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Boi gordo: arroba perde força em SP, mas estabilidade prevalece na maior parte das regiões pecuárias

Mercado pecuário é marcado pelo embate entre frigoríficos e pecuaristas; cotação nas regiões paulistas recua R$ 2 nesta quarta-feira, para R$ 340/@, a prazo, segundo a Scot Consultoria
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Nesta quarta-feira, 16 de março, os frigoríficos que atuam comprando boiadas gordas no Estado de São Paulo tiveram certo êxito na estratégia de redução nos preços da arroba, informa a Scot Consultoria.

Na comparação com o dia anterior (15/3), houve queda de R$ 2/@ nas cotações do boi e da vaca prontos para abate, agora negociados no mercado paulista em R$ 340/@ e R$ 298/@, respectivamente (valores brutos e a prazo).

O valor da novilha gorda se manteve estável, a R$ 332/@, preço bruto e a prazo.

Segundo a Scot, os negócios com o boi-China (abatido mais jovem, geralmente abatido com idade inferior a 30 meses) são fechados pelo valor máximo de R$ 345/@ em São Paulo, uma redução de R$ 5/@ em relação ao preço máximo registrado na semana passada.

A consultoria IHS Markit observou, nesta quarta-feira, recuos pontuais nos preços da arroba em algumas praças do Mato Grosso do Sul e de Minas Gerais.

Em Dourados (MS), o boi gordo caiu de R$ 315/@ para R$ 310/@, enquanto em Campo Grande (MS) saiu de R$ 317/@ para R$ 312/@.

Na região de Belo Horizonte, de acordo com apuração da IHS Markit, o macho terminado recuou de R$ 307/@ para R$ 304/@.

No entanto, conforme levantamento da IHS, a quarta-feira foi marcada pela baixa liquidez nos negócios envolvendo animais gordos.

Na avaliação dos analistas da IHS, há grandes divergências entre os preços praticados nas praças pecuárias brasileiras.

As regiões Norte e Nordeste, sobretudo nos Estados do Maranhão, Tocantins e Pará, ainda dispõem de ofertas razoáveis de gado gordo.

Porém, observa a IHS, há relatos de que as fortes chuvas no Pará e no Maranhão estão dificultando as operações logísticas e, consequentemente, os embarques dos bovinos.

“Nessas regiões, as inundações, queda de pontes, entre outros problemas ocasionados pelo excesso de chuva, resultaram em atrasos nas entregas de animais para abate, refletindo em volumes menores para operação industrial nos frigoríficos locais”, relata a IHS.

Por sua vez, em algumas praças localizadas no Brasil Central, as chuvas generosas das últimas semanas elevaram a qualidade das pastagens, possibilitando a estratégia de retenção de boiada gorda nas propriedades, à espera de condições melhores de preços.

“Fundamentados pelas altas dos custos de produção, os pecuaristas optam por aguardar melhores condições de preços, enquanto os frigoríficos enfrentam dificuldade em repassar eventuais altas ao preço da carne bovina, diante do fraco consumo interno”, observa a IHS.

No entanto, continua a consultoria, muitas indústrias brasileiras conseguiram alongar as suas escalas de abate nas últimas semanas, aproveitando o aumento de oferta de animais terminados nos balcões de negócios, após um período de valorizações no boi gordo.

“As altas da arroba registradas na semana anterior garantiram bons volumes de animais terminados nos pátios dos frigoríficos do País”, afirma a IHS, acrescentando que as escalas de abate giram hoje entre 7 e 10 dias.

Este ambiente de embate entre as duas pontas (pecuaristas versus frigoríficos) deve seguir como pano de fundo pelo menos no curtíssimo prazo, prevê a IHS.

No mercado atacadista, os cortes de traseiro registraram recuo nesta quarta-feira, segundo informa a IHS.

A queda reflete a morosidade da demanda interna e, consequentemente, a elevação de estoques excedentes na rede de distribuição, sobretudo de cortes mais nobres (oriundo do traseiro).

Cotações máximas desta quarta-feira, 16 de março, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 352/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

MS-C.Grande:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 287/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 291/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 310/@ (prazo)
vaca a R$ 295/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 294/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 308/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca R$ 295/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 315/@ (prazo)
vaca a R$ 305/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 310/@ (à vista)
vaca a R$ 290/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 330/@ (prazo)
vaca a R$ 300/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 307/@ (prazo)
vaca a R$ 290/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 296/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 330/@ (à vista)
vaca a R$ 310/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 288/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 283/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 287/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 282/@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 290/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 294/@ (à vista)
vaca a R$ 280/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 312/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 283/@ (à vista)
vaca a R$ 264/@ (à vista)

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