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Carne bovina: frigoríficos dos EUA esperam que o acesso à China esteja na pauta da cúpula entre Trump e Xi Jinping

Em 2025, mais de 400 frigoríficos norte-americanos perderam a elegibilidade para exportação ao mercado chinês
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Pecuaristas e frigoríficos dos Estados Unidos esperam que a cúpula de 14 e 15 de maio/26 entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, ofereça a oportunidade para a renovação das licenças de exportação de carne bovina para a China, informa reportagem da Reuters.

No ano passado, mais de 400 frigoríficos norte-americanos perderam a elegibilidade para exportação, à medida que as permissões concedidas por Pequim entre março de 2020 e abril de 2021 expiraram, de acordo com dados da alfândega chinesa, representando cerca de 65% dos frigoríficos existentes no país.

O acesso de outros três deve expirar em junho, informou a Federação de Exportação de Carne dos EUA, de acordo com a Reuters.

A China já foi um mercado de US$ 1,7 bilhão para a carne bovina dos Estados Unidos, destaca a Reuters.

O governo chinês não explicou por que permitiu que os registros expirassem, violando o acordo comercial da Fase Um assinado com Washington em 2020, disse Joe Schuele, porta-voz da associação comercial.

Segundo o texto da Reuters, a equipe da Casa Branca garantiu nas últimas semanas à Associação de Pecuaristas dos Estados Unidos (United States Cattlemen’s Association), que representa os produtores, que o assunto será discutido na cúpula, disse Justin Tupper, presidente da associação.

“Pedimos a eles que garantissem que isso faria parte da discussão, e a resposta foi: sim”, disse, à Reuters, Tupper, produtor de gado da Dakota do Sul. “Estamos pressionando para que seja um ponto importante da discussão”, acrescentou.

Cotas e concorrência com a Austrália

A reportagem da Reuters recorda que, neste ano, a China introduziu um sistema de cotas de importação de carne bovina, com uma tarifa de 55% sobre as importações acima da cota para grandes fornecedores como os Estados Unidos, Brasil e a Austrália.

A Austrália ultrapassou 50% de sua cota de carne bovina no primeiro trimestre, de acordo com dados alfandegários.

Segundo a Reuters, representantes da indústria chinesa disseram que era improvável que o acesso restaurado se traduzisse em um aumento nas importações, já que a carne bovina dos EUA enfrenta uma tarifa 10% maior do que a carne australiana e a concorrência de produtores nacionais que estão subindo na cadeia de valor.

“Esta é uma moeda de troca para a China, porque os EUA querem que a China se abra, mas a China não tem falta de carne bovina”, disse à Reuters um diretor de uma empresa com sede em Pequim que auxilia empresas internacionais de carne bovina com acesso ao mercado.

Outro executivo de uma empresa de importação e criação de gado disse que a renovação da licença seria “puramente um gesto político”.

“O governo está incentivando os produtores locais a desenvolverem gado de alta qualidade na China, em vez de dependerem dos EUA ou da Austrália”, disse o executivo de importação.

 

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