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Confinadores elevam proteção dos preços da arroba no mercado futuro

Diante das incertezas, os pecuaristas de Mato Grosso recorreram aos mecanismos de travamento de preços na bolsa B3, informa o Imea
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As quedas nos preços da arroba do boi gordo trouxeram grandes preocupações aos confinadores do Mato Grosso, o Estado com o maior rebanho de bovinos de corte do País.

Diante das incertezas, os pecuaristas locais recorreram aos mecanismos de travamento de preços na bolsa B3, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

“Com este cenário incerto frente à oscilação do mercado, cresceu a porcentagem de produtores que recorreram à operações de hedge (sistema de proteção de preços)”, relata o Imea.

Com base no levantamento das intenções de confinamento de 2022 (estudo do Imea realizado três vezes ao ano), os confinadores do Mato Grosso elevam em 12,68 pontos percentuais as operações de hedge na B3 (incluindo contratos de boi a termo) envolvendo o rebanho confinado, totalizando 31,11%, ante a taxa de 18,43% registrada em 2021.

VEJA TAMBÉM | Estimativa do Imea aponta 700 mil bovinos confinados no MT em 2022

Ainda segundo o Imea, o último levantamento das intenções de confinamento registrou maior apreensão dos pecuaristas em relação à atividade de engorda no cocho. A utilização da capacidade estática fechou outubro/22 com 65,72%, ante 82,90% observado em 2021 – foi o terceiro ano consecutivo de queda.

“A maior oferta de animais, influenciada pelo segundo giro do confinamento, preocupou o produtor em relação ao preço da arroba”, justifica o Imea.

Ao mesmo tempo, continua o instituto, “a China reduziu o volume de compra, afim de pressionar as precificações, o que trouxe impacto direto nas cotações por se tratar do maior demandante da proteína exportada”.

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