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Revista DBO | Carbúnculo hemático: quando o sangue negro derrama

Segundo o professor titular da FMVZ-USP, Enrico Ortolani, a doença é descrita quase no mundo todo, mas parece ser mais frequente nas regiões divisórias entre o clima temperado e o subtropical

Alguns sintomas são sangramento nas narinas e musculatura tenra ao ser pisada após a morte.

Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP (ortolani@usp.br)

Dizem que um fato ou condição se torna mais valorizado quando está descrito na Bíblia, imagine uma doença. Por não deixar o povo hebreu sair do cativeiro do Egito, Deus, por meio de Moisés, lançou 10 pragas malignas ao povo do Faraó escravocrata. A quinta delas foi a “mortandade do gado”, que dizimou bovinos, ovelhas, camelos e jumentos egípcios. Depois de analisar a descrição bíblica, especialistas disseram se tratar do carbúnculo hemático ou antraz, que ataca muitas espécies de mamíferos, mas tem predileção por bovinos, ovinos e búfalos, esporadicamente acomete o homem, caprinos e equídeos, sendo o suíno, o gato e o cão bem mais resistentes.

A doença é causada por uma bactéria, que, quando exposta ao oxigênio, forma uma cápsula muito resistente ao seu redor, possibilitando que ela fique enterrada viva no solo por décadas. A bactéria foi denominada Bacillus anthracis porque tem a forma de um bastão (Bacillus). Já o termo anthracis vem do grego “antrax”, que significa carvão em brasa, pois, no homem, a bactéria provoca uma ferida de coloração vermelha abrasadora, denominada pústula maligna.

Por sinal, essa doença está em destaque no filme “O ataque dos cães”, candidatíssimo ao “Oscar” deste ano. Na história, um jovem estudante de medicina, que passa uma temporada numa estância, sofre bulling homofóbico de um fazendeiro. O moço se vinga do vilão tirando a pele (mas usando luvas) de um boi que morreu de carbúnculo hemático e oferecendo esse couro ao patife para trançar uma corda. Como o maldoso tinha machucado anteriormente o braço, o Bacillus anthracis contamina a ferida, matando-o em pouco tempo. Vale a pena conferir esses detalhes no filme.

Onde e quando ocorre

A doença é descrita quase no mundo todo, mas parece ser mais frequente nas regiões divisórias entre o clima temperado e o subtropical, assim como nas áreas chuvosas tropicais. A maioria dos casos descritos em bovinos “brazucas” ocorreu no RS, mas também foram confirmadas mortes em SP, MG, RJ, mata atlântica de PE e do RN. Embora não diagnosticada até agora, acredito que a doença também capeie nas regiões Centro Oeste e Norte, no gado não vacinado. O tempo dirá!

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Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP (ortolani@usp.br)

Dizem que um fato ou condição se torna mais valorizado quando está descrito na Bíblia, imagine uma doença. Por não deixar o povo hebreu sair do cativeiro do Egito, Deus, por meio de Moisés, lançou 10 pragas malignas ao povo do Faraó escravocrata. A quinta delas foi a “mortandade do gado”, que dizimou bovinos, ovelhas, camelos e jumentos egípcios. Depois de analisar a descrição bíblica, especialistas disseram se tratar do carbúnculo hemático ou antraz, que ataca muitas espécies de mamíferos, mas tem predileção por bovinos, ovinos e búfalos, esporadicamente acomete o homem, caprinos e equídeos, sendo o suíno, o gato e o cão bem mais resistentes.

A doença é causada por uma bactéria, que, quando exposta ao oxigênio, forma uma cápsula muito resistente ao seu redor, possibilitando que ela fique enterrada viva no solo por décadas. A bactéria foi denominada Bacillus anthracis porque tem a forma de um bastão (Bacillus). Já o termo anthracis vem do grego “antrax”, que significa carvão em brasa, pois, no homem, a bactéria provoca uma ferida de coloração vermelha abrasadora, denominada pústula maligna.

Por sinal, essa doença está em destaque no filme “O ataque dos cães”, candidatíssimo ao “Oscar” deste ano. Na história, um jovem estudante de medicina, que passa uma temporada numa estância, sofre bulling homofóbico de um fazendeiro. O moço se vinga do vilão tirando a pele (mas usando luvas) de um boi que morreu de carbúnculo hemático e oferecendo esse couro ao patife para trançar uma corda. Como o maldoso tinha machucado anteriormente o braço, o Bacillus anthracis contamina a ferida, matando-o em pouco tempo. Vale a pena conferir esses detalhes no filme.

Onde e quando ocorre

A doença é descrita quase no mundo todo, mas parece ser mais frequente nas regiões divisórias entre o clima temperado e o subtropical, assim como nas áreas chuvosas tropicais. A maioria dos casos descritos em bovinos “brazucas” ocorreu no RS, mas também foram confirmadas mortes em SP, MG, RJ, mata atlântica de PE e do RN. Embora não diagnosticada até agora, acredito que a doença também capeie nas regiões Centro Oeste e Norte, no gado não vacinado. O tempo dirá!

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Segundo o professor titular da FMVZ-USP, Enrico Ortolani, a doença é descrita quase no mundo todo, mas parece ser mais frequente nas regiões divisórias entre o clima temperado e o subtropical

Alguns sintomas são sangramento nas narinas e musculatura tenra ao ser pisada após a morte.

Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP (ortolani@usp.br)

Dizem que um fato ou condição se torna mais valorizado quando está descrito na Bíblia, imagine uma doença. Por não deixar o povo hebreu sair do cativeiro do Egito, Deus, por meio de Moisés, lançou 10 pragas malignas ao povo do Faraó escravocrata. A quinta delas foi a “mortandade do gado”, que dizimou bovinos, ovelhas, camelos e jumentos egípcios. Depois de analisar a descrição bíblica, especialistas disseram se tratar do carbúnculo hemático ou antraz, que ataca muitas espécies de mamíferos, mas tem predileção por bovinos, ovinos e búfalos, esporadicamente acomete o homem, caprinos e equídeos, sendo o suíno, o gato e o cão bem mais resistentes.

A doença é causada por uma bactéria, que, quando exposta ao oxigênio, forma uma cápsula muito resistente ao seu redor, possibilitando que ela fique enterrada viva no solo por décadas. A bactéria foi denominada Bacillus anthracis porque tem a forma de um bastão (Bacillus). Já o termo anthracis vem do grego “antrax”, que significa carvão em brasa, pois, no homem, a bactéria provoca uma ferida de coloração vermelha abrasadora, denominada pústula maligna.

Por sinal, essa doença está em destaque no filme “O ataque dos cães”, candidatíssimo ao “Oscar” deste ano. Na história, um jovem estudante de medicina, que passa uma temporada numa estância, sofre bulling homofóbico de um fazendeiro. O moço se vinga do vilão tirando a pele (mas usando luvas) de um boi que morreu de carbúnculo hemático e oferecendo esse couro ao patife para trançar uma corda. Como o maldoso tinha machucado anteriormente o braço, o Bacillus anthracis contamina a ferida, matando-o em pouco tempo. Vale a pena conferir esses detalhes no filme.

Onde e quando ocorre

A doença é descrita quase no mundo todo, mas parece ser mais frequente nas regiões divisórias entre o clima temperado e o subtropical, assim como nas áreas chuvosas tropicais. A maioria dos casos descritos em bovinos “brazucas” ocorreu no RS, mas também foram confirmadas mortes em SP, MG, RJ, mata atlântica de PE e do RN. Embora não diagnosticada até agora, acredito que a doença também capeie nas regiões Centro Oeste e Norte, no gado não vacinado. O tempo dirá!

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A doença é causada por uma bactéria, que, quando exposta ao oxigênio, forma uma cápsula muito resistente ao seu redor, possibilitando que ela fique enterrada viva no solo por décadas. A bactéria foi denominada Bacillus anthracis porque tem a forma de um bastão (Bacillus). Já o termo anthracis vem do grego “antrax”, que significa carvão em brasa, pois, no homem, a bactéria provoca uma ferida de coloração vermelha abrasadora, denominada pústula maligna.

Por sinal, essa doença está em destaque no filme “O ataque dos cães”, candidatíssimo ao “Oscar” deste ano. Na história, um jovem estudante de medicina, que passa uma temporada numa estância, sofre bulling homofóbico de um fazendeiro. O moço se vinga do vilão tirando a pele (mas usando luvas) de um boi que morreu de carbúnculo hemático e oferecendo esse couro ao patife para trançar uma corda. Como o maldoso tinha machucado anteriormente o braço, o Bacillus anthracis contamina a ferida, matando-o em pouco tempo. Vale a pena conferir esses detalhes no filme.

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A doença é descrita quase no mundo todo, mas parece ser mais frequente nas regiões divisórias entre o clima temperado e o subtropical, assim como nas áreas chuvosas tropicais. A maioria dos casos descritos em bovinos “brazucas” ocorreu no RS, mas também foram confirmadas mortes em SP, MG, RJ, mata atlântica de PE e do RN. Embora não diagnosticada até agora, acredito que a doença também capeie nas regiões Centro Oeste e Norte, no gado não vacinado. O tempo dirá!

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A doença é causada por uma bactéria, que, quando exposta ao oxigênio, forma uma cápsula muito resistente ao seu redor, possibilitando que ela fique enterrada viva no solo por décadas. A bactéria foi denominada Bacillus anthracis porque tem a forma de um bastão (Bacillus). Já o termo anthracis vem do grego “antrax”, que significa carvão em brasa, pois, no homem, a bactéria provoca uma ferida de coloração vermelha abrasadora, denominada pústula maligna.

Por sinal, essa doença está em destaque no filme “O ataque dos cães”, candidatíssimo ao “Oscar” deste ano. Na história, um jovem estudante de medicina, que passa uma temporada numa estância, sofre bulling homofóbico de um fazendeiro. O moço se vinga do vilão tirando a pele (mas usando luvas) de um boi que morreu de carbúnculo hemático e oferecendo esse couro ao patife para trançar uma corda. Como o maldoso tinha machucado anteriormente o braço, o Bacillus anthracis contamina a ferida, matando-o em pouco tempo. Vale a pena conferir esses detalhes no filme.

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A doença é descrita quase no mundo todo, mas parece ser mais frequente nas regiões divisórias entre o clima temperado e o subtropical, assim como nas áreas chuvosas tropicais. A maioria dos casos descritos em bovinos “brazucas” ocorreu no RS, mas também foram confirmadas mortes em SP, MG, RJ, mata atlântica de PE e do RN. Embora não diagnosticada até agora, acredito que a doença também capeie nas regiões Centro Oeste e Norte, no gado não vacinado. O tempo dirá!

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A doença é causada por uma bactéria, que, quando exposta ao oxigênio, forma uma cápsula muito resistente ao seu redor, possibilitando que ela fique enterrada viva no solo por décadas. A bactéria foi denominada Bacillus anthracis porque tem a forma de um bastão (Bacillus). Já o termo anthracis vem do grego “antrax”, que significa carvão em brasa, pois, no homem, a bactéria provoca uma ferida de coloração vermelha abrasadora, denominada pústula maligna.

Por sinal, essa doença está em destaque no filme “O ataque dos cães”, candidatíssimo ao “Oscar” deste ano. Na história, um jovem estudante de medicina, que passa uma temporada numa estância, sofre bulling homofóbico de um fazendeiro. O moço se vinga do vilão tirando a pele (mas usando luvas) de um boi que morreu de carbúnculo hemático e oferecendo esse couro ao patife para trançar uma corda. Como o maldoso tinha machucado anteriormente o braço, o Bacillus anthracis contamina a ferida, matando-o em pouco tempo. Vale a pena conferir esses detalhes no filme.

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Uma visão da pecuária norte-americana, é o tema da conversa da editora Maristela Franco com o zootecnista brasileiro Octávio Guimarães, que presta assistência a confinamentos nos EUA que trabalham com 700 mil cabeças/ano.

Alguns sintomas são sangramento nas narinas e musculatura tenra ao ser pisada após a morte.

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A doença é causada por uma bactéria, que, quando exposta ao oxigênio, forma uma cápsula muito resistente ao seu redor, possibilitando que ela fique enterrada viva no solo por décadas. A bactéria foi denominada Bacillus anthracis porque tem a forma de um bastão (Bacillus). Já o termo anthracis vem do grego “antrax”, que significa carvão em brasa, pois, no homem, a bactéria provoca uma ferida de coloração vermelha abrasadora, denominada pústula maligna.

Por sinal, essa doença está em destaque no filme “O ataque dos cães”, candidatíssimo ao “Oscar” deste ano. Na história, um jovem estudante de medicina, que passa uma temporada numa estância, sofre bulling homofóbico de um fazendeiro. O moço se vinga do vilão tirando a pele (mas usando luvas) de um boi que morreu de carbúnculo hemático e oferecendo esse couro ao patife para trançar uma corda. Como o maldoso tinha machucado anteriormente o braço, o Bacillus anthracis contamina a ferida, matando-o em pouco tempo. Vale a pena conferir esses detalhes no filme.

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A doença é descrita quase no mundo todo, mas parece ser mais frequente nas regiões divisórias entre o clima temperado e o subtropical, assim como nas áreas chuvosas tropicais. A maioria dos casos descritos em bovinos “brazucas” ocorreu no RS, mas também foram confirmadas mortes em SP, MG, RJ, mata atlântica de PE e do RN. Embora não diagnosticada até agora, acredito que a doença também capeie nas regiões Centro Oeste e Norte, no gado não vacinado. O tempo dirá!

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Dizem que um fato ou condição se torna mais valorizado quando está descrito na Bíblia, imagine uma doença. Por não deixar o povo hebreu sair do cativeiro do Egito, Deus, por meio de Moisés, lançou 10 pragas malignas ao povo do Faraó escravocrata. A quinta delas foi a “mortandade do gado”, que dizimou bovinos, ovelhas, camelos e jumentos egípcios. Depois de analisar a descrição bíblica, especialistas disseram se tratar do carbúnculo hemático ou antraz, que ataca muitas espécies de mamíferos, mas tem predileção por bovinos, ovinos e búfalos, esporadicamente acomete o homem, caprinos e equídeos, sendo o suíno, o gato e o cão bem mais resistentes.

A doença é causada por uma bactéria, que, quando exposta ao oxigênio, forma uma cápsula muito resistente ao seu redor, possibilitando que ela fique enterrada viva no solo por décadas. A bactéria foi denominada Bacillus anthracis porque tem a forma de um bastão (Bacillus). Já o termo anthracis vem do grego “antrax”, que significa carvão em brasa, pois, no homem, a bactéria provoca uma ferida de coloração vermelha abrasadora, denominada pústula maligna.

Por sinal, essa doença está em destaque no filme “O ataque dos cães”, candidatíssimo ao “Oscar” deste ano. Na história, um jovem estudante de medicina, que passa uma temporada numa estância, sofre bulling homofóbico de um fazendeiro. O moço se vinga do vilão tirando a pele (mas usando luvas) de um boi que morreu de carbúnculo hemático e oferecendo esse couro ao patife para trançar uma corda. Como o maldoso tinha machucado anteriormente o braço, o Bacillus anthracis contamina a ferida, matando-o em pouco tempo. Vale a pena conferir esses detalhes no filme.

Onde e quando ocorre

A doença é descrita quase no mundo todo, mas parece ser mais frequente nas regiões divisórias entre o clima temperado e o subtropical, assim como nas áreas chuvosas tropicais. A maioria dos casos descritos em bovinos “brazucas” ocorreu no RS, mas também foram confirmadas mortes em SP, MG, RJ, mata atlântica de PE e do RN. Embora não diagnosticada até agora, acredito que a doença também capeie nas regiões Centro Oeste e Norte, no gado não vacinado. O tempo dirá!

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A doença é causada por uma bactéria, que, quando exposta ao oxigênio, forma uma cápsula muito resistente ao seu redor, possibilitando que ela fique enterrada viva no solo por décadas. A bactéria foi denominada Bacillus anthracis porque tem a forma de um bastão (Bacillus). Já o termo anthracis vem do grego “antrax”, que significa carvão em brasa, pois, no homem, a bactéria provoca uma ferida de coloração vermelha abrasadora, denominada pústula maligna.

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Alguns sintomas são sangramento nas narinas e musculatura tenra ao ser pisada após a morte.

Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP (ortolani@usp.br)

Dizem que um fato ou condição se torna mais valorizado quando está descrito na Bíblia, imagine uma doença. Por não deixar o povo hebreu sair do cativeiro do Egito, Deus, por meio de Moisés, lançou 10 pragas malignas ao povo do Faraó escravocrata. A quinta delas foi a “mortandade do gado”, que dizimou bovinos, ovelhas, camelos e jumentos egípcios. Depois de analisar a descrição bíblica, especialistas disseram se tratar do carbúnculo hemático ou antraz, que ataca muitas espécies de mamíferos, mas tem predileção por bovinos, ovinos e búfalos, esporadicamente acomete o homem, caprinos e equídeos, sendo o suíno, o gato e o cão bem mais resistentes.

A doença é causada por uma bactéria, que, quando exposta ao oxigênio, forma uma cápsula muito resistente ao seu redor, possibilitando que ela fique enterrada viva no solo por décadas. A bactéria foi denominada Bacillus anthracis porque tem a forma de um bastão (Bacillus). Já o termo anthracis vem do grego “antrax”, que significa carvão em brasa, pois, no homem, a bactéria provoca uma ferida de coloração vermelha abrasadora, denominada pústula maligna.

Por sinal, essa doença está em destaque no filme “O ataque dos cães”, candidatíssimo ao “Oscar” deste ano. Na história, um jovem estudante de medicina, que passa uma temporada numa estância, sofre bulling homofóbico de um fazendeiro. O moço se vinga do vilão tirando a pele (mas usando luvas) de um boi que morreu de carbúnculo hemático e oferecendo esse couro ao patife para trançar uma corda. Como o maldoso tinha machucado anteriormente o braço, o Bacillus anthracis contamina a ferida, matando-o em pouco tempo. Vale a pena conferir esses detalhes no filme.

Onde e quando ocorre

A doença é descrita quase no mundo todo, mas parece ser mais frequente nas regiões divisórias entre o clima temperado e o subtropical, assim como nas áreas chuvosas tropicais. A maioria dos casos descritos em bovinos “brazucas” ocorreu no RS, mas também foram confirmadas mortes em SP, MG, RJ, mata atlântica de PE e do RN. Embora não diagnosticada até agora, acredito que a doença também capeie nas regiões Centro Oeste e Norte, no gado não vacinado. O tempo dirá!

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Média das fêmeas foi 116% superior à registrada em igual período do ano passado

Alguns sintomas são sangramento nas narinas e musculatura tenra ao ser pisada após a morte.

Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP (ortolani@usp.br)

Dizem que um fato ou condição se torna mais valorizado quando está descrito na Bíblia, imagine uma doença. Por não deixar o povo hebreu sair do cativeiro do Egito, Deus, por meio de Moisés, lançou 10 pragas malignas ao povo do Faraó escravocrata. A quinta delas foi a “mortandade do gado”, que dizimou bovinos, ovelhas, camelos e jumentos egípcios. Depois de analisar a descrição bíblica, especialistas disseram se tratar do carbúnculo hemático ou antraz, que ataca muitas espécies de mamíferos, mas tem predileção por bovinos, ovinos e búfalos, esporadicamente acomete o homem, caprinos e equídeos, sendo o suíno, o gato e o cão bem mais resistentes.

A doença é causada por uma bactéria, que, quando exposta ao oxigênio, forma uma cápsula muito resistente ao seu redor, possibilitando que ela fique enterrada viva no solo por décadas. A bactéria foi denominada Bacillus anthracis porque tem a forma de um bastão (Bacillus). Já o termo anthracis vem do grego “antrax”, que significa carvão em brasa, pois, no homem, a bactéria provoca uma ferida de coloração vermelha abrasadora, denominada pústula maligna.

Por sinal, essa doença está em destaque no filme “O ataque dos cães”, candidatíssimo ao “Oscar” deste ano. Na história, um jovem estudante de medicina, que passa uma temporada numa estância, sofre bulling homofóbico de um fazendeiro. O moço se vinga do vilão tirando a pele (mas usando luvas) de um boi que morreu de carbúnculo hemático e oferecendo esse couro ao patife para trançar uma corda. Como o maldoso tinha machucado anteriormente o braço, o Bacillus anthracis contamina a ferida, matando-o em pouco tempo. Vale a pena conferir esses detalhes no filme.

Onde e quando ocorre

A doença é descrita quase no mundo todo, mas parece ser mais frequente nas regiões divisórias entre o clima temperado e o subtropical, assim como nas áreas chuvosas tropicais. A maioria dos casos descritos em bovinos “brazucas” ocorreu no RS, mas também foram confirmadas mortes em SP, MG, RJ, mata atlântica de PE e do RN. Embora não diagnosticada até agora, acredito que a doença também capeie nas regiões Centro Oeste e Norte, no gado não vacinado. O tempo dirá!

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Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP (ortolani@usp.br)

Dizem que um fato ou condição se torna mais valorizado quando está descrito na Bíblia, imagine uma doença. Por não deixar o povo hebreu sair do cativeiro do Egito, Deus, por meio de Moisés, lançou 10 pragas malignas ao povo do Faraó escravocrata. A quinta delas foi a “mortandade do gado”, que dizimou bovinos, ovelhas, camelos e jumentos egípcios. Depois de analisar a descrição bíblica, especialistas disseram se tratar do carbúnculo hemático ou antraz, que ataca muitas espécies de mamíferos, mas tem predileção por bovinos, ovinos e búfalos, esporadicamente acomete o homem, caprinos e equídeos, sendo o suíno, o gato e o cão bem mais resistentes.

A doença é causada por uma bactéria, que, quando exposta ao oxigênio, forma uma cápsula muito resistente ao seu redor, possibilitando que ela fique enterrada viva no solo por décadas. A bactéria foi denominada Bacillus anthracis porque tem a forma de um bastão (Bacillus). Já o termo anthracis vem do grego “antrax”, que significa carvão em brasa, pois, no homem, a bactéria provoca uma ferida de coloração vermelha abrasadora, denominada pústula maligna.

Por sinal, essa doença está em destaque no filme “O ataque dos cães”, candidatíssimo ao “Oscar” deste ano. Na história, um jovem estudante de medicina, que passa uma temporada numa estância, sofre bulling homofóbico de um fazendeiro. O moço se vinga do vilão tirando a pele (mas usando luvas) de um boi que morreu de carbúnculo hemático e oferecendo esse couro ao patife para trançar uma corda. Como o maldoso tinha machucado anteriormente o braço, o Bacillus anthracis contamina a ferida, matando-o em pouco tempo. Vale a pena conferir esses detalhes no filme.

Onde e quando ocorre

A doença é descrita quase no mundo todo, mas parece ser mais frequente nas regiões divisórias entre o clima temperado e o subtropical, assim como nas áreas chuvosas tropicais. A maioria dos casos descritos em bovinos “brazucas” ocorreu no RS, mas também foram confirmadas mortes em SP, MG, RJ, mata atlântica de PE e do RN. Embora não diagnosticada até agora, acredito que a doença também capeie nas regiões Centro Oeste e Norte, no gado não vacinado. O tempo dirá!

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