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Boi gordo: escalas de abate curtas e demanda forte podem sustentar movimento de alta da arroba

Frigoríficos têm disputado mais agressivamente os lotes de boiadas gordas disponíveis, o que resultou em avanço de 5% no valor do animal abatido em SP no mês de out/25
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O aquecimento da demanda pela carne bovina, tanto no mercado externo quanto interno, a oferta restrita de animais terminados e a redução nas escalas de abate dos frigoríficos podem garantir a continuidade do movimento de alta nos preços físicos do boi gordo no curto prazo (primeira quinzena de novembro/25), acreditam os analistas da Agrifatto. 

Tais fatores ajudaram a sustentar as cotações da arroba ao longo das últimas semanas de outubro/25, com o registro de valorizações graduais na maioria das regiões monitoradas pela consultoria. 

Confira as cotações da arroba do boi gordo e do “boi-China”, apuradas no dia 3/11 pela Agrifatto e pela Scot Consultoria; clique AQUI.

Nesta segunda-feira (3/11), porém, os preços do boi gordo permaneceram estáveis nas 17 praças acompanhadas pela Agrifatto, refletindo a calmaria típica do início da semana. 

Na praça paulista, de acordo com dados apurados pela Scot Consultoria, o boi gordo sem padrão-exportação segue em R$ 317/@, o “boi-China” em R$ 322/@, a vaca gorda em R$ 295/@ e a novilha terminada em R$ 310/@ (todos os preços são brutos, no prazo).

De acordo com dados levantados pela Agrifatto, as programações de abate em São Paulo fecharam outubro com média de apenas 6 dias úteis, o menor nível desde maio de 2025. 

“Embora o encurtamento das escalas seja um movimento sazonal para o período, ele também reflete um menor ritmo de entrega de animais para atender à demanda externa aquecida”, observam os analistas da Agrifatto. 

Balanço de outubro/25

A arroba paulista encerrou o mês passado cotada a R$ 318,65, segundo o Indicador CEPEA, com alta mensal de 4,34%. 

Pelo indicador Datagro, referência para a liquidação dos contratos futuros do boi gordo na B3, o boi gordo de São Paulo subiu 5% no mês passado, em relação ao fechamento de setembro/25, para 319,42/@

“O incremento nas cotações reflete o cenário de oferta restrita de animais prontos para o abate, especialmente após a redução das escalas nas indústrias paulistas e a menor disponibilidade de boiadas terminadas em pasto”, força a Agrifatto.

Preços futuros seguem a onda de alta 

Dentre os contratos, todos apresentaram valorização mensal em outubro na tela da B3. O papel de outubro/25 foi liquidado em R$ 317,05/@ (+1,07%); novembro/25 fechou o mês em R$329/@ (+1,22%) e dezembro/25 encerrou em R$ 334,25/@ (+1,47%). 

“O mercado futuro segue com um ágio em torno de R$ 15/@ em relação ao preço físico”, destaca a Agrifatto.

Aquecimento no atacado/varejo 

Na última semana de outubro/25, o preço da carcaça casada do boi gordo registrou aumento pela quinta semana consecutiva, avançando 1,60% no comparativo semanal, para R$ 21,31/kg, em média, informa a Agrifatto, referindo-se ao mercado paulista. 

Todos os principais cortes bovinos acompanharam o movimento positivo e superaram os preços da semana anterior, compara a consultoria. 

O maior destaque ficou para o traseiro bovino, que teve expressiva valorização semanal de 2,26%, atingindo R$ 24,78/kg, o maior patamar das últimas 26 semanas. 

O dianteiro bovino apresentou acréscimo de 0,92%, para R$ 18,47/kg, acrescenta a Agrifatto. 

“Outubro mostrou um comportamento mais firme no mercado doméstico, resultando em uma média mensal da carcaça casada de R$ 20,92/kg, o maior patamar desde junho/25 e uma valorização de 0,98% no comparativo mensal”, destaca a consultoria. 

Para a próxima semana, prevê a Agrifatto, a tendência é de continuidade no movimento de alta, especialmente para a carne bovina.

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