O setor de saúde animal no Brasil manteve a trajetória de crescimento em 2025 e fechou o ano com faturamento de R$ 12,8 bilhões, alta de 7,9% sobre 2024. Os números, divulgados nesta segunda-feira (8/6), foram consolidados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan).
“O resultado de 2025 confirma a maturidade de um setor que cresce de forma consistente há mais de uma década. A indústria de saúde animal é parte fundamental da produção agropecuária e da segurança alimentar do país, além de proporcionar maior bem estar e longevidade aos pets. Nossas empresas seguem investindo em tecnologia e prevenção para acompanhar as exigências dos mercados interno e externo”, afirma, em nota, Emílio Salani, vice-presidente executivo do Sindan.
Segundo o sindicato, o segmento de bovinos permaneceu como principal motor do mercado, respondendo por 47% do faturamento total da indústria.
Já a avicultura esteve entre os segmentos de maior avanço no período, impulsionada pelo fortalecimento das exportações brasileiras e pela crescente demanda global por proteína animal.

Entre as categorias de produtos, os biológicos e os antiparasitários seguiram entre as principais da indústria. “O movimento reflete a adoção cada vez maior de tecnologias voltadas à prevenção de doenças, à produtividade e à eficiência sanitária na produção animal”, aponta o Sindan, em comunicado à imprensa.
O segmento de animais de companhia, que vinha de anos de crescimento expressivo, encerrou 2025 com participação de 25% no faturamento – ante 27% em 2024. De acordo com o sindicato, a acomodação está relacionada ao avanço mais acelerado das cadeias de produção, sobretudo bovinos e aves, que ganharam peso dentro do mercado de saúde animal.
“A recomposição entre os segmentos reflete o bom momento das cadeias de produção, e não uma perda de força do mercado pet, que segue relevante e com amplo espaço para evoluir em prevenção e cuidado”, afirma, em nota, Gabriela Mura, diretora de mercado e assuntos regulatórios do Sindan.




