A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), participou, na quarta (5), de um seminário na sede da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris, na França.
A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, foi uma das expositoras da mesa redonda “Peace for Food”, organizada pelo Comitê Consultivo para as Empresas e a Indústria (BIAC), que é o vínculo institucional da OCDE com o setor privado mundial.
Os principais objetivos do evento foram discutir os riscos enfrentados pelos sistemas alimentares globais e produzir subsídios para a reunião dos ministros de Agricultura de diversos países, que acontecerá em novembro, na OCDE.
No painel que discutiu propostas sobre como tornar a atividade agropecuária cada vez mais produtiva, sustentável e resiliente, Sueme falou da relevância do Brasil no cenário mundial de alimentos e de como o país se tornou uma potência agroexportadora.
Para a diretora, diversos fatores contribuíram para que o país alcançasse essa posição, sendo os principais o investimento pesado em pesquisa agropecuária, um conjunto de políticas públicas de incentivo à produção e agricultores altamente competentes.
Em sua apresentação, Mori destacou que as políticas públicas discutidas no âmbito da OCDE devem levar em consideração os diferentes níveis de desenvolvimento dos países. Para ela, essas políticas também devem buscar o equilíbrio entre os três pilares da sustentabilidade (social, econômico e ambiental).
A representante da CNA falou ainda sobre as tecnologias e resultados do Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono), do Ministério da Agricultura, como exemplo de política pública e terminou a fala de abertura destacando a preocupação com o impacto negativo para o produtor, que algumas políticas públicas podem ter.
“Temos que tomar cuidado para que políticas bem-intencionadas, ao invés de serem inclusivas, empurrem o produtor para fora do campo e até mesmo para a ilegalidade. Isso sem contar o potencial impacto negativo na segurança alimentar mundial”, explicou.
O painel contou com a moderação da vice-presidente de Negócios no Comitê de Agricultura e Alimentação da OCDE, Gabriela Wurcel, e participação da diretora de Comércio e Agricultura da OCDE, Marion Jansen, do economista chefe do Departamento de Agricultura dos EUA, Seth Meyer, do professor da Universidade de Glasgow, John W Crawford, e do diretor-geral da Divisão de Política Estratégica da Diretoria de Pesquisa e Análise, Agricultura e Agroalimentar do Canadá, Warren Goodlet.
Daniel Gaia, zootecnista e proprietário da DG Assessoria Pecuária, comenta os preços da reposição, a oferta de boi magro e as tendências do mercado pecuário no Tocantins.
A zootecnista Janaina Martuscello analisa os benefícios e os desafios das leguminosas em pastagens, destacando os principais cuidados para o sucesso do sistema.
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