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Mapa acompanha casos da doença de Creutzfeldt-Jakob na BA

Em nota, o Ministério da Agricultura diz que os casos mencionados não têm relação com consumo de carne bovina ou subprodutos contaminados com Encefalite Espongiforme Bovina (EEB)
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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou nesta segunda-feira, 10, que os casos de doenças neurodegenerativas investigados no estado da Bahia não têm relação com consumo de carne bovina ou subprodutos contaminados com Encefalite Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como doença da ‘vaca louca’.

De acordo com o portal G1, duas pessoas morreram com a doença de Creutzfeldt-Jakob, causada pela infecção Encefalopatia Espongiforme Transmissível Humana na Bahia, este ano. Outras três pessoas estão infectadas, sendo que duas delas estão hospitalizadas. Segundo o site, as informações foram divulgadas nesta segunda-feira pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab).

“A Pasta acompanha o caso citado. A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DJC) ocorre, na maioria dos casos, de forma esporádica e tem causa e fonte infecciosas desconhecidas”, informou o Mapa em nota enviada ao Portal DBO.

Segundo o Ministério da Saúde, o caso está em investigação e ainda falta realizar exames para confirmação do diagnóstico.

“As informações disponíveis, até o momento, indicam para um possível caso de Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) esporádica, forma que não possui relação com a ingestão de carne e subprodutos de bovinos contaminados com Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) e que não é transmitida de forma direta de um indivíduo para outro”, reforçou o ministério.

De acordo com o Ministério da Saúde, as principais formas clínicas da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) são as seguintes:

Esporádica: A maioria dos casos de DCJ acontece pela forma esporádica (85%). Afeta geralmente pessoas entre 55 a 70 anos (média de 65 anos) e é discretamente mais prevalente em mulheres. Mundialmente apresenta uma incidência estável e descrita de 1 a 2 casos novos a cada 1.000.000 de habitantes. Considerando que o risco de desenvolver DCJ aumenta com a idade, em pessoas com mais de 50 anos a taxa anual é de aproximadamente 3,4 casos por milhão. Esta forma da doença não apresenta causa e fonte infecciosa conhecida, nem relação de transmissibilidade comprovada de pessoa a pessoa.

Hereditária: Entre 10 a 15% dos casos de DCJ acontecem por mutação hereditária no príon, decorrente de uma mutação no gene que codifica a produção da proteína priônica.

Iatrogênica: Acontece como consequência de procedimentos cirúrgicos (transplantes de dura-máter e córnea) ou por meio do uso de instrumentos neurocirúrgicos ou eletrodos intracerebrais contaminados. Mais de 250 pacientes em todo o mundo foram associados a esta forma (menos de 1% dos casos).

Variante da Doença de Creutzfeldt–Jakob (vDCJ): É uma outra doença priônica, que está associada ao consumo de carne e subprodutos de bovinos contaminados com Encefalite Espongiforme Bovina (Doença da “Vaca Louca”). Esta doença acomete predominantemente pessoas jovens, abaixo dos 30 anos. O primeiro caso mundial de possível transmissão sanguínea da nova variante da vDCJ foi divulgado recentemente pelo Ministério da Saúde da Grã-Bretanha.

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