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Conheça, na reportagem de capa da Revista DBO de março, quem são as mulheres que estão mudando o jeito de fazer sindicalismo rural no País. A DBO fez um levantamento inédito sobre a presença da mulher brasileira nos quase 2 mil sindicatos rurais

Equipe afiada em Mato Grosso: Ida Beatriz Machado de Miranda Sá (ao centro), presidente do Sindicato Rural de Cáceres, com as diretoras da entidade Denise Dalmas Rodrigues (à esq.) e Beatriz Ferreira Tavares.

Por Ariosto Mesquita

“Não demorei muito a me decidir; foi o tempo de ir à igreja, pedir uma benção e encarar de frente”. Assim Ida Beatriz Machado de Miranda Sá enfrentou o desafio de se candidatar à presidência do Sindicato Rural de Cáceres, município mato-grossense com rebanho de 1,1 milhão de cabeças e uma das pecuárias mais pujantes do Brasil. Mulheres determinadas como Ida estão ocupando cada vez mais espaço nas organizações classistas do setor. O movimento é lento, porém consistente, como na política. Em 1986, apenas 30 mulheres ocupavam cadeiras na Câmara Federal, hoje são 77 (15% do total de 513 vagas). No Senado, o percentual é muito semelhante: 14,8% (12 de 81 vagas).

Ainda estamos bem distantes dos 30% estabelecidos como mínimos para a presença feminina nas duas casas, mas avança-se. Será necessário apertar o passo, pois o Brasil ocupa a 134ª posição, dentre 193 nações, no ranking de representatividade feminina no Parlamento, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O governo atual tem apenas duas ministras (Tereza Cristina, da Agricultura, e Damaris Alves, da Mulher, Família e Cidadania). Nenhuma mulher ocupou, até hoje, a presidência da Câmara, e tivemos apenas uma mulher presidente da República, Dilma Rousseff.

No universo rural, o cenário é ainda mais complicado, em função da herança patriarcal do setor. Lideranças femininas são minoria. O movimento está apenas começando. Um levantamento inédito feito por DBO, entre os dias 20 e 23 de fevereiro, com base na lista de sindicatos de produtores rurais disponível no site da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil), identificou 89 mulheres presidentes, ou seja, 4,85% do total de 1.941 sindicatos com titulares listados. Segundo a CNA, a rede sindical dos produtores rurais do País compreende 1.979 unidades, mas 30 não foram incluídas na pesquisa pela DBO, devido à falta de informações.

Movimento de base

Evidentemente, 4,85% é um percentual bem ínfimo, mas, há três décadas, ele era quase zero. Nem sequer se considerava sindicato como “coisa de mulher”. A boa notícia é que a presença feminina nas entidades classistas está crescendo a partir da base. Não será surpresa se algumas dessas novas lideranças chegar a cargos estaduais, nos próximos anos. Hoje, as 27 federações de agricultura (que agregam os sindicatos por Estado) são comandadas por homens. Também não há mulheres na diretoria da CNA. Entre 2008 e 2014, a entidade foi presidida por uma pecuarista, a senadora Kátia Abreu, que, em seguida, se tornou ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas ela não chegou a formar “sucessoras”.

A superintendente técnica adjunta da CNA, Fernanda Schwantes, admite que a participação atual de produtoras no comando dos sindicatos situa-se na faixa dos 5%, mas ela diz ter certeza de que essa participação está crescendo. “Não temos estatísticas atuais ou projeções sobre mulheres gestoras e líderes no Agro, mas é visível a movimentação delas na busca por qualificação em nível gerencial, administrativo, técnico e financeiro”, salienta.

Na Faculdade CNA, por exemplo, que oferece cursos superiores nas áreas de gestão ambiental, recursos humanos e processos, as mulheres representam 35% dos alunos matriculados. “Além dos sindicatos, a presença feminina também já aparece com destaque no comando de associações, cooperativas e instituições de crédito”, acrescenta.

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Por Ariosto Mesquita

“Não demorei muito a me decidir; foi o tempo de ir à igreja, pedir uma benção e encarar de frente”. Assim Ida Beatriz Machado de Miranda Sá enfrentou o desafio de se candidatar à presidência do Sindicato Rural de Cáceres, município mato-grossense com rebanho de 1,1 milhão de cabeças e uma das pecuárias mais pujantes do Brasil. Mulheres determinadas como Ida estão ocupando cada vez mais espaço nas organizações classistas do setor. O movimento é lento, porém consistente, como na política. Em 1986, apenas 30 mulheres ocupavam cadeiras na Câmara Federal, hoje são 77 (15% do total de 513 vagas). No Senado, o percentual é muito semelhante: 14,8% (12 de 81 vagas).

Ainda estamos bem distantes dos 30% estabelecidos como mínimos para a presença feminina nas duas casas, mas avança-se. Será necessário apertar o passo, pois o Brasil ocupa a 134ª posição, dentre 193 nações, no ranking de representatividade feminina no Parlamento, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O governo atual tem apenas duas ministras (Tereza Cristina, da Agricultura, e Damaris Alves, da Mulher, Família e Cidadania). Nenhuma mulher ocupou, até hoje, a presidência da Câmara, e tivemos apenas uma mulher presidente da República, Dilma Rousseff.

No universo rural, o cenário é ainda mais complicado, em função da herança patriarcal do setor. Lideranças femininas são minoria. O movimento está apenas começando. Um levantamento inédito feito por DBO, entre os dias 20 e 23 de fevereiro, com base na lista de sindicatos de produtores rurais disponível no site da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil), identificou 89 mulheres presidentes, ou seja, 4,85% do total de 1.941 sindicatos com titulares listados. Segundo a CNA, a rede sindical dos produtores rurais do País compreende 1.979 unidades, mas 30 não foram incluídas na pesquisa pela DBO, devido à falta de informações.

Movimento de base

Evidentemente, 4,85% é um percentual bem ínfimo, mas, há três décadas, ele era quase zero. Nem sequer se considerava sindicato como “coisa de mulher”. A boa notícia é que a presença feminina nas entidades classistas está crescendo a partir da base. Não será surpresa se algumas dessas novas lideranças chegar a cargos estaduais, nos próximos anos. Hoje, as 27 federações de agricultura (que agregam os sindicatos por Estado) são comandadas por homens. Também não há mulheres na diretoria da CNA. Entre 2008 e 2014, a entidade foi presidida por uma pecuarista, a senadora Kátia Abreu, que, em seguida, se tornou ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas ela não chegou a formar “sucessoras”.

A superintendente técnica adjunta da CNA, Fernanda Schwantes, admite que a participação atual de produtoras no comando dos sindicatos situa-se na faixa dos 5%, mas ela diz ter certeza de que essa participação está crescendo. “Não temos estatísticas atuais ou projeções sobre mulheres gestoras e líderes no Agro, mas é visível a movimentação delas na busca por qualificação em nível gerencial, administrativo, técnico e financeiro”, salienta.

Na Faculdade CNA, por exemplo, que oferece cursos superiores nas áreas de gestão ambiental, recursos humanos e processos, as mulheres representam 35% dos alunos matriculados. “Além dos sindicatos, a presença feminina também já aparece com destaque no comando de associações, cooperativas e instituições de crédito”, acrescenta.

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“Não demorei muito a me decidir; foi o tempo de ir à igreja, pedir uma benção e encarar de frente”. Assim Ida Beatriz Machado de Miranda Sá enfrentou o desafio de se candidatar à presidência do Sindicato Rural de Cáceres, município mato-grossense com rebanho de 1,1 milhão de cabeças e uma das pecuárias mais pujantes do Brasil. Mulheres determinadas como Ida estão ocupando cada vez mais espaço nas organizações classistas do setor. O movimento é lento, porém consistente, como na política. Em 1986, apenas 30 mulheres ocupavam cadeiras na Câmara Federal, hoje são 77 (15% do total de 513 vagas). No Senado, o percentual é muito semelhante: 14,8% (12 de 81 vagas).

Ainda estamos bem distantes dos 30% estabelecidos como mínimos para a presença feminina nas duas casas, mas avança-se. Será necessário apertar o passo, pois o Brasil ocupa a 134ª posição, dentre 193 nações, no ranking de representatividade feminina no Parlamento, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O governo atual tem apenas duas ministras (Tereza Cristina, da Agricultura, e Damaris Alves, da Mulher, Família e Cidadania). Nenhuma mulher ocupou, até hoje, a presidência da Câmara, e tivemos apenas uma mulher presidente da República, Dilma Rousseff.

No universo rural, o cenário é ainda mais complicado, em função da herança patriarcal do setor. Lideranças femininas são minoria. O movimento está apenas começando. Um levantamento inédito feito por DBO, entre os dias 20 e 23 de fevereiro, com base na lista de sindicatos de produtores rurais disponível no site da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil), identificou 89 mulheres presidentes, ou seja, 4,85% do total de 1.941 sindicatos com titulares listados. Segundo a CNA, a rede sindical dos produtores rurais do País compreende 1.979 unidades, mas 30 não foram incluídas na pesquisa pela DBO, devido à falta de informações.

Movimento de base

Evidentemente, 4,85% é um percentual bem ínfimo, mas, há três décadas, ele era quase zero. Nem sequer se considerava sindicato como “coisa de mulher”. A boa notícia é que a presença feminina nas entidades classistas está crescendo a partir da base. Não será surpresa se algumas dessas novas lideranças chegar a cargos estaduais, nos próximos anos. Hoje, as 27 federações de agricultura (que agregam os sindicatos por Estado) são comandadas por homens. Também não há mulheres na diretoria da CNA. Entre 2008 e 2014, a entidade foi presidida por uma pecuarista, a senadora Kátia Abreu, que, em seguida, se tornou ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas ela não chegou a formar “sucessoras”.

A superintendente técnica adjunta da CNA, Fernanda Schwantes, admite que a participação atual de produtoras no comando dos sindicatos situa-se na faixa dos 5%, mas ela diz ter certeza de que essa participação está crescendo. “Não temos estatísticas atuais ou projeções sobre mulheres gestoras e líderes no Agro, mas é visível a movimentação delas na busca por qualificação em nível gerencial, administrativo, técnico e financeiro”, salienta.

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“Não demorei muito a me decidir; foi o tempo de ir à igreja, pedir uma benção e encarar de frente”. Assim Ida Beatriz Machado de Miranda Sá enfrentou o desafio de se candidatar à presidência do Sindicato Rural de Cáceres, município mato-grossense com rebanho de 1,1 milhão de cabeças e uma das pecuárias mais pujantes do Brasil. Mulheres determinadas como Ida estão ocupando cada vez mais espaço nas organizações classistas do setor. O movimento é lento, porém consistente, como na política. Em 1986, apenas 30 mulheres ocupavam cadeiras na Câmara Federal, hoje são 77 (15% do total de 513 vagas). No Senado, o percentual é muito semelhante: 14,8% (12 de 81 vagas).

Ainda estamos bem distantes dos 30% estabelecidos como mínimos para a presença feminina nas duas casas, mas avança-se. Será necessário apertar o passo, pois o Brasil ocupa a 134ª posição, dentre 193 nações, no ranking de representatividade feminina no Parlamento, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O governo atual tem apenas duas ministras (Tereza Cristina, da Agricultura, e Damaris Alves, da Mulher, Família e Cidadania). Nenhuma mulher ocupou, até hoje, a presidência da Câmara, e tivemos apenas uma mulher presidente da República, Dilma Rousseff.

No universo rural, o cenário é ainda mais complicado, em função da herança patriarcal do setor. Lideranças femininas são minoria. O movimento está apenas começando. Um levantamento inédito feito por DBO, entre os dias 20 e 23 de fevereiro, com base na lista de sindicatos de produtores rurais disponível no site da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil), identificou 89 mulheres presidentes, ou seja, 4,85% do total de 1.941 sindicatos com titulares listados. Segundo a CNA, a rede sindical dos produtores rurais do País compreende 1.979 unidades, mas 30 não foram incluídas na pesquisa pela DBO, devido à falta de informações.

Movimento de base

Evidentemente, 4,85% é um percentual bem ínfimo, mas, há três décadas, ele era quase zero. Nem sequer se considerava sindicato como “coisa de mulher”. A boa notícia é que a presença feminina nas entidades classistas está crescendo a partir da base. Não será surpresa se algumas dessas novas lideranças chegar a cargos estaduais, nos próximos anos. Hoje, as 27 federações de agricultura (que agregam os sindicatos por Estado) são comandadas por homens. Também não há mulheres na diretoria da CNA. Entre 2008 e 2014, a entidade foi presidida por uma pecuarista, a senadora Kátia Abreu, que, em seguida, se tornou ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas ela não chegou a formar “sucessoras”.

A superintendente técnica adjunta da CNA, Fernanda Schwantes, admite que a participação atual de produtoras no comando dos sindicatos situa-se na faixa dos 5%, mas ela diz ter certeza de que essa participação está crescendo. “Não temos estatísticas atuais ou projeções sobre mulheres gestoras e líderes no Agro, mas é visível a movimentação delas na busca por qualificação em nível gerencial, administrativo, técnico e financeiro”, salienta.

Na Faculdade CNA, por exemplo, que oferece cursos superiores nas áreas de gestão ambiental, recursos humanos e processos, as mulheres representam 35% dos alunos matriculados. “Além dos sindicatos, a presença feminina também já aparece com destaque no comando de associações, cooperativas e instituições de crédito”, acrescenta.

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“Não demorei muito a me decidir; foi o tempo de ir à igreja, pedir uma benção e encarar de frente”. Assim Ida Beatriz Machado de Miranda Sá enfrentou o desafio de se candidatar à presidência do Sindicato Rural de Cáceres, município mato-grossense com rebanho de 1,1 milhão de cabeças e uma das pecuárias mais pujantes do Brasil. Mulheres determinadas como Ida estão ocupando cada vez mais espaço nas organizações classistas do setor. O movimento é lento, porém consistente, como na política. Em 1986, apenas 30 mulheres ocupavam cadeiras na Câmara Federal, hoje são 77 (15% do total de 513 vagas). No Senado, o percentual é muito semelhante: 14,8% (12 de 81 vagas).

Ainda estamos bem distantes dos 30% estabelecidos como mínimos para a presença feminina nas duas casas, mas avança-se. Será necessário apertar o passo, pois o Brasil ocupa a 134ª posição, dentre 193 nações, no ranking de representatividade feminina no Parlamento, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O governo atual tem apenas duas ministras (Tereza Cristina, da Agricultura, e Damaris Alves, da Mulher, Família e Cidadania). Nenhuma mulher ocupou, até hoje, a presidência da Câmara, e tivemos apenas uma mulher presidente da República, Dilma Rousseff.

No universo rural, o cenário é ainda mais complicado, em função da herança patriarcal do setor. Lideranças femininas são minoria. O movimento está apenas começando. Um levantamento inédito feito por DBO, entre os dias 20 e 23 de fevereiro, com base na lista de sindicatos de produtores rurais disponível no site da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil), identificou 89 mulheres presidentes, ou seja, 4,85% do total de 1.941 sindicatos com titulares listados. Segundo a CNA, a rede sindical dos produtores rurais do País compreende 1.979 unidades, mas 30 não foram incluídas na pesquisa pela DBO, devido à falta de informações.

Movimento de base

Evidentemente, 4,85% é um percentual bem ínfimo, mas, há três décadas, ele era quase zero. Nem sequer se considerava sindicato como “coisa de mulher”. A boa notícia é que a presença feminina nas entidades classistas está crescendo a partir da base. Não será surpresa se algumas dessas novas lideranças chegar a cargos estaduais, nos próximos anos. Hoje, as 27 federações de agricultura (que agregam os sindicatos por Estado) são comandadas por homens. Também não há mulheres na diretoria da CNA. Entre 2008 e 2014, a entidade foi presidida por uma pecuarista, a senadora Kátia Abreu, que, em seguida, se tornou ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas ela não chegou a formar “sucessoras”.

A superintendente técnica adjunta da CNA, Fernanda Schwantes, admite que a participação atual de produtoras no comando dos sindicatos situa-se na faixa dos 5%, mas ela diz ter certeza de que essa participação está crescendo. “Não temos estatísticas atuais ou projeções sobre mulheres gestoras e líderes no Agro, mas é visível a movimentação delas na busca por qualificação em nível gerencial, administrativo, técnico e financeiro”, salienta.

Na Faculdade CNA, por exemplo, que oferece cursos superiores nas áreas de gestão ambiental, recursos humanos e processos, as mulheres representam 35% dos alunos matriculados. “Além dos sindicatos, a presença feminina também já aparece com destaque no comando de associações, cooperativas e instituições de crédito”, acrescenta.

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“Não demorei muito a me decidir; foi o tempo de ir à igreja, pedir uma benção e encarar de frente”. Assim Ida Beatriz Machado de Miranda Sá enfrentou o desafio de se candidatar à presidência do Sindicato Rural de Cáceres, município mato-grossense com rebanho de 1,1 milhão de cabeças e uma das pecuárias mais pujantes do Brasil. Mulheres determinadas como Ida estão ocupando cada vez mais espaço nas organizações classistas do setor. O movimento é lento, porém consistente, como na política. Em 1986, apenas 30 mulheres ocupavam cadeiras na Câmara Federal, hoje são 77 (15% do total de 513 vagas). No Senado, o percentual é muito semelhante: 14,8% (12 de 81 vagas).

Ainda estamos bem distantes dos 30% estabelecidos como mínimos para a presença feminina nas duas casas, mas avança-se. Será necessário apertar o passo, pois o Brasil ocupa a 134ª posição, dentre 193 nações, no ranking de representatividade feminina no Parlamento, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O governo atual tem apenas duas ministras (Tereza Cristina, da Agricultura, e Damaris Alves, da Mulher, Família e Cidadania). Nenhuma mulher ocupou, até hoje, a presidência da Câmara, e tivemos apenas uma mulher presidente da República, Dilma Rousseff.

No universo rural, o cenário é ainda mais complicado, em função da herança patriarcal do setor. Lideranças femininas são minoria. O movimento está apenas começando. Um levantamento inédito feito por DBO, entre os dias 20 e 23 de fevereiro, com base na lista de sindicatos de produtores rurais disponível no site da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil), identificou 89 mulheres presidentes, ou seja, 4,85% do total de 1.941 sindicatos com titulares listados. Segundo a CNA, a rede sindical dos produtores rurais do País compreende 1.979 unidades, mas 30 não foram incluídas na pesquisa pela DBO, devido à falta de informações.

Movimento de base

Evidentemente, 4,85% é um percentual bem ínfimo, mas, há três décadas, ele era quase zero. Nem sequer se considerava sindicato como “coisa de mulher”. A boa notícia é que a presença feminina nas entidades classistas está crescendo a partir da base. Não será surpresa se algumas dessas novas lideranças chegar a cargos estaduais, nos próximos anos. Hoje, as 27 federações de agricultura (que agregam os sindicatos por Estado) são comandadas por homens. Também não há mulheres na diretoria da CNA. Entre 2008 e 2014, a entidade foi presidida por uma pecuarista, a senadora Kátia Abreu, que, em seguida, se tornou ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas ela não chegou a formar “sucessoras”.

A superintendente técnica adjunta da CNA, Fernanda Schwantes, admite que a participação atual de produtoras no comando dos sindicatos situa-se na faixa dos 5%, mas ela diz ter certeza de que essa participação está crescendo. “Não temos estatísticas atuais ou projeções sobre mulheres gestoras e líderes no Agro, mas é visível a movimentação delas na busca por qualificação em nível gerencial, administrativo, técnico e financeiro”, salienta.

Na Faculdade CNA, por exemplo, que oferece cursos superiores nas áreas de gestão ambiental, recursos humanos e processos, as mulheres representam 35% dos alunos matriculados. “Além dos sindicatos, a presença feminina também já aparece com destaque no comando de associações, cooperativas e instituições de crédito”, acrescenta.

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Uma visão da pecuária norte-americana, é o tema da conversa da editora Maristela Franco com o zootecnista brasileiro Octávio Guimarães, que presta assistência a confinamentos nos EUA que trabalham com 700 mil cabeças/ano.

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“Não demorei muito a me decidir; foi o tempo de ir à igreja, pedir uma benção e encarar de frente”. Assim Ida Beatriz Machado de Miranda Sá enfrentou o desafio de se candidatar à presidência do Sindicato Rural de Cáceres, município mato-grossense com rebanho de 1,1 milhão de cabeças e uma das pecuárias mais pujantes do Brasil. Mulheres determinadas como Ida estão ocupando cada vez mais espaço nas organizações classistas do setor. O movimento é lento, porém consistente, como na política. Em 1986, apenas 30 mulheres ocupavam cadeiras na Câmara Federal, hoje são 77 (15% do total de 513 vagas). No Senado, o percentual é muito semelhante: 14,8% (12 de 81 vagas).

Ainda estamos bem distantes dos 30% estabelecidos como mínimos para a presença feminina nas duas casas, mas avança-se. Será necessário apertar o passo, pois o Brasil ocupa a 134ª posição, dentre 193 nações, no ranking de representatividade feminina no Parlamento, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O governo atual tem apenas duas ministras (Tereza Cristina, da Agricultura, e Damaris Alves, da Mulher, Família e Cidadania). Nenhuma mulher ocupou, até hoje, a presidência da Câmara, e tivemos apenas uma mulher presidente da República, Dilma Rousseff.

No universo rural, o cenário é ainda mais complicado, em função da herança patriarcal do setor. Lideranças femininas são minoria. O movimento está apenas começando. Um levantamento inédito feito por DBO, entre os dias 20 e 23 de fevereiro, com base na lista de sindicatos de produtores rurais disponível no site da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil), identificou 89 mulheres presidentes, ou seja, 4,85% do total de 1.941 sindicatos com titulares listados. Segundo a CNA, a rede sindical dos produtores rurais do País compreende 1.979 unidades, mas 30 não foram incluídas na pesquisa pela DBO, devido à falta de informações.

Movimento de base

Evidentemente, 4,85% é um percentual bem ínfimo, mas, há três décadas, ele era quase zero. Nem sequer se considerava sindicato como “coisa de mulher”. A boa notícia é que a presença feminina nas entidades classistas está crescendo a partir da base. Não será surpresa se algumas dessas novas lideranças chegar a cargos estaduais, nos próximos anos. Hoje, as 27 federações de agricultura (que agregam os sindicatos por Estado) são comandadas por homens. Também não há mulheres na diretoria da CNA. Entre 2008 e 2014, a entidade foi presidida por uma pecuarista, a senadora Kátia Abreu, que, em seguida, se tornou ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas ela não chegou a formar “sucessoras”.

A superintendente técnica adjunta da CNA, Fernanda Schwantes, admite que a participação atual de produtoras no comando dos sindicatos situa-se na faixa dos 5%, mas ela diz ter certeza de que essa participação está crescendo. “Não temos estatísticas atuais ou projeções sobre mulheres gestoras e líderes no Agro, mas é visível a movimentação delas na busca por qualificação em nível gerencial, administrativo, técnico e financeiro”, salienta.

Na Faculdade CNA, por exemplo, que oferece cursos superiores nas áreas de gestão ambiental, recursos humanos e processos, as mulheres representam 35% dos alunos matriculados. “Além dos sindicatos, a presença feminina também já aparece com destaque no comando de associações, cooperativas e instituições de crédito”, acrescenta.

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“Não demorei muito a me decidir; foi o tempo de ir à igreja, pedir uma benção e encarar de frente”. Assim Ida Beatriz Machado de Miranda Sá enfrentou o desafio de se candidatar à presidência do Sindicato Rural de Cáceres, município mato-grossense com rebanho de 1,1 milhão de cabeças e uma das pecuárias mais pujantes do Brasil. Mulheres determinadas como Ida estão ocupando cada vez mais espaço nas organizações classistas do setor. O movimento é lento, porém consistente, como na política. Em 1986, apenas 30 mulheres ocupavam cadeiras na Câmara Federal, hoje são 77 (15% do total de 513 vagas). No Senado, o percentual é muito semelhante: 14,8% (12 de 81 vagas).

Ainda estamos bem distantes dos 30% estabelecidos como mínimos para a presença feminina nas duas casas, mas avança-se. Será necessário apertar o passo, pois o Brasil ocupa a 134ª posição, dentre 193 nações, no ranking de representatividade feminina no Parlamento, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O governo atual tem apenas duas ministras (Tereza Cristina, da Agricultura, e Damaris Alves, da Mulher, Família e Cidadania). Nenhuma mulher ocupou, até hoje, a presidência da Câmara, e tivemos apenas uma mulher presidente da República, Dilma Rousseff.

No universo rural, o cenário é ainda mais complicado, em função da herança patriarcal do setor. Lideranças femininas são minoria. O movimento está apenas começando. Um levantamento inédito feito por DBO, entre os dias 20 e 23 de fevereiro, com base na lista de sindicatos de produtores rurais disponível no site da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil), identificou 89 mulheres presidentes, ou seja, 4,85% do total de 1.941 sindicatos com titulares listados. Segundo a CNA, a rede sindical dos produtores rurais do País compreende 1.979 unidades, mas 30 não foram incluídas na pesquisa pela DBO, devido à falta de informações.

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Evidentemente, 4,85% é um percentual bem ínfimo, mas, há três décadas, ele era quase zero. Nem sequer se considerava sindicato como “coisa de mulher”. A boa notícia é que a presença feminina nas entidades classistas está crescendo a partir da base. Não será surpresa se algumas dessas novas lideranças chegar a cargos estaduais, nos próximos anos. Hoje, as 27 federações de agricultura (que agregam os sindicatos por Estado) são comandadas por homens. Também não há mulheres na diretoria da CNA. Entre 2008 e 2014, a entidade foi presidida por uma pecuarista, a senadora Kátia Abreu, que, em seguida, se tornou ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas ela não chegou a formar “sucessoras”.

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Equipe afiada em Mato Grosso: Ida Beatriz Machado de Miranda Sá (ao centro), presidente do Sindicato Rural de Cáceres, com as diretoras da entidade Denise Dalmas Rodrigues (à esq.) e Beatriz Ferreira Tavares.

Por Ariosto Mesquita

“Não demorei muito a me decidir; foi o tempo de ir à igreja, pedir uma benção e encarar de frente”. Assim Ida Beatriz Machado de Miranda Sá enfrentou o desafio de se candidatar à presidência do Sindicato Rural de Cáceres, município mato-grossense com rebanho de 1,1 milhão de cabeças e uma das pecuárias mais pujantes do Brasil. Mulheres determinadas como Ida estão ocupando cada vez mais espaço nas organizações classistas do setor. O movimento é lento, porém consistente, como na política. Em 1986, apenas 30 mulheres ocupavam cadeiras na Câmara Federal, hoje são 77 (15% do total de 513 vagas). No Senado, o percentual é muito semelhante: 14,8% (12 de 81 vagas).

Ainda estamos bem distantes dos 30% estabelecidos como mínimos para a presença feminina nas duas casas, mas avança-se. Será necessário apertar o passo, pois o Brasil ocupa a 134ª posição, dentre 193 nações, no ranking de representatividade feminina no Parlamento, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O governo atual tem apenas duas ministras (Tereza Cristina, da Agricultura, e Damaris Alves, da Mulher, Família e Cidadania). Nenhuma mulher ocupou, até hoje, a presidência da Câmara, e tivemos apenas uma mulher presidente da República, Dilma Rousseff.

No universo rural, o cenário é ainda mais complicado, em função da herança patriarcal do setor. Lideranças femininas são minoria. O movimento está apenas começando. Um levantamento inédito feito por DBO, entre os dias 20 e 23 de fevereiro, com base na lista de sindicatos de produtores rurais disponível no site da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil), identificou 89 mulheres presidentes, ou seja, 4,85% do total de 1.941 sindicatos com titulares listados. Segundo a CNA, a rede sindical dos produtores rurais do País compreende 1.979 unidades, mas 30 não foram incluídas na pesquisa pela DBO, devido à falta de informações.

Movimento de base

Evidentemente, 4,85% é um percentual bem ínfimo, mas, há três décadas, ele era quase zero. Nem sequer se considerava sindicato como “coisa de mulher”. A boa notícia é que a presença feminina nas entidades classistas está crescendo a partir da base. Não será surpresa se algumas dessas novas lideranças chegar a cargos estaduais, nos próximos anos. Hoje, as 27 federações de agricultura (que agregam os sindicatos por Estado) são comandadas por homens. Também não há mulheres na diretoria da CNA. Entre 2008 e 2014, a entidade foi presidida por uma pecuarista, a senadora Kátia Abreu, que, em seguida, se tornou ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas ela não chegou a formar “sucessoras”.

A superintendente técnica adjunta da CNA, Fernanda Schwantes, admite que a participação atual de produtoras no comando dos sindicatos situa-se na faixa dos 5%, mas ela diz ter certeza de que essa participação está crescendo. “Não temos estatísticas atuais ou projeções sobre mulheres gestoras e líderes no Agro, mas é visível a movimentação delas na busca por qualificação em nível gerencial, administrativo, técnico e financeiro”, salienta.

Na Faculdade CNA, por exemplo, que oferece cursos superiores nas áreas de gestão ambiental, recursos humanos e processos, as mulheres representam 35% dos alunos matriculados. “Além dos sindicatos, a presença feminina também já aparece com destaque no comando de associações, cooperativas e instituições de crédito”, acrescenta.

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Por Ariosto Mesquita

“Não demorei muito a me decidir; foi o tempo de ir à igreja, pedir uma benção e encarar de frente”. Assim Ida Beatriz Machado de Miranda Sá enfrentou o desafio de se candidatar à presidência do Sindicato Rural de Cáceres, município mato-grossense com rebanho de 1,1 milhão de cabeças e uma das pecuárias mais pujantes do Brasil. Mulheres determinadas como Ida estão ocupando cada vez mais espaço nas organizações classistas do setor. O movimento é lento, porém consistente, como na política. Em 1986, apenas 30 mulheres ocupavam cadeiras na Câmara Federal, hoje são 77 (15% do total de 513 vagas). No Senado, o percentual é muito semelhante: 14,8% (12 de 81 vagas).

Ainda estamos bem distantes dos 30% estabelecidos como mínimos para a presença feminina nas duas casas, mas avança-se. Será necessário apertar o passo, pois o Brasil ocupa a 134ª posição, dentre 193 nações, no ranking de representatividade feminina no Parlamento, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O governo atual tem apenas duas ministras (Tereza Cristina, da Agricultura, e Damaris Alves, da Mulher, Família e Cidadania). Nenhuma mulher ocupou, até hoje, a presidência da Câmara, e tivemos apenas uma mulher presidente da República, Dilma Rousseff.

No universo rural, o cenário é ainda mais complicado, em função da herança patriarcal do setor. Lideranças femininas são minoria. O movimento está apenas começando. Um levantamento inédito feito por DBO, entre os dias 20 e 23 de fevereiro, com base na lista de sindicatos de produtores rurais disponível no site da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil), identificou 89 mulheres presidentes, ou seja, 4,85% do total de 1.941 sindicatos com titulares listados. Segundo a CNA, a rede sindical dos produtores rurais do País compreende 1.979 unidades, mas 30 não foram incluídas na pesquisa pela DBO, devido à falta de informações.

Movimento de base

Evidentemente, 4,85% é um percentual bem ínfimo, mas, há três décadas, ele era quase zero. Nem sequer se considerava sindicato como “coisa de mulher”. A boa notícia é que a presença feminina nas entidades classistas está crescendo a partir da base. Não será surpresa se algumas dessas novas lideranças chegar a cargos estaduais, nos próximos anos. Hoje, as 27 federações de agricultura (que agregam os sindicatos por Estado) são comandadas por homens. Também não há mulheres na diretoria da CNA. Entre 2008 e 2014, a entidade foi presidida por uma pecuarista, a senadora Kátia Abreu, que, em seguida, se tornou ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas ela não chegou a formar “sucessoras”.

A superintendente técnica adjunta da CNA, Fernanda Schwantes, admite que a participação atual de produtoras no comando dos sindicatos situa-se na faixa dos 5%, mas ela diz ter certeza de que essa participação está crescendo. “Não temos estatísticas atuais ou projeções sobre mulheres gestoras e líderes no Agro, mas é visível a movimentação delas na busca por qualificação em nível gerencial, administrativo, técnico e financeiro”, salienta.

Na Faculdade CNA, por exemplo, que oferece cursos superiores nas áreas de gestão ambiental, recursos humanos e processos, as mulheres representam 35% dos alunos matriculados. “Além dos sindicatos, a presença feminina também já aparece com destaque no comando de associações, cooperativas e instituições de crédito”, acrescenta.

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A Revista DBO traz os resultados dos principais leilões de todo o Brasil; CONFIRA!

Equipe afiada em Mato Grosso: Ida Beatriz Machado de Miranda Sá (ao centro), presidente do Sindicato Rural de Cáceres, com as diretoras da entidade Denise Dalmas Rodrigues (à esq.) e Beatriz Ferreira Tavares.

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“Não demorei muito a me decidir; foi o tempo de ir à igreja, pedir uma benção e encarar de frente”. Assim Ida Beatriz Machado de Miranda Sá enfrentou o desafio de se candidatar à presidência do Sindicato Rural de Cáceres, município mato-grossense com rebanho de 1,1 milhão de cabeças e uma das pecuárias mais pujantes do Brasil. Mulheres determinadas como Ida estão ocupando cada vez mais espaço nas organizações classistas do setor. O movimento é lento, porém consistente, como na política. Em 1986, apenas 30 mulheres ocupavam cadeiras na Câmara Federal, hoje são 77 (15% do total de 513 vagas). No Senado, o percentual é muito semelhante: 14,8% (12 de 81 vagas).

Ainda estamos bem distantes dos 30% estabelecidos como mínimos para a presença feminina nas duas casas, mas avança-se. Será necessário apertar o passo, pois o Brasil ocupa a 134ª posição, dentre 193 nações, no ranking de representatividade feminina no Parlamento, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O governo atual tem apenas duas ministras (Tereza Cristina, da Agricultura, e Damaris Alves, da Mulher, Família e Cidadania). Nenhuma mulher ocupou, até hoje, a presidência da Câmara, e tivemos apenas uma mulher presidente da República, Dilma Rousseff.

No universo rural, o cenário é ainda mais complicado, em função da herança patriarcal do setor. Lideranças femininas são minoria. O movimento está apenas começando. Um levantamento inédito feito por DBO, entre os dias 20 e 23 de fevereiro, com base na lista de sindicatos de produtores rurais disponível no site da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil), identificou 89 mulheres presidentes, ou seja, 4,85% do total de 1.941 sindicatos com titulares listados. Segundo a CNA, a rede sindical dos produtores rurais do País compreende 1.979 unidades, mas 30 não foram incluídas na pesquisa pela DBO, devido à falta de informações.

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Evidentemente, 4,85% é um percentual bem ínfimo, mas, há três décadas, ele era quase zero. Nem sequer se considerava sindicato como “coisa de mulher”. A boa notícia é que a presença feminina nas entidades classistas está crescendo a partir da base. Não será surpresa se algumas dessas novas lideranças chegar a cargos estaduais, nos próximos anos. Hoje, as 27 federações de agricultura (que agregam os sindicatos por Estado) são comandadas por homens. Também não há mulheres na diretoria da CNA. Entre 2008 e 2014, a entidade foi presidida por uma pecuarista, a senadora Kátia Abreu, que, em seguida, se tornou ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas ela não chegou a formar “sucessoras”.

A superintendente técnica adjunta da CNA, Fernanda Schwantes, admite que a participação atual de produtoras no comando dos sindicatos situa-se na faixa dos 5%, mas ela diz ter certeza de que essa participação está crescendo. “Não temos estatísticas atuais ou projeções sobre mulheres gestoras e líderes no Agro, mas é visível a movimentação delas na busca por qualificação em nível gerencial, administrativo, técnico e financeiro”, salienta.

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Ainda estamos bem distantes dos 30% estabelecidos como mínimos para a presença feminina nas duas casas, mas avança-se. Será necessário apertar o passo, pois o Brasil ocupa a 134ª posição, dentre 193 nações, no ranking de representatividade feminina no Parlamento, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O governo atual tem apenas duas ministras (Tereza Cristina, da Agricultura, e Damaris Alves, da Mulher, Família e Cidadania). Nenhuma mulher ocupou, até hoje, a presidência da Câmara, e tivemos apenas uma mulher presidente da República, Dilma Rousseff.

No universo rural, o cenário é ainda mais complicado, em função da herança patriarcal do setor. Lideranças femininas são minoria. O movimento está apenas começando. Um levantamento inédito feito por DBO, entre os dias 20 e 23 de fevereiro, com base na lista de sindicatos de produtores rurais disponível no site da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil), identificou 89 mulheres presidentes, ou seja, 4,85% do total de 1.941 sindicatos com titulares listados. Segundo a CNA, a rede sindical dos produtores rurais do País compreende 1.979 unidades, mas 30 não foram incluídas na pesquisa pela DBO, devido à falta de informações.

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Evidentemente, 4,85% é um percentual bem ínfimo, mas, há três décadas, ele era quase zero. Nem sequer se considerava sindicato como “coisa de mulher”. A boa notícia é que a presença feminina nas entidades classistas está crescendo a partir da base. Não será surpresa se algumas dessas novas lideranças chegar a cargos estaduais, nos próximos anos. Hoje, as 27 federações de agricultura (que agregam os sindicatos por Estado) são comandadas por homens. Também não há mulheres na diretoria da CNA. Entre 2008 e 2014, a entidade foi presidida por uma pecuarista, a senadora Kátia Abreu, que, em seguida, se tornou ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas ela não chegou a formar “sucessoras”.

A superintendente técnica adjunta da CNA, Fernanda Schwantes, admite que a participação atual de produtoras no comando dos sindicatos situa-se na faixa dos 5%, mas ela diz ter certeza de que essa participação está crescendo. “Não temos estatísticas atuais ou projeções sobre mulheres gestoras e líderes no Agro, mas é visível a movimentação delas na busca por qualificação em nível gerencial, administrativo, técnico e financeiro”, salienta.

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Média das fêmeas foi 116% superior à registrada em igual período do ano passado

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Ainda estamos bem distantes dos 30% estabelecidos como mínimos para a presença feminina nas duas casas, mas avança-se. Será necessário apertar o passo, pois o Brasil ocupa a 134ª posição, dentre 193 nações, no ranking de representatividade feminina no Parlamento, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU). O governo atual tem apenas duas ministras (Tereza Cristina, da Agricultura, e Damaris Alves, da Mulher, Família e Cidadania). Nenhuma mulher ocupou, até hoje, a presidência da Câmara, e tivemos apenas uma mulher presidente da República, Dilma Rousseff.

No universo rural, o cenário é ainda mais complicado, em função da herança patriarcal do setor. Lideranças femininas são minoria. O movimento está apenas começando. Um levantamento inédito feito por DBO, entre os dias 20 e 23 de fevereiro, com base na lista de sindicatos de produtores rurais disponível no site da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil), identificou 89 mulheres presidentes, ou seja, 4,85% do total de 1.941 sindicatos com titulares listados. Segundo a CNA, a rede sindical dos produtores rurais do País compreende 1.979 unidades, mas 30 não foram incluídas na pesquisa pela DBO, devido à falta de informações.

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Evidentemente, 4,85% é um percentual bem ínfimo, mas, há três décadas, ele era quase zero. Nem sequer se considerava sindicato como “coisa de mulher”. A boa notícia é que a presença feminina nas entidades classistas está crescendo a partir da base. Não será surpresa se algumas dessas novas lideranças chegar a cargos estaduais, nos próximos anos. Hoje, as 27 federações de agricultura (que agregam os sindicatos por Estado) são comandadas por homens. Também não há mulheres na diretoria da CNA. Entre 2008 e 2014, a entidade foi presidida por uma pecuarista, a senadora Kátia Abreu, que, em seguida, se tornou ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mas ela não chegou a formar “sucessoras”.

A superintendente técnica adjunta da CNA, Fernanda Schwantes, admite que a participação atual de produtoras no comando dos sindicatos situa-se na faixa dos 5%, mas ela diz ter certeza de que essa participação está crescendo. “Não temos estatísticas atuais ou projeções sobre mulheres gestoras e líderes no Agro, mas é visível a movimentação delas na busca por qualificação em nível gerencial, administrativo, técnico e financeiro”, salienta.

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