Confira o artigo do zootecnista Antônio Chaker, coordenador do Instituto de Métricas Agropecuárias (Inttegra)

Por Antônio Chaker – Zootecnista e coordenador do Instituto de Métricas Agropecuárias (Inttegra)
Você já teve que lidar com uma pessoa que só ouve e só entende aquilo que quer? Ou mesmo já cruzou com um pecuarista que cria determinada raça e, para ele, é como se somente ela existisse no mundo, somente ela fosse boa, eficiente e as outras não prestam? Uma análise recheada de sentimentos e pobre de dados, que se repete em muitas ocasiões.
Lembro-me, como se fosse hoje, de uma reunião para auxiliar uma fazenda de cria na tomada de decisões estratégicas. Discutíamos qual manejo nutricional adotar, na entressafra, para fêmeas prenhes, já que os machos de recria estavam bem encaminhados, e começamos a avaliar possibilidades como diferimento de pastagem, silagem de Capiaçu, feno de Tamani…Quando a palavra Capiaçu foi pronunciada, imediatamente o dono da fazenda se levantou e disse:
“Capiaçu não! Não aceito!” Como eu costumo fazer o papel de contraponto na tomada de decisões, ajudando a fazenda a obter melhores resultados e lucro, questionei: “Qual o motivo disso?” E o dono da fazenda simplesmente me respondeu: “Porque eu não gosto e ponto; eu sou o dono.”
Resumindo: o proprietário da fazenda já tinha decidido antes da reunião que a estratégia a ser usada seria o diferimento e, durante a reunião, ele queria a confirmação de que esta seria a melhor opção. Mas o fato é que minha equipe e eu sabíamos que, usando apenas o diferimento de pastagens como estratégia de entressafra, não conseguiríamos chegar à lotação necessária, à condição corporal adequada e ao resultado financeiro que prevíamos na estratégia. Sabíamos, com base em informações coletadas, quais as melhores decisões para atingir o resultado esperado. Todos os números que apresentamos foram ignorados e, com isso, a chance da fazenda entregar 4% do seu valor em lucro.
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Por Antônio Chaker – Zootecnista e coordenador do Instituto de Métricas Agropecuárias (Inttegra)
Você já teve que lidar com uma pessoa que só ouve e só entende aquilo que quer? Ou mesmo já cruzou com um pecuarista que cria determinada raça e, para ele, é como se somente ela existisse no mundo, somente ela fosse boa, eficiente e as outras não prestam? Uma análise recheada de sentimentos e pobre de dados, que se repete em muitas ocasiões.
Lembro-me, como se fosse hoje, de uma reunião para auxiliar uma fazenda de cria na tomada de decisões estratégicas. Discutíamos qual manejo nutricional adotar, na entressafra, para fêmeas prenhes, já que os machos de recria estavam bem encaminhados, e começamos a avaliar possibilidades como diferimento de pastagem, silagem de Capiaçu, feno de Tamani…Quando a palavra Capiaçu foi pronunciada, imediatamente o dono da fazenda se levantou e disse:
“Capiaçu não! Não aceito!” Como eu costumo fazer o papel de contraponto na tomada de decisões, ajudando a fazenda a obter melhores resultados e lucro, questionei: “Qual o motivo disso?” E o dono da fazenda simplesmente me respondeu: “Porque eu não gosto e ponto; eu sou o dono.”
Resumindo: o proprietário da fazenda já tinha decidido antes da reunião que a estratégia a ser usada seria o diferimento e, durante a reunião, ele queria a confirmação de que esta seria a melhor opção. Mas o fato é que minha equipe e eu sabíamos que, usando apenas o diferimento de pastagens como estratégia de entressafra, não conseguiríamos chegar à lotação necessária, à condição corporal adequada e ao resultado financeiro que prevíamos na estratégia. Sabíamos, com base em informações coletadas, quais as melhores decisões para atingir o resultado esperado. Todos os números que apresentamos foram ignorados e, com isso, a chance da fazenda entregar 4% do seu valor em lucro.
Por Antônio Chaker – Zootecnista e coordenador do Instituto de Métricas Agropecuárias (Inttegra)




