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Boi gordo: período de estabilidade entre os presentes de Natal e as festas de fim de ano

Nesta quarta-feira (10/12), apesar da pressão de baixa por parte dos frigoríficos compradores, as cotações da arroba andaram de lado nas 17 regiões monitoradas pela Agrifatto
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O mercado físico do boi gordo entrou na segunda semana de dezembro/25 com ajustes negativos pontuais em algumas praças brasileiras, após leves altas isoladas na primeira semana do mês, informam os analistas da Agrifatto, consultoria que acompanha diariamente os negócios no setor pecuário.

Nesta quarta-feira (10/12), porém, apesar da pressão de baixa por parte dos frigoríficos compradores, as cotações da arroba ficaram estáveis nas 17 regiões monitoradas pela Agrifatto.

Confira as cotações da arroba do boi gordo e do “boi-China”, apuradas no dia 10/12 pela Agrifatto e pela Scot Consultoria; clique AQUI.

Dessa maneira, pelos dados da consultoria, o boi gordo sem padrão-exportação continua valendo R$ 320/@ no mercado de São  Paulo, enquanto o “boi-China” é negociado por R$ 330/@.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo “comum” está cotado em R$ 322/@, o “boi-China” em R$ 326/@, a vaca gorda em R$ 302/@ e a novilha terminada em R$ 314/@ (valores brutos,  no prazo). 

O escoamento para o mercado interno e externo está firme, e a oferta de boiadas tem atendido à demanda, mas sem excedentes”, observam os analistas da Scot, acrescentando: “As férias coletivas nas indústrias frigoríficas não influenciaram nos preços da arroba”.

Na avaliação da Agrifatto, neste momento, as fêmeas terminadas “sentem” ainda mais a pressão de baixa, com pequenos recuos em várias regiões monitoradas. 

No mercado futuro, os contratos do boi gordo encerraram a sessão da B3 de terça-feira (9/12) com certa estabilidade. O contrato com vencimento em janeiro/26 fechou o pregão cotado a R$ 327,77/@, um leve avanço de 0,15% em relação ao dia anterior.

Percepções sobre o período de Natal

No curto prazo, prevê a Agrifatto, espera-se uma desaceleração natural no consumo doméstico de carne bovina, pois os consumidores brasileiros tendem a priorizar as compras natalinas, reduzindo o orçamento dedicado à proteína. 

No entanto, acredita a consultoria, o mercado interno da carne bovina deve demonstrar reação a partir do dia 18 (quinta-feira), quando o varejo e os açougues se abastecem para atender a alta demanda dos tradicionais churrascos comemorativos de fim de ano.

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