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Argentina reduz abate de bovinos, mas eleva rendimento das carcaças

Entre jan-maio/26, frigoríficos argentinos abateram 4,94 milhões de cabeças, com queda anual de 9,8%, enquanto peso médio das carcaças subiu 2,7%, para 236,2 kg
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Em maio passado, a indústria de processamento de carne argentina voltou a apresentar uma tendência que vem se consolidando ao longo de 2026: menor oferta de gado para abate, acompanhada por uma melhora no peso de abate e no rendimento de carcaça, destaca reportagem do jornal Clarín (www.clarin.com).

Segundo o último relatório do Consórcio Argentino de Exportadores de Carne Bovina (ABC), 1,001 milhão de cabeças foram abatidas em maio/26, representando uma redução de 11,3% (127,6 mil animais) em relação ao resultado de maio/25.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, foram levadas aos ganchos dos frigoríficos argentinos 4,94 milhões de cabeças de gado, 9,8% a menos do que no mesmo período de 2025, quando foram processadas 5,48 milhões de cabeças, detalha o Clarín.

“Esses números refletem uma oferta mais restrita de gado terminado, um cenário que começa a se consolidar após vários anos de forte liquidação de vacas e novilhas”, justifica a reportagem do jornal argentino.

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Abate de fêmeas

A participação de fêmeas nos abates totais continua alta, mas o volume vem diminuindo. A categoria respondeu por 46,9% do total de animais processados em maio/26, ligeiramente abaixo dos 47,5% registrados no mesmo mês de 2025.

Porém, nos primeiros cinco meses do ano, a participação de fêmeas atingiu 47,5%, ainda levemente acima dos 47% observados em igual intervalo do ano anterior.

Animais mais pesados

Em maio/26, a produção de carne bovina argentina atingiu 239.800 toneladas em equivalente de carcaça, 5,9% a mais do que em abril, embora ainda 8,5% abaixo do volume gerado em maio do ano passado.

Nos primeiros cinco meses do ano, foram produzidas 1,167 milhão de toneladas em equivalente carcaça, 7,3% a menos que as 1,260 milhão de toneladas registradas no mesmo período de 2025.

No entanto, um dos destaques do relatório Consórcio ABC foi a melhoria no rendimento de abate. O peso médio da carcaça atingiu 239,6 quilos em maio/26, superando tanto os 235,2 quilos de abril/26 quanto os 232,2 quilos registrados em maio de 2025.

Segundo o texto do Clarín, no acumulado do ano, o peso médio foi de 236,2 quilos, 2,7% superior à média do mesmo período do ano passado e praticamente igualando o recente recorde histórico registrado em setembro de 2022.

 

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