM | Abate de bovinos sobe 4,7% no 1º tri ante o 1º tri de 2022, diz prévia do IBGE
Na avaliação do economista, aparentemente, o Estado de Mato Grosso está levemente mais acelerado que o restante do País em relação ao atual movimento de abate de fêmeas.
“Há um grande descarte de fêmeas ocorrendo no País e os preços desestimulantes na atividade da cria – fruto do momento do ciclo pecuário – são a principal justificativa”, observa Travagini.
Segundo previsão do analista, a partir deste mês de maio, espera-se uma queda na participação das fêmeas nos abates totais de Mato Grosso. “Mas a quantidade (de fêmeas) ainda deve seguir elevada até julho/23, e isso já está até precificado na B3 (mercado futuro)”, diz Travagini.




