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Boi gordo: demanda aquecida pela carne, tanto interna quanto externa, gera estabilidade nos preços

Na avaliação da Agrifatto, o desempenho recorde dos embarques de carne bovina em setembro/25 reforçou a tendência de alta nas cotações da arroba
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O mercado brasileiro do boi gordo, que iniciou outubro com cotações da arroba acima da média em diversas regiões produtoras, continua operando com preços firmes, influenciado pelo aquecimento da demanda interna e pelo ritmo forte das exportações de carne bovina in natura.

Pelos dados apurados pela Agrifatto, nesta quinta-feira (9/10), o boi gordo subiu na praça do Acre, mantendo a estabilidade nas outras 16 regiões monitoradas diariamente pela consultoria.

Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 9/10 pela Agrifatto; clique AQUI.

Em São Paulo, segundo o levantamento da Scot Consultoria, o animal macho “comum” segue cotado em R$ 305/@, enquanto o “boi-China”, a vaca gorda e a novilha terminada são negociados por R$ 310/@, R$ 282/@ e R$ 294/@, respectivamente (preços brutos, no prazo).

Segundo levantamento da Agrifatto, os frigoríficos brasileiros de menor porte operam com escalas curtas, o que explica a intensificação das compras de boiadas gordas ao longo desta semana.

Por sua vez, diz a consultoria, as grandes indústrias mantêm programações de abate mais confortáveis, abastecidas por animais de confinamento próprio ou contratos com pecuaristas.

Na avaliação da Agrifatto, o desempenho recorde dos embarques de carne bovina em setembro/25 reforçou a tendência de alta nas cotações da arroba, enquanto o atacado doméstico mostra sinais de recuperação neste início de mês, com a maioria dos produtos com osso em reajuste positivo.

No entanto, apesar da melhora de demanda nos dois mercados, as negociações recentes de lotes terminados não ampliaram as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros, que continuam girando em oito dias, de acordo com os dados apurados pela Agrifatto.

No mercado futuro, após a queda registrada na segunda-feira, os contratos do boi gordo subiram na terça-feira (7/10) e registraram estabilidade no pregão da quarta-feira (8/10) da B3.

O papel com vencimento em dezembro/25 encerrou a sessão de ontem a R$ 327,95, praticamente o mesmo valor registrado no dia anterior (valorização de apenas 0,02%).

Revisão do relatório oferta e demanda da Agrifatto

As exportações totais de carne bovina (industrializada + in natura) do Brasil atingiram um recorde histórico em setembro/24, somando 363,13 mil toneladas, um avanço 17,58% no comparativo mensal e 11,69% acima do recorde anterior (de julho/25).

No mês passado, o volume de animais encaminhados para a linha de abate encerrou em 3,70 milhões de cabeças, 0,76% superior ao registrado em agosto/25.

Por sua vez, a produção brasileira de carne bovina atingiu 948 mil toneladas em setembro/25, um aumento de 0,72% no comparativo mensal.

Pelos dados da Agrifatto, a disponibilidade interna de carne bovina no Brasil está estimada em 10,63 milhões de toneladas, 2,7% superior ao resultado de 2024.

Com isso, o consumo per capita no Brasil projetado pela consultoria para 2025 é de 33,78 kg/hab./ano, 16% acima do número computado em 2024, prevê a consultoria.

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