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Boi gordo: preços da arroba continuam firmes, apesar da pressão de baixa dos frigoríficos

Após encerramento das investigações sobre os casos atípicos de vaca louca no País, mercado pecuário começa a ganhar novamente ritmo, mas vendas ao mercado chinês seguem paralisadas
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Nesta quarta-feira, 8 de setembro, a arroba do boi gordo continuou com preços firmes nas principais regiões pecuárias, apesar pressão baixista dos frigoríficos, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.

“Os compradores que estiveram ativos nesta manhã abriram o dia ofertando R$ 10/@ a menos para animais destinados ao mercado interno (São Paulo)”, relata a Scot Consultoria, acrescentando que não foram detectados negócios abaixo dos valores vigentes.

Nas praças paulistas, o preço do macho segue valendo R$ 310/@ (preços brutos e a prazo), apurou a Scot.

As cotações da vaca e novilha gordos também seguem estáveis, a R$ 292/@ e R$ 307/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

Na segunda-feira, 6 de setembro, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) concluiu que os dois casos atípicos de encefalopatia espongiforme bovina (EEB – conhecida como “mal da vaca louca”), detectados em frigoríficos de Minas Gerais e de Mato Grosso, não representam risco para a cadeia de produção bovina.

“Os pecuaristas relatam alívio com as conclusões do laudo divulgado pela OIE”, afirma a IHS Markit.

O diagnóstico atípico de vaca louca mantém o Brasil com o status de país de ‘risco insignificante para a doença’, por se tratar de uma ocorrência espontânea (manifestada em animais mais velhos), que não está relacionada à ingestão de produtos de origem animal contaminados.

No entanto, conforme protocolo bilateral assinado com o governo chinês, o Brasil suspendeu (a partir de 4 de setembro) temporariamente a exportação de carne bovina ao mercado chinês, o principal destino do produto brasileiro.

“Ainda não é possível verificar maior procura por animais terminados, visto que a suspensão temporária das exportações para a China permitiu o alongamento das escalas de abate de diversas plantas ao redor do País”, observa a Scot.

Analistas de mercado, porém, acreditam que os embarques brasileiros ao mercado chinês serão retomados em breve, já que o país asiático continua altamente dependente das importações de proteínas de origem animal, pois ainda sofre com o desabastecimento interno ocasionado pelos surtos de peste suína africana em seu rebanho de porcos.

Em 2019, foi registrado um caso atípico de vaca louca no Mato Grosso. Na ocasião, o Brasil também cumpriu imediatamente o acordo bilateral com a China, retomando os embarques após cerca de dez dias.

Recuperação – No mercado futuro da B3, os contratos do boi gordo registraram fortes variações positivas, após o encerramento das investigações conduzidas pela OIE.

Os papeis para outubro/21 e novembro/21 avançaram, respectivamente, R$ 11,40 e R$ 11,70, patamar de R$ 308,35/@ e R$ 316/@, respectivamente.

O contrato de vencimento mais curto (setembro) apresenta significativa variação positiva de R$ 11,35, avançando para R$ 306,60/@.

Em relação ao mercado externos, as vendas de carne bovina in natura registram bom desempenho na primeira semana de setembro.

Segundo dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume embarcado alcançou 31,5 mil toneladas, com uma média diária de 10,5 mil toneladas/dia, avanço de 55% em relação à média de setembro/20 e 27% superior à média de agosto/21.

No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos, assim como do couro e sebo industrial, permaneceram estáveis nesta quarta-feira.

O consumo de carne bovina, segundo expectativas do mercado, deve apresentar reação neste final de semana, devido ao pagamento dos salários neste inicio de mês, prevê a IHS Markit.

Cotações máximas desta quarta-feira, 8 de setembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 302/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 313/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 304/@ (prazo)
vaca a R$ 295/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 304/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 296/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 287/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 291/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca R$ 292/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 302/@ (prazo)
vaca a R$ 294/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 305/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 308/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 298/@ (à vista)
vaca a R$ 288/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 300/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 310/@ (à vista)

vaca a R$ 300/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 294/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 298/@ (prazo)
vaca a R$ 287/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 287/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 294/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 299/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 288/@ (à vista)
vaca a R$ 284/@ (à vista)

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