Os prejuízos relacionados com a bronquite infecciosa das galinhas afetam tanto a produção de carne, quanto a produção de ovos e incluem perdas econômicas ocasionadas pela diminuição de ganho de peso, queda nos índices produtivos, aumento nas taxas de mortalidade e condenação de carcaças.
Dados do Banco Mundial apontam a bronquite infecciosa das galinhas como a segunda enfermidade de maior impacto econômico no mundo. No Brasil, estudos de campo demonstram prejuízos de 9,88 milhões de dólares em frangos de corte no Paraná e mais de 1,6 milhão de dólares em galinhas reprodutoras.
Não há tratamento específico para a doença. Para o controle da VBI são adotadas medidas de biosseguridade, tais como limpeza, desinfecção das instalações e adoção de vazio sanitário. Para a prevenção, são utilizadas vacinas vivas ou inativadas. “No entanto, surtos de infecção pelo VBI continuam ocorrendo em aves vacinadas, devido à baixa proteção cruzada conferida pelas estirpes vacinais em relação às variantes de campo”, diz Renato.
Segundo o pesquisador do IB, existem outros tipos de coronavírus que acometem as aves, como o TCoV nos perus e o GfCOV na galinha-d’angola. “Vírus análogos também foram detectados em faisões, pavões e codornas, além de não galiformes, como Columbiformes, Pelecaniformes, Ciconiiormes, Psittaciformes e Anseriformes. Porém não causam doença em humanos”, afirma o pesquisador.
O CEAV-IB realiza o monitoramento sorológico do VBI nos plantéis avícolas, com a finalidade de verificar a eficiência dos programas vacinais adotados pelas empresas avícolas. Nos locais onde não se utilizam vacinas para o VBI, o diagnóstico sorológico pode ser presuntivo da enfermidade. Os exames são realizados por meio da técnica de ELISA. O laboratório é acreditado pelo INMETRO, na norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, desde 2013. Em 2019, o laboratório realizou 5.901 análises para detecção de anticorpos para o VBI. Fonte: SASP




