Apresentado Por:

Com foco nos estoques de carne, frigoríficos passam a limitar ritmo de compra de gado

Com a oferta de bovinos ajustada à demanda, os preços da arroba do boi gordo estão estáveis nas praças pecuárias de São Paulo, apurou a Scot Consultoria
Compartilhe:

Continue depois da publicidade

Continue depois da publicidade

A terça-feira (11/4) foi marcada pelo baixo ritmo nas negociações no mercado físico do boi gordo, pois muitos frigoríficos brasileiros já estão de olho no comportamento do consumo de carne bovina na segunda metade de abril, que tende a ser mais comedido devido ao menor poder aquisitivo da população (enfraquecido pelo maior distanciamento do pagamento dos salários, no início do mês).

“O efeito positivo ocasionado pela retomada dos envios de carne bovina ao mercado chinês já parece ter sido absorvido pelo setor, já que as altas mais significativas nas cotações da arroba bovina não encontram fundamentos para romper as máximas alcançadas neste ano”, observa a S&P Global Commodity Insight.

“Os preços perdem suporte diariamente em função do menor apetite comprador dos frigoríficos, que seguem acompanhando o fluxo lento de escoamento da produção brasileira, tanto para o mercado externo quanto para o doméstico”, acrescenta a consultoria.

Como o ritmo das exportações em abril segue fraco, continua a consultoria, as indústrias permanecem atuando de forma limitada nas compras de boiada gorda, com algumas ofertando valores abaixo das máximas vigentes.

VEJA TAMBÉM | Abrafrigo: com suspensão à China, exportações de carne bovina em março recuam 20% no volume

Nesta terça-feira, a S&P Global Commodity Insight verificou recuo nas cotações em praças que atuam mais direcionadas ao mercado exterior (veja abaixo o quadro de preços do boi gordo e da vaca gorda).

Segundo apurou a Scot Consultoria, após o feriado, os frigoríficos paulistas estão aos poucos retornando as compras. “Com a oferta de bovinos ajustada à demanda, os preços estão estáveis nas praças de São Paulo”, informa a Scot.

Com isso, o boi gordo continua valendo R$ 285/@, enquanto a vaca gorda e a novilha gorda custando R$ 257/@ e R$ 275/@ (preços brutos e a prazo).

O preço do “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses) está em R$ 290/@ no mercado paulista (valor bruto e a prazo), acrescenta a Scot.

Cotações máximas de machos e fêmeas nesta terça-feira, 11/4
(Fonte: S&P Global)

SP-Noroeste:

boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 274/@ (à vista)
vaca a R$ 249/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 251/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 254/@ (à vista)
vaca a R$ 229/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 221/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca R$ 236/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 258/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 281/@ (à vista)
vaca a R$ 246/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 271/@ (prazo)
vaca a R$ 241/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 236/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 273/@ (à vista)
vaca a R$ 243/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 240/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 227/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 246/@ (prazo)
vaca a R$ 217/@ (prazo)

RO-Cacoal:

boi a R$ 236/@ (à vista)
vaca a R$ 217/@ (à vista)

MA-Açailândia:

boi a R$ 256/@ (à vista)
vaca a R$ 212/@ (à vista)

Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.
DBO, há mais de 40 anos acompanhando e contribuindo para uma pecuária cada vez mais moderna e eficiente.

Gostou? Compartilhe:

Mais Lidas

1.

Encontre aqui a consultoria ideal para sua fazenda

Vídeos em destaque

Mais Lidas

Colunistas