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Danilo Grandini

Descrição sobre o que ele escreve

Por uma segunda sem fome

Na edição de fevereiro da Revista DBO, o zootecnista e colunista de DBO Danilo Grandini fala sobre a campanha “segunda sem carne”

Por Danilo Grandini – Zootecnista, com pós-graduacão em análise econômica, e diretor global de marketing para bovinos da Phibro Animal Health.

Em 1917, os EUA ingressaram no teatro militar da primeira guerra mundial e, rapidamente, se depararam com uma economia europeia arrasada e com riscos reais de falta de comida tanto para suas tropas, quanto para as aliadas, além da população civil.

Num gesto humanitário, o governo lançou, em solo norte-americano, a campanha “segunda-feira sem carne bovina, carne suína e trigo”, movimento patriótico que visava poupar recursos para que, do outro lado do oceano, outros pudessem ter acesso ao mínimo necessário afim de seguir com suas vidas, sem passar por necessidades extremas.

VEJA TAMBÉM | Revista DBO | O “cancelamento” do Bradesco

A campanha, obviamente, foi um sucesso! Aproximadamente 70% das famílias americanas aderiram voluntariamente ao programa entre 1917 e 1919, o equivalente a 14 milhões de domicílios, além de 7.000 hotéis e restaurantes. Todos se comprometeram com a causa, que ficou conhecida pelo slogan “A comida vencerá a guerra”.

Em 2003, a “segunda sem carne” é relançada pelo publicitário Sid Lerner e o Dr. Bob Lawrence, diretor fundador do Johns Hopkins Center, mas para incentivar as pessoas a reduzir o consumo de carne em 15%, objetivando melhoria das condições de saúde e redução da pressão sobre o meio ambiente. Em sua primeira versão, portanto, o lema do movimento era “poupe pelo seu país”; na segundo versão, “reduza o consumo de carne por sua saúde e pelo planeta”.

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Por Danilo Grandini – Zootecnista, com pós-graduacão em análise econômica, e diretor global de marketing para bovinos da Phibro Animal Health.

Em 1917, os EUA ingressaram no teatro militar da primeira guerra mundial e, rapidamente, se depararam com uma economia europeia arrasada e com riscos reais de falta de comida tanto para suas tropas, quanto para as aliadas, além da população civil.

Num gesto humanitário, o governo lançou, em solo norte-americano, a campanha “segunda-feira sem carne bovina, carne suína e trigo”, movimento patriótico que visava poupar recursos para que, do outro lado do oceano, outros pudessem ter acesso ao mínimo necessário afim de seguir com suas vidas, sem passar por necessidades extremas.

VEJA TAMBÉM | Revista DBO | O “cancelamento” do Bradesco

A campanha, obviamente, foi um sucesso! Aproximadamente 70% das famílias americanas aderiram voluntariamente ao programa entre 1917 e 1919, o equivalente a 14 milhões de domicílios, além de 7.000 hotéis e restaurantes. Todos se comprometeram com a causa, que ficou conhecida pelo slogan “A comida vencerá a guerra”.

Em 2003, a “segunda sem carne” é relançada pelo publicitário Sid Lerner e o Dr. Bob Lawrence, diretor fundador do Johns Hopkins Center, mas para incentivar as pessoas a reduzir o consumo de carne em 15%, objetivando melhoria das condições de saúde e redução da pressão sobre o meio ambiente. Em sua primeira versão, portanto, o lema do movimento era “poupe pelo seu país”; na segundo versão, “reduza o consumo de carne por sua saúde e pelo planeta”.

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Na edição de fevereiro da Revista DBO, o zootecnista e colunista de DBO Danilo Grandini fala sobre a campanha “segunda sem carne”

Por Danilo Grandini – Zootecnista, com pós-graduacão em análise econômica, e diretor global de marketing para bovinos da Phibro Animal Health.

Em 1917, os EUA ingressaram no teatro militar da primeira guerra mundial e, rapidamente, se depararam com uma economia europeia arrasada e com riscos reais de falta de comida tanto para suas tropas, quanto para as aliadas, além da população civil.

Num gesto humanitário, o governo lançou, em solo norte-americano, a campanha “segunda-feira sem carne bovina, carne suína e trigo”, movimento patriótico que visava poupar recursos para que, do outro lado do oceano, outros pudessem ter acesso ao mínimo necessário afim de seguir com suas vidas, sem passar por necessidades extremas.

VEJA TAMBÉM | Revista DBO | O “cancelamento” do Bradesco

A campanha, obviamente, foi um sucesso! Aproximadamente 70% das famílias americanas aderiram voluntariamente ao programa entre 1917 e 1919, o equivalente a 14 milhões de domicílios, além de 7.000 hotéis e restaurantes. Todos se comprometeram com a causa, que ficou conhecida pelo slogan “A comida vencerá a guerra”.

Em 2003, a “segunda sem carne” é relançada pelo publicitário Sid Lerner e o Dr. Bob Lawrence, diretor fundador do Johns Hopkins Center, mas para incentivar as pessoas a reduzir o consumo de carne em 15%, objetivando melhoria das condições de saúde e redução da pressão sobre o meio ambiente. Em sua primeira versão, portanto, o lema do movimento era “poupe pelo seu país”; na segundo versão, “reduza o consumo de carne por sua saúde e pelo planeta”.

Publicado em 2019, o artigo “Avaliação das atitudes dos consumidores frente às questões ambientais relacionadas ao consumo de carne” traz observações científicas interessantes sobre esse tema. Após revisar 15 artigos contendo respostas de pessoas que tinham “vontade” de reduzir o consumo de carne por motivos ambientais, os pesquisadores constataram que a motivação ecológica era muito baixa. A redução do consumo de carne para mitigação dos efeitos climáticos estava dentre as últimas opções apontados pelos consumidores.

Politicamente correto?

Quando informações adicionais não foram oferecidas aos entrevistados (Finlândia, Alemanha, Suíça, Holanda e EUA), entre 12,8% a 25,5% desejosos de ajudar nas causas ambientais reduziriam o consumo de carne com essa finalidade.

A conclusão a que cheguei, após revisar 34 artigos sobre o assunto, é que, em geral, a população ocidental não apresenta disposição de reduzir consumo de carne por motivos ambientais. Entretanto, a redução de carne em dias específicos com motivação ambiental recebe crescente atenção, especialmente entre as mulheres e culturas específicas.

Por um outro lado, 9,9% da população mundial passa fome. Dados de 2019/2020 sugerem que 811 milhões de pessoas possuem uma dieta abaixo de 1.800 calorias diárias. Na contramão do que seria “politicamente correto”, Amanda Hadke, da newsletter Beef Daily, publicou um artigo em maio de 2019, intitulado “Como a campanha da segunda-feira sem carne de Nova York está prejudicando a comunidade mais carente”.

O texto questionava a intenção de corte de 50% das carnes vermelhas em ambientes controlados pelo setor público, incluindo escolas públicas, onde estudantes carentes que possuem acesso a uma dieta de melhor qualidade seriam os grandes prejudicados.

Impossível não contrastar as diferentes gerações, motivações e engajamento. Para mim, fica claro que o ser humano é movido por compaixão. Fica mais claro ainda que, se tivéssemos um movimento da “segunda-feira sem fome”, no qual tudo que alguém economizasse em comida servisse ao próximo, faríamos um bem maior.

Não resta dúvida de que existe um problema a ser enfrentado quanto à pressão ambiental e à produção de alimentos, problema que, a meu ver, passa por melhores práticas produtivas. Isso deve sim ser debatido, mas falar em reduzir o consumo global de alimento em densidade nutricional num mundo com tanta desigualdade social não me parece solução lógica.

Aquele que propuser a “segunda-feira sem fome”, encontrará no meu lar um aliado!

Por uma pecuária cada vez mais responsável. Quanto antes chegarmos lá, melhor!

Leia a edição de fevereiro da Revista DBO AQUI. 

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