Com as escalas de abate alongadas, a ponta compradora abriu a terça-feira (18/4) ofertando R$ 5/@ a menos pelo boi “comum” (destinado ao mercado doméstico) e pelo “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade).
Com isso, o animal direcionado ao mercado interno agora vale R$ 270/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 252/@ e R$ 267/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).
O boi com padrão exportação, por sua vez, está cotado em R$ 280/@ em São Paulo, no prazo, valor bruto, acrescenta a Scot.
Segundo apuração da S&P Global, nesta terça-feira, as cotações do boi gordo também recuaram em algumas importantes praças brasileiras.
“A fraca procura por boiada gorda, o aumento na oferta de lotes terminados e o avanço nas escalas de abate trouxeram um desarranjo ao setor, que culminou em novos ajustes negativos nas cotações do gado gordo”, reforçam os analistas da S&P Global.
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Na avaliação da consultoria, a especulação baixista da arroba ganhou força nos últimos dias, refletindo também a dificuldade dos frigoríficos em mitigar os custos operacionais aos preços da proteína.
“O atacado enfraquecido e o menor ritmo das vendas externas de carne bovina neste mês de abril resultaram em maior cautela na dinâmica de negócios”, justificam os consultores.
Com isso, nesta terça-feira, ressalta a S&P Global, muitas unidades de abate buscaram operar com valores abaixo das máximas vigentes.
“As escalas de abate, em média, continuam superiores ao quadro observado há uma semana, o que afasta a necessidade mais urgente de aquisições de boiadas gorda, travando ainda mais o mercado”, relatam os analistas.
Até mesmo as unidades frigoríficas que operam hoje com escalas mais apertadas (programação para 5 dias) resolveram pisar no freio das compras, evitando estender os abates diários sob alegação de dificuldade em escoar a produção, observa a S&P Global.
“A estratégia é equalizar a oferta ao consumo e, assim, evitar formação de estoques nas câmaras frias”, esclarecem os analistas.
A lentidão dos embarques de carne bovina ao exterior, o comportamento cambial no Brasil (desvalorização do dólar frente ao real) e a queda acentuada do consumo doméstico são fatores que acenderam o sinal de alerta no setor, observam os consultores da S&P Global.
Cotações máximas de machos e fêmeas nesta terça-feira, 16/4
(Fonte: S&P Global)
SP-Noroeste:
boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 256/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 271/@ (à vista)
vaca a R$ 241/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 266/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 256/@ (prazo)
vaca a R$ 243/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 249/@ (à vista)
vaca a R$ 229/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 244/@ (à vista)
vaca a R$ 221/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca R$ 231/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 251/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 271/@ (à vista)
vaca a R$ 236/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 271/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 221/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 234/@ (à vista)
vaca a R$ 225/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 273/@ (à vista)
vaca a R$ 243/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 240/@ (prazo)
vaca a R$ 231/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 236/@ (prazo)
vaca a R$ 227/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 247/@ (prazo)
vaca a R$ 236/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 241/@ (prazo)
vaca a R$ 217/@ (prazo)
RO-Cacoal:
boi a R$ 236/@ (à vista)
vaca a R$ 217/@ (à vista)
MA-Açailândia:
boi a R$ 246/@ (à vista)
vaca a R$ 212/@ (à vista)




