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Abate de bovinos atingiu 10,29 milhões de cabeças no 1º trim./26, maior resultado da série histórica do IBGE

Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 17,5% da participação nacional, seguido por São Paulo (11,6%), Goiás (9,2%) e Pará (9,1%)
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No 1° trimestre de 2026 foram abatidas 10,29 milhões de cabeças de bovinos, alta de 3,3% em comparação com o mesmo período de 2025. Já na relação com o 4º trimestre de 2025, houve redução de 6,9%.

O abate de suínos foi de 15,27 milhões de cabeças no 1° trimestre de 2026, com aumento de 5,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e leve redução de 0,1% em comparação ao 4° trimestre de 2025.

Em relação ao abate de frangos, foram 1,71 bilhão de cabeças, resultado 3,6% superior ao obtido no trimestre equivalente do ano anterior, mas 0,5% menor em relação ao verificado no 4º trimestre de 2025. Esse foi o melhor resultado do abate de bovinos, suínos e frangos para um 1° trimestre na série histórica (iniciada em 1997).

Os dados são das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha para o 1º trimestre de 2026, divulgados nesta terça-feira (16/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o gerente de Pecuária do IBGE, Octávio Oliveira, o abate de fêmeas teve destaque neste trimestre de 2026. “O setor de bovinos foi marcado pelo maior volume de abate e produção de carcaças em um primeiro trimestre. A participação de fêmeas no abate teve um aumento superior à de machos e atingiu o recorde de 49,9%. Este comportamento significa a retomada do crescimento do abate de fêmeas, após dois trimestres sucessivos de queda”, explicou.

A produção de 2,63 milhões de toneladas de carcaças bovinas, no 1º trimestre de 2026, consistiu em um incremento de 5,1% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e queda de 10,3% em relação ao apurado no 4º trimestre de 2025.

Entre as Unidades da Federação, Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 17,5% da participação nacional, seguido por São Paulo (11,6%), Goiás (9,2%) e Pará (9,1%).

Aquisição de couro apresenta estabilidade

Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que efetuam curtimento de pelo menos 5.000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 10,75 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no 1º trimestre de 2026.

Essa quantidade representa estabilidade em comparação à registrada no 1º trimestre de 2025 e uma queda de 3,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Goiás lidera entre as de Unidades da Federação que receberam peças de couro cru para processamento, com 19,0% da participação nacional, seguido por Mato Grosso (16,8%) e Mato Grosso do Sul (12,1%).

Abate de suínos aumenta 5,5%

O abate de suínos somou 15,27 milhões de cabeças no 1° trimestre de 2026, representando um aumento de 5,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e leve redução de 0,1% em comparação ao 4° trimestre de 2025.

Santa Catarina continua liderando o abate de suínos, com 28,1% da participação nacional, seguido por Paraná (20,9%) e Rio Grande do Sul (17,8%).

O peso acumulado das carcaças registrou 1,43 milhão de toneladas no 1º trimestre de 2026, aumento de 6,9% em relação ao 1º trimestre de 2025 e de 1,0% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Abate de frangos é de 1,71 bilhão de cabeças

No 1º trimestre de 2026, foram abatidas 1,71 bilhão de cabeças de frango. Esse resultado foi 3,6% superior ao obtido no trimestre equivalente do ano anterior e teve redução de 0,5% em relação ao verificado no 4º trimestre de 2025.

Entre as Unidades da Federação, Paraná ainda lidera amplamente o abate de frangos, com 35,0% da participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,3%), Rio Grande do Sul (11,8%) e logo em seguida São Paulo (10,9%).

O peso acumulado das carcaças foi de 3,73 milhões de toneladas no 1º trimestre de 2026. Esse total representa acréscimos de 6,9% em relação ao 1º trimestre de 2025 e de 2,2% frente ao trimestre imediatamente anterior.

Fonte: Agência de Notícias IBGE

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