O preço do boi gordo em São Paulo se manteve estável nesta quarta-feira (3/2), apregoado em R$ 302/@ (preço bruto e a prazo), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria. O destaque da quarta-feira ficou para a vaca gorda que, na comparação com terça-feira (2/2), subiu mais R$ 2/@ na praça paulista, para R$ 284/@, a prazo. A cotação da novilha gorda para abate ficou estável na comparação diária, valendo R$ 292/@, nas mesmas condições.
Segundo apuração da IHS Markit, a especulação altista em torno das indicações de compra de lotes de animais prontos continuou ativa nesta quarta-feira. Porém, o fluxo de comercialização é relativamente baixo, devido à enorme escassez de oferta boiada gorda. Além disso, relata a IHS, os apertos nas margens operacionais das indústrias – algumas unidades já operam no vermelho – afastaram os compradores do mercado. “Há plantas frigoríficos que relatam formação de excedentes em estoque dada a dificuldade de escoar a produção”, alerta a consultoria.
Nesse contexto, movimentos mais robustos de alta nos preços da arroba bovina são limitados e começaram a perder intensidade nos últimos dias. De certa maneira, o setor industrial aguarda uma resposta mais contundente no consumo doméstico de carne bovina com a chegada do mês de fevereiro – período de pagamento dos salários aos trabalhadores –, além de uma recuperação mais consistente no fluxo das exportações brasileiras.
Giro pelas praças
Entre as principais praças pecuárias do Centro-Sul do Brasil, os poucos movimentos de alta do boi gordo nesta quarta-feira foram verificados nos Estados de SP, RS, MT e GO. A firmeza dos preços da arroba nessas regiões ainda tem como principal fator a dificuldade em originar animais terminados, informa a IHS Markit. “O tamanho do lote aparece como importante ponto de diferencial de preços, sobretudo se estes se encaixam em algum padrão para exportação”, ressalta a consultoria.
No interior paulista, os negócios com boiadas continuaram pontuais. Os carregamentos são pequenos, o que não permite uma evolução mais adequada das escalas de abate, observa a IHS. Unidades de abate que focam sua demanda no consumo doméstico deram maior preferência por fêmeas em função do melhor custo/benefício, destaca a consultoria.
No Mato Grosso e em Goiás, as indústrias locais buscam manter uma programação de abate de ao menos cinco dias, sobretudo as empresas exportadoras, o que ajuda a manter firme o valor da arroba nessas duas regiões, revela a IHS. As altas nos preços locais permitiram uma aparente melhora na liquidez dos negócios entre algumas plantas entre ambos os Estados, acrescenta a consultoria.
No Rio Grande do Sul, o preço do boi gordo subiu em função da presença de compradores de outros Estados. A oferta local também se mostra restrita e a maior procura por animais gerou suporte adicional para as altas desta quarta-feira.
Nas demais praças do país, os preços se mostraram mais acomodados em função da maior cautela dos compradores de gado, informa a IHS.
Oferta irregular no atacado
No mercado atacadista brasileiro, o volume de oferta de carne bovina continua irregular, devido ao menor ritmo dos abates das indústrias frigoríficas. Tal fato ainda permitiu estabilidade aos preços dos principais cortes bovinos, relata a IHS.
Por outro lado, o fluxo das vendas ainda não permite espaço para elevação dos preços da carne vermelha, mesmo considerando o período de começo de mês, quando o consumo costuma esboçar maior consistência.
Cotações desta quarta-feira (3/2), segundo dados da IHS Markit:
SP-Noroeste:
boi a R$ 301/@ (prazo)
vaca a R$ 288/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 289/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)
MS-C. Grande:
boi a R$ 288/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 288/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 271@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 271/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 281/@ (à vista)
vaca a R$ 269/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca R$ 281/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 271/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 297/@ (prazo)
vaca a R$ 279/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 264/@ (à vista)
RS-Porto Alegre:
boi a R$ 275/@ (à vista)
vaca a R$ 261/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 272/@ (à vista)
vaca a R$ 261/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 276@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 274/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 271/@ (prazo)
TO-Gurupi:
boi a R$ 278/@ (à vista)
vaca a R$ 268/@ (à vista)
RO-Cacoal:
boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 266/@ (à vista)
RJ-Campos:
boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)
MA-Açailândia:
boi a R$ 271/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@ (à vista)




