Apresentado Por:

Boi gordo: Negócios se encerram em abril registrando preços superiores aos R$ 295/@

Semana foi marcada pela maior pressão de baixa nas cotações do boi gordo por parte dos frigoríficos, que buscam saídas para recuperar suas margens operacionais
Compartilhe:

Continue depois da publicidade

Continue depois da publicidade

Os pecuaristas brasileiros enfrentaram uma maior pressão baixista por parte dos frigoríficos durante a última semana do mês de abril, encerrada nesta sexta-feira, 30.

Porém, as quedas nos preços do boi gordo foram leves na maior parte das praças pecuárias, prevalecendo um piso de resistência ao redor de R$ 295/@, considerando as cotações vigentes em todas as regiões do País, de acordo com dados apurados pela consultoria IHS Markit.

Segundo a Scot Consultoria, a melhora sutil na oferta de boiadas, ocasionada pela menor capacidade de suporte das pastagens e pelo aumento no custo de suplementação, resultou no alongamento das programações de abate dos frigoríficos.

“Com isso, algumas indústrias frigoríficas ficaram fora das compras durante a semana, pressionando as cotações”, reforça.

A IHS Markit compartilha da mesma opinião: “Grande parte das indústrias frigoríficas espalhadas pelo País não foi muito atuante no mercado ao longo desta semana, de olho no fraco consumo doméstico e na disposição de programações de abate maiores, com em torno de cinco dias úteis”.

No curto prazo, prevê a Scot, a melhora na oferta deve continuar gerando oportunidades para testes de preços mais baixos, mas não há expectativa para grandes recuos.

“O cenário geral ainda é de oferta reduzida de animais terminados, o que deve limitar as quedas de preço”, ressalta a Scot.

Segundo a IHS, muitos frigoríficos brasileiros ainda operaram com margens deprimidas, devido ao uso mínimo da capacidade instalada.

“A valorização da arroba pode prejudicar ainda mais os lucros dos frigoríficos, caso o mercado interno não absorva repasses dos cultos da matéria-prima (boiadas gordas)”, afirma a IHS.

De dentro da porteira, o período de seca trouxe condições de pasto insuficientes para retenção ou terminação do gado.

Ao mesmo tempo, relata a IHS, os custos de suplementação dispararam, inviabilizando a engorda no cocho.

“Diante dessa conjuntura, ofertar lotes no mercado, mesmo inacabado, tornou-se inevitável”, ressalta a IHS.

O segundo semestre também não traz boas expectativas para o confinamento, visto que a relação de troca boi gordo/milho é a pior da série histórica e a segunda safra do cereal no Brasil já apresenta quedas de produtividade, observa a IHS.

“Percebendo o movimento de redução do confinamento do segundo semestre, grandes indústrias que detêm boiteis próprios já dobraram a capacidade de alojamento das instalações”, informa a IHS, acrescentando que, por meio de diversos acordos com pecuaristas, há relatos de lotação desses empreendimentos, principalmente no Mato Grosso.

Giro do mercado – Entre as principais praças pecuárias do Brasil, a IHS registrou reduções no preço da arroba em São Paulo, em função da abstenção dos frigoríficos das compras e da leve melhora da oferta, proveniente do clima mais seco nas fazendas do Estado.

Nas demais regiões, mercado com preços estáveis, segundo dados da IHS (confira abaixo as cotações atuais de fêmeas e machos nas principais praças do País).

Segundo informações da Scot Consultoria, nesta sexta-feira, 30, foi registrado baixo volume de negócios no mercado paulista do boi gordo, devido ao avanço nas escalas de abate dos frigoríficos.

“As ofertas de compra abaixo do preço de referência por parte das indústrias continuam, porém, com poucos negócios, travando o mercado no último dia da semana e do mês”, relata a Scot.

O boi, vaca e novilha gordos estão apregoados em R$ 312/@, R$ 290/@ e R$ 303/@, respectivamente, preços brutos e a prazo.

Na região de Redenção, no Pará, a relativa melhora nas ofertas de boiadas refletiu em queda de R$ 2/@ na cotação do boi gordo nesta sexta-feira, na comparação com dia anterior, informa a Scot.

Nessa região, o animal terminado agora é negociado em R$ 295/@, preço bruto e a prazo.

Em contraponto, a cotação da vaca na praça de Redenção subiu R$ 1/@ e, dessa maneira, vale agora R$ 287/@, nas mesmas condições de pagamento, relata a Scot.

Na praça de Belo Horizonte, em Minas, o boi gordo que atende ao mercado interno está sendo negociado em R$ 302/@, preço bruto e a prazo, o que representou recuo de R$ 1/@ na comparação com o valor de quinta-feira (29/4).

Nessa mesma região, a vaca gorda também recuou na mesma proporção (R$ 1/@) e está apregoada em R$ 290/@, preço bruto e a prazo, informa a Scot.

Expectativa nos embarques – As exportações brasileiras de carne bovina in natura seguem aquecidas.

O fluxo de embarques no acumulado das quatro primeiras semanas de abril (15 dias úteis) foi de 7,10 mil toneladas/ dia, um desempenho 22,2% superior à média de abril de 2020.

“Até o momento, abril já apresenta o maior volume exportado dos primeiros meses de 2021 e, caso o ritmo seja mantido, será o maior volume histórico já embarcado para o mês”, observa a IHS.

No mercado atacadista brasileiro, ao longo desta semana, o consumo de carne bovina não cresceu, frustrando as expectativas de analistas, que esperavam avanço devido ao processo de flexibilização das medidas sanitárias de combate à pandemia de Covid-19.

O alto estoque dos varejistas e a falta de procura pela carne bovina no mercado doméstico ofereceram espaço para reduções nos valores dos cortes de dianteiro, peça de maior consumo pelo brasileiro, que atualmente continua optando por proteínas alternativas, relata a IHS.

Cotações desta sexta-feira, 30 de abril, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 299/@ (à vista)
vaca a R$ 286@ (à vista)

MS-C. Grande:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 302/@ (prazo)
vaca a R$ 292/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 303/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 302/@ (prazo)
vaca a R$ 289/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 303/@ (à vista)
vaca a R$ 291/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 289/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 297/@ (prazo)
vaca R$ 285/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 297/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 291/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 301/@ (prazo)
vaca a R$ 287/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 280,50/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 295/@ (à vista)
vaca a R$ 280,50/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 290/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 293@ (prazo)
vaca a R$ 283/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 284/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 287/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 294/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 289/@ (à vista)
vaca a R$ 279/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 271/@ (à vista)

Gostou? Compartilhe:

Mais Lidas

1.

Encontre aqui a consultoria ideal para sua fazenda

Vídeos em destaque

Mais Lidas

Colunistas