Apresentado Por:

Guerra comercial: China fecha as portas para soja dos EUA e abre a “porteira” para o grão brasileiro

Faltando 10 dias para o início da nova safra de soja 2025/26 nos EUA, o país asiático ainda não fechou nenhum contrato com exportadores norte-americanos, uma situação nunca vista antes na história
Compartilhe:

Continue depois da publicidade

Continue depois da publicidade

A poucos dias do início da colheita da safra 2025/26 nos Estados Unidos, a China ainda não se comprometeu em comprar uma única tonelada de soja norte-americana, aponta um estudo elaborado pelos economistas da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), na Argentina.

Trata-se de uma situação comercial inédita para este período da safra produzida no poderoso país exportador da América do Norte.

O país asiático é, de longe, o principal mercado para a soja dos EUA, representando mais da metade das exportações na última década, observam os analistas da BCR.

Mesmo após a primeira guerra comercial até hoje, a China, em média, foi destino de 56,5% do total de soja exportada pelos EUA, ressaltam.

Como resultado da atual guerra comercial entre EUA e China, a soja norte-americana enfrenta uma tarifa 20 pontos percentuais acima das taxas impostas a outros países de origem.

Dessa maneira, diz a BCR, mesmo que o preço FOB da soja dos EUA esteja “muito barato” para a safra, a tarifa tira totalmente sua competitividade no mercado chinês.

Enquanto isso, diz a BCR, para reduzir a dependência da soja norte-americana, os chineses vêm se antecipando e comprando muito mais soja da América do Sul do que em anos anteriores, sobretudo do Brasil.

Segundo dados oficiais de julho/25, os exportadores brasileiros embarcaram 9,6 milhões de toneladas de soja ao mercado chinês – 40% a mais que a média dos últimos cinco anos.

Tal comportamento é repetido pelo mercado de soja da Argentina, cujo ritmo de exportação ao país asiático é o mais alto das últimas cinco safras, relata a bolsa.

Quebra da rotina histórica comercial

“É comum que, antes do início da nova colheita de soja nos EUA, já existam vendas antecipadas acordadas entre vendedores norte-americanos e compradores chineses”, enfatizam os economistas da BCR.

Excluindo os anos de 2018 e 2019 (primeira “guerra comercial”), as compras chinesas antecipadas de soja nesta altura do ano representavam 12% do total das exportações da safra norte-americana.

Segundo a BCR, a ausência de compromissos para a nova colheita de soja norte-americana preocupa o mercado, especialmente os produtores locais.

No início desta semana, a associação que representa o setor no país (ASA) enviou uma carta ao presidente Donald Trump solicitando, com urgência, que a soja seja priorizada nas negociações comerciais com a China.

No documento, a entidade afirma que a situação financeira dos produtores norte-americanos é alarmante e que não conseguirão sobreviver por muito tempo sem seu principal comprador. A associação solicita um acordo que elimine as tarifas sobre a soja dos EUA e que gere grandes ordens de compra por parte da China.

 

 

 

Fonte: Bolsa de Comércio de Rosário

Gostou? Compartilhe:

Mais Lidas

1.

Encontre aqui a consultoria ideal para sua fazenda

Vídeos em destaque

Mais Lidas

Colunistas