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O que pensam os consumidores de carnes dos EUA

Pesquisa aponta as tendências de consumo, o crescimento das vendas e as preferências dos consumidores
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A Food Products Association, entidade representante da indústria de produtos alimentícios dos EUA, divulgou o seu 15º estudo anual sobre a visão dos consumidores norte-americanos em relação  mercado de carnes. Batizado de “Power of Meat 2020”, a pesquisa aponta as tendências de consumo, o crescimento das vendas e as preferências dos consumidores.

Veja aqui 10 descobertas relevantes do estudo, de acordo publicação do portal norte-americano Feddstuffs:

1 – O estudo revelou que a demanda por carnes (sobretudo a bovina e de frango) segue em expansão nos EUA, com vendas na casa dos US$ 50,4 bilhões em 2019, o que representou crescimento de 1% sobre o valor registrado no ano anterior.

2 – O mercado de carnes alternativas ainda é pequeno, mas também está em expansão. As vendas totais das lojas de carnes alternativas atingiram US$ 760 milhões em 2019, com crescimento anual de 11,8%. Em sua maioria, as compras são ocasionais, impulsionadas pela ideia de que esses produtos são benefícios à saúde.

3 – Soluções que economizam tempo geram cada vez mais aquisições de utensílios de cozinha que são específicos para o preparo de carnes nos lares dos norte-americanos.

4 – Crescem as reivindicações dos consumidores sobre a necessidade de um processo de rotulagem mais detalhado sobre os alimentos de origem animal. Segundo a pesquisa, os compradores gostariam muito de receber rótulos na embalagem contendo os detalhes sobre a proteína em questão, além de dicas sobre escolhas nutricionais superiores que não custam mais e são igualmente saborosas. As ofertas de carnes orgânicas, oriundas de animais alimentados com capim e sem antibióticos, já registraram ganhos robustos de vendas, mas, no geral, a confiança sobre esses produtos é apenas moderada.

5 – Na visão dos consumidores, a sinalização promocional na loja se tornou a maneira mais eficaz para conhecer melhor as características específicas de cada proteína.

6 – Cerca de 85% dos consumidores compram diversos cortes específicos de carne e preferem hoje comer porções menores de proteínas.

7 – Supermercados continuam sendo os grandes protagonistas nas vendas de carnes, com alguns ganhos no comércio on-line. Mais da metade dos consumidores compram carne e aves principalmente em supermercados.

8 – As marcas continuam se beneficiando. 2019 foi um ano forte para marcas próprias de carne (aumento de 12% nas vendas em relação ao ano anterior). Compradores desejam saber desses fabricantes informações sobre nutrição (58%), práticas de segurança alimentar (57%), práticas de cuidados com animais (46%) e impacto ambiental da marca (40%).

9 – Importância da transparência em relação à produção pecuária. 68% dos compradores consideram importante que os supermercados forneçam informações sobre como o gado foi criado. A maioria dos consumidores deseja ver informações na embalagem, seguidas pelo fornecimento de esclarecimentos no site da marca ou pelas mídias sociais.

10 – As preocupações sobre sustentabilidade ambiental afetam as escolhas de proteínas, mas 49% acreditam que, se realizada adequadamente, a pecuária não resulta em impactos negativos ao planeta. Ainda assim, cerca de um terço dos consumidores (34%) acredita que a criação de animais tem algum ou muito impacto negativo no planeta – essa crença é muito mais forte entre as gerações mais jovens.

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