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Boi gordo: estabilidade com tendência de alta nas praças brasileiras

Proximidade da vidada de mês cria ambiente favorável, quando o consumidor deixa um pouco de lado o trio “ovo/frango/suíno/peixe” para investir mais na compra de cortes de carne bovina
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Depois de bastante persistência, muitos pecuaristas estabelecidos no Estado de São Paulo já estão conseguindo negociar os seus lotes de boi gordo por R$ 320/@, enquanto nas praças de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso os preços dos lotes terminados seguem firmes em R$ 315/@ e R$ 310/@, informam nesta quinta-feira (28/8) os analistas da Agrifatto.

Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 28/8 pela Agrifatto; clique AQUI.

“O mercado mantém viés de alta, com expectativa de ajustes mais consistentes na primeira quinzena de setembro, destaca a consultoria.

Os números atuais da Scot Consultoria apontam para negócios fechados nas praças paulistas a R$ 312/@ (para o boi gordo sem padrão-exportação), R$ 317/@ (“boi-China”), R$ 285/@ (vaca gorda) e R$ 302/@ (novilha) – todos os preços são brutos e no prazo.

“Apesar da desaceleração no consumo doméstico, as exportações de carne bovina seguem firmes, sustentando as cotações do boi”, observam os analistas da Scot.

De acordo com a Agrifatto, o bom volume de negócios nos primeiros dias desta semana envolvendo lotes terminados permitiu o alongamento das escalas de abate dos frigoríficos brasileiros, que passaram a atender em média de nove a dez dias, na média nacional.

No entanto, apesar das programações mais confortáveis, os pecuaristas brasileiros parecem vencer neste momento a queda de braço mantida com as indústrias compradoras.

A proximidade da virada de mês, insistem os analistas, pode fortalecer ainda mais o poder de barganha dos donos de lotes gordos, já que, tradicionalmente ocorre uma elevação sazonal da procura doméstica pela carne bovina, estimulada pela entrada da “grana” paga no início de cada mês aos trabalhadores – quando eles buscam deixar um pouco de lado o trio “ovo/frango/suíno/peixe” para investir mais na compra da proteína predileta da maioria absoluta dos brasileiros.

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