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Aposta na integração

No Oeste da Bahia, com pouco gado, mas muito grão e coprodutos para engorda, confinamento da Captar Agrobusiness já engorda 30 mil cabeças/ano e projeta chegar a 100 mil através de parcerias de cria com pecuaristas do semiárido e de recria com agricultores da região.

O produtor Almir Moraes, ao lado de sua esposa, Maria Vitória, em piquete irrigado por pivô central, para onde as vacas são levadas 30 dias antes da parição.

Por Renato Villela

Às margens da rodovia BR 242, mais precisamente na altura do km 897, no município de Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, encontra-se a “pedra fundamental” de um projeto inovador de verticalização da cadeia pecuária bovina, que prevê a terminação de 100.000 bois/ano. Conduzido pela Captar Agrobusiness, empresa pertencente ao engenheiro civil Almir Moraes, o projeto utiliza duas estratégias audaciosas: o confinamento de vacas com cria ao pé (para abastecimento parcial) e a transformação de pequenos/médios produtores das região do Semiárido nordestino/Matopiba em fornecedores de bezerros de alta qualidade, que serão recriados em áreas de integração lavoura-pecuária (ILP) do oeste baiano e terminados no confinamento da Captar.

Além de fornecer a esses produtores vários insumos agropecuários (sêmen de touros melhoradores, suplementos etc), num modelo que lembra a produção integrada de suínos e aves, Moraes quer garantir-lhes assistência técnica, facilidade de crédito, infraestrutura cooperativista e, acima de tudo, melhores condições de vida, em uma região marcada pela pobreza, com um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Hoje, a Captar Agrobusiness compra animais em diversas praças, devendo terminar 30.000 bois em 2020, mas o sonho de Moraes é que a maior parte da demanda do confinamento seja atendida, futuramente, pelos parceiros.

Vista aérea da Captar Agrobusiness, no oeste baiano, região com fartura de insumos para engorda de bovinos.

Desafios do Semiárido

Filho de produtores rurais, mas com longa trajetória na construção civil, onde pavimentou parte de sua vida, Moraes manteve por muito tempo uma relação distante com as quatro fazendas que herdou, localizadas no Vale do Iuiú, no Semiárido baiano. Elas serviam, basicamente, como garantia hipotecária para os empréstimos que fazia para suas construtoras. Somente em 2004, ele passou a olhar mais atentamente para a pecuária, cujo desafio estava estampado nos números. Juntas, as Fazendas Juçara (duas matrículas, de 840 e 450 ha), Curva da Linha (1.172 ha) e Guaiçara (600 ha) produziam apenas 500 bois/ano.

“Eu precisava transformar essas fazendas em um negócio rentável. Tentei fazer um projeto de integração semelhante ao que estamos iniciando hoje, mas não deu certo. Achei melhor, então, ir em busca de mais conhecimento”, conta.

Em 2006, Moraes fez um curso focado em agronegócio na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, depois, contratou o consultor Adílson Aguiar, da Consultoria e Planejamento Pecuário (Consupec), de Uberaba, MG, para modernizar o sistema de produção das fazendas, que faziam ciclo completo (cria, recria e engorda). As pastagens foram divididas em piquetes de 18 a 24 ha e adubadas, para fazer pastejo rotacionado, com suplementação dos garrotes, novilhas e bezerros (creep-feeding).

“No entanto, mesmo usando toda essa tecnologia, percebi que não conseguiria terminar os animais, porque o período chuvoso no Semiárido é curto e falta pasto”, conta Moraes. Na impossibilidade de fazer ciclo completo no Vale do Iuiú, ele começou a vislumbrar seu atual projeto. “Passei a respeitar a vocação de cria do Semiárido e a vê-lo não mais de forma isolada, mas integrado ao oeste baiano, onde sobra alimento na seca”. Restava apenas decidir qual seria o ponto convergente (centro) dessa integração. “Como o custo do transporte é alto, entendi que precisava levar o boi até a comida e não a comida até o boi”, diz.

Para colocar esse plano em prática, o produtor montou um projeto-piloto em 2008, numa área de ILP, arrendada no oeste baiano. A ideia era engordar os animais nas pastagens temporárias formadas pelo Sistema Santa Fé (plantio consorciado de capim com milho ou sorgo). Apesar do esforço para instalar bebedouros móveis, reservatórios e 100 km de cerca elétrica, a janela de cinco meses para uso do pasto, entre a colheita de uma lavoura e o plantio da outra, foi insuficiente para engordar os 2.800 bois adquiridos com 13-14 @. “Tive de montar um confinamento às pressas e terminar os animais nas águas, em meio a muita lama. Foi sofrido”, recorda.

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O produtor Almir Moraes, ao lado de sua esposa, Maria Vitória, em piquete irrigado por pivô central, para onde as vacas são levadas 30 dias antes da parição.

Por Renato Villela

Às margens da rodovia BR 242, mais precisamente na altura do km 897, no município de Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, encontra-se a “pedra fundamental” de um projeto inovador de verticalização da cadeia pecuária bovina, que prevê a terminação de 100.000 bois/ano. Conduzido pela Captar Agrobusiness, empresa pertencente ao engenheiro civil Almir Moraes, o projeto utiliza duas estratégias audaciosas: o confinamento de vacas com cria ao pé (para abastecimento parcial) e a transformação de pequenos/médios produtores das região do Semiárido nordestino/Matopiba em fornecedores de bezerros de alta qualidade, que serão recriados em áreas de integração lavoura-pecuária (ILP) do oeste baiano e terminados no confinamento da Captar.

Além de fornecer a esses produtores vários insumos agropecuários (sêmen de touros melhoradores, suplementos etc), num modelo que lembra a produção integrada de suínos e aves, Moraes quer garantir-lhes assistência técnica, facilidade de crédito, infraestrutura cooperativista e, acima de tudo, melhores condições de vida, em uma região marcada pela pobreza, com um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Hoje, a Captar Agrobusiness compra animais em diversas praças, devendo terminar 30.000 bois em 2020, mas o sonho de Moraes é que a maior parte da demanda do confinamento seja atendida, futuramente, pelos parceiros.

Vista aérea da Captar Agrobusiness, no oeste baiano, região com fartura de insumos para engorda de bovinos.

Desafios do Semiárido

Filho de produtores rurais, mas com longa trajetória na construção civil, onde pavimentou parte de sua vida, Moraes manteve por muito tempo uma relação distante com as quatro fazendas que herdou, localizadas no Vale do Iuiú, no Semiárido baiano. Elas serviam, basicamente, como garantia hipotecária para os empréstimos que fazia para suas construtoras. Somente em 2004, ele passou a olhar mais atentamente para a pecuária, cujo desafio estava estampado nos números. Juntas, as Fazendas Juçara (duas matrículas, de 840 e 450 ha), Curva da Linha (1.172 ha) e Guaiçara (600 ha) produziam apenas 500 bois/ano.

“Eu precisava transformar essas fazendas em um negócio rentável. Tentei fazer um projeto de integração semelhante ao que estamos iniciando hoje, mas não deu certo. Achei melhor, então, ir em busca de mais conhecimento”, conta.

Em 2006, Moraes fez um curso focado em agronegócio na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, depois, contratou o consultor Adílson Aguiar, da Consultoria e Planejamento Pecuário (Consupec), de Uberaba, MG, para modernizar o sistema de produção das fazendas, que faziam ciclo completo (cria, recria e engorda). As pastagens foram divididas em piquetes de 18 a 24 ha e adubadas, para fazer pastejo rotacionado, com suplementação dos garrotes, novilhas e bezerros (creep-feeding).

“No entanto, mesmo usando toda essa tecnologia, percebi que não conseguiria terminar os animais, porque o período chuvoso no Semiárido é curto e falta pasto”, conta Moraes. Na impossibilidade de fazer ciclo completo no Vale do Iuiú, ele começou a vislumbrar seu atual projeto. “Passei a respeitar a vocação de cria do Semiárido e a vê-lo não mais de forma isolada, mas integrado ao oeste baiano, onde sobra alimento na seca”. Restava apenas decidir qual seria o ponto convergente (centro) dessa integração. “Como o custo do transporte é alto, entendi que precisava levar o boi até a comida e não a comida até o boi”, diz.

Para colocar esse plano em prática, o produtor montou um projeto-piloto em 2008, numa área de ILP, arrendada no oeste baiano. A ideia era engordar os animais nas pastagens temporárias formadas pelo Sistema Santa Fé (plantio consorciado de capim com milho ou sorgo). Apesar do esforço para instalar bebedouros móveis, reservatórios e 100 km de cerca elétrica, a janela de cinco meses para uso do pasto, entre a colheita de uma lavoura e o plantio da outra, foi insuficiente para engordar os 2.800 bois adquiridos com 13-14 @. “Tive de montar um confinamento às pressas e terminar os animais nas águas, em meio a muita lama. Foi sofrido”, recorda.

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O produtor Almir Moraes, ao lado de sua esposa, Maria Vitória, em piquete irrigado por pivô central, para onde as vacas são levadas 30 dias antes da parição.

Por Renato Villela

Às margens da rodovia BR 242, mais precisamente na altura do km 897, no município de Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, encontra-se a “pedra fundamental” de um projeto inovador de verticalização da cadeia pecuária bovina, que prevê a terminação de 100.000 bois/ano. Conduzido pela Captar Agrobusiness, empresa pertencente ao engenheiro civil Almir Moraes, o projeto utiliza duas estratégias audaciosas: o confinamento de vacas com cria ao pé (para abastecimento parcial) e a transformação de pequenos/médios produtores das região do Semiárido nordestino/Matopiba em fornecedores de bezerros de alta qualidade, que serão recriados em áreas de integração lavoura-pecuária (ILP) do oeste baiano e terminados no confinamento da Captar.

Além de fornecer a esses produtores vários insumos agropecuários (sêmen de touros melhoradores, suplementos etc), num modelo que lembra a produção integrada de suínos e aves, Moraes quer garantir-lhes assistência técnica, facilidade de crédito, infraestrutura cooperativista e, acima de tudo, melhores condições de vida, em uma região marcada pela pobreza, com um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Hoje, a Captar Agrobusiness compra animais em diversas praças, devendo terminar 30.000 bois em 2020, mas o sonho de Moraes é que a maior parte da demanda do confinamento seja atendida, futuramente, pelos parceiros.

Vista aérea da Captar Agrobusiness, no oeste baiano, região com fartura de insumos para engorda de bovinos.

Desafios do Semiárido

Filho de produtores rurais, mas com longa trajetória na construção civil, onde pavimentou parte de sua vida, Moraes manteve por muito tempo uma relação distante com as quatro fazendas que herdou, localizadas no Vale do Iuiú, no Semiárido baiano. Elas serviam, basicamente, como garantia hipotecária para os empréstimos que fazia para suas construtoras. Somente em 2004, ele passou a olhar mais atentamente para a pecuária, cujo desafio estava estampado nos números. Juntas, as Fazendas Juçara (duas matrículas, de 840 e 450 ha), Curva da Linha (1.172 ha) e Guaiçara (600 ha) produziam apenas 500 bois/ano.

“Eu precisava transformar essas fazendas em um negócio rentável. Tentei fazer um projeto de integração semelhante ao que estamos iniciando hoje, mas não deu certo. Achei melhor, então, ir em busca de mais conhecimento”, conta.

Em 2006, Moraes fez um curso focado em agronegócio na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, depois, contratou o consultor Adílson Aguiar, da Consultoria e Planejamento Pecuário (Consupec), de Uberaba, MG, para modernizar o sistema de produção das fazendas, que faziam ciclo completo (cria, recria e engorda). As pastagens foram divididas em piquetes de 18 a 24 ha e adubadas, para fazer pastejo rotacionado, com suplementação dos garrotes, novilhas e bezerros (creep-feeding).

“No entanto, mesmo usando toda essa tecnologia, percebi que não conseguiria terminar os animais, porque o período chuvoso no Semiárido é curto e falta pasto”, conta Moraes. Na impossibilidade de fazer ciclo completo no Vale do Iuiú, ele começou a vislumbrar seu atual projeto. “Passei a respeitar a vocação de cria do Semiárido e a vê-lo não mais de forma isolada, mas integrado ao oeste baiano, onde sobra alimento na seca”. Restava apenas decidir qual seria o ponto convergente (centro) dessa integração. “Como o custo do transporte é alto, entendi que precisava levar o boi até a comida e não a comida até o boi”, diz.

Para colocar esse plano em prática, o produtor montou um projeto-piloto em 2008, numa área de ILP, arrendada no oeste baiano. A ideia era engordar os animais nas pastagens temporárias formadas pelo Sistema Santa Fé (plantio consorciado de capim com milho ou sorgo). Apesar do esforço para instalar bebedouros móveis, reservatórios e 100 km de cerca elétrica, a janela de cinco meses para uso do pasto, entre a colheita de uma lavoura e o plantio da outra, foi insuficiente para engordar os 2.800 bois adquiridos com 13-14 @. “Tive de montar um confinamento às pressas e terminar os animais nas águas, em meio a muita lama. Foi sofrido”, recorda.

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Às margens da rodovia BR 242, mais precisamente na altura do km 897, no município de Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, encontra-se a “pedra fundamental” de um projeto inovador de verticalização da cadeia pecuária bovina, que prevê a terminação de 100.000 bois/ano. Conduzido pela Captar Agrobusiness, empresa pertencente ao engenheiro civil Almir Moraes, o projeto utiliza duas estratégias audaciosas: o confinamento de vacas com cria ao pé (para abastecimento parcial) e a transformação de pequenos/médios produtores das região do Semiárido nordestino/Matopiba em fornecedores de bezerros de alta qualidade, que serão recriados em áreas de integração lavoura-pecuária (ILP) do oeste baiano e terminados no confinamento da Captar.

Além de fornecer a esses produtores vários insumos agropecuários (sêmen de touros melhoradores, suplementos etc), num modelo que lembra a produção integrada de suínos e aves, Moraes quer garantir-lhes assistência técnica, facilidade de crédito, infraestrutura cooperativista e, acima de tudo, melhores condições de vida, em uma região marcada pela pobreza, com um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Hoje, a Captar Agrobusiness compra animais em diversas praças, devendo terminar 30.000 bois em 2020, mas o sonho de Moraes é que a maior parte da demanda do confinamento seja atendida, futuramente, pelos parceiros.

Vista aérea da Captar Agrobusiness, no oeste baiano, região com fartura de insumos para engorda de bovinos.

Desafios do Semiárido

Filho de produtores rurais, mas com longa trajetória na construção civil, onde pavimentou parte de sua vida, Moraes manteve por muito tempo uma relação distante com as quatro fazendas que herdou, localizadas no Vale do Iuiú, no Semiárido baiano. Elas serviam, basicamente, como garantia hipotecária para os empréstimos que fazia para suas construtoras. Somente em 2004, ele passou a olhar mais atentamente para a pecuária, cujo desafio estava estampado nos números. Juntas, as Fazendas Juçara (duas matrículas, de 840 e 450 ha), Curva da Linha (1.172 ha) e Guaiçara (600 ha) produziam apenas 500 bois/ano.

“Eu precisava transformar essas fazendas em um negócio rentável. Tentei fazer um projeto de integração semelhante ao que estamos iniciando hoje, mas não deu certo. Achei melhor, então, ir em busca de mais conhecimento”, conta.

Em 2006, Moraes fez um curso focado em agronegócio na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, depois, contratou o consultor Adílson Aguiar, da Consultoria e Planejamento Pecuário (Consupec), de Uberaba, MG, para modernizar o sistema de produção das fazendas, que faziam ciclo completo (cria, recria e engorda). As pastagens foram divididas em piquetes de 18 a 24 ha e adubadas, para fazer pastejo rotacionado, com suplementação dos garrotes, novilhas e bezerros (creep-feeding).

“No entanto, mesmo usando toda essa tecnologia, percebi que não conseguiria terminar os animais, porque o período chuvoso no Semiárido é curto e falta pasto”, conta Moraes. Na impossibilidade de fazer ciclo completo no Vale do Iuiú, ele começou a vislumbrar seu atual projeto. “Passei a respeitar a vocação de cria do Semiárido e a vê-lo não mais de forma isolada, mas integrado ao oeste baiano, onde sobra alimento na seca”. Restava apenas decidir qual seria o ponto convergente (centro) dessa integração. “Como o custo do transporte é alto, entendi que precisava levar o boi até a comida e não a comida até o boi”, diz.

Para colocar esse plano em prática, o produtor montou um projeto-piloto em 2008, numa área de ILP, arrendada no oeste baiano. A ideia era engordar os animais nas pastagens temporárias formadas pelo Sistema Santa Fé (plantio consorciado de capim com milho ou sorgo). Apesar do esforço para instalar bebedouros móveis, reservatórios e 100 km de cerca elétrica, a janela de cinco meses para uso do pasto, entre a colheita de uma lavoura e o plantio da outra, foi insuficiente para engordar os 2.800 bois adquiridos com 13-14 @. “Tive de montar um confinamento às pressas e terminar os animais nas águas, em meio a muita lama. Foi sofrido”, recorda.

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O produtor Almir Moraes, ao lado de sua esposa, Maria Vitória, em piquete irrigado por pivô central, para onde as vacas são levadas 30 dias antes da parição.

Por Renato Villela

Às margens da rodovia BR 242, mais precisamente na altura do km 897, no município de Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, encontra-se a “pedra fundamental” de um projeto inovador de verticalização da cadeia pecuária bovina, que prevê a terminação de 100.000 bois/ano. Conduzido pela Captar Agrobusiness, empresa pertencente ao engenheiro civil Almir Moraes, o projeto utiliza duas estratégias audaciosas: o confinamento de vacas com cria ao pé (para abastecimento parcial) e a transformação de pequenos/médios produtores das região do Semiárido nordestino/Matopiba em fornecedores de bezerros de alta qualidade, que serão recriados em áreas de integração lavoura-pecuária (ILP) do oeste baiano e terminados no confinamento da Captar.

Além de fornecer a esses produtores vários insumos agropecuários (sêmen de touros melhoradores, suplementos etc), num modelo que lembra a produção integrada de suínos e aves, Moraes quer garantir-lhes assistência técnica, facilidade de crédito, infraestrutura cooperativista e, acima de tudo, melhores condições de vida, em uma região marcada pela pobreza, com um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Hoje, a Captar Agrobusiness compra animais em diversas praças, devendo terminar 30.000 bois em 2020, mas o sonho de Moraes é que a maior parte da demanda do confinamento seja atendida, futuramente, pelos parceiros.

Vista aérea da Captar Agrobusiness, no oeste baiano, região com fartura de insumos para engorda de bovinos.

Desafios do Semiárido

Filho de produtores rurais, mas com longa trajetória na construção civil, onde pavimentou parte de sua vida, Moraes manteve por muito tempo uma relação distante com as quatro fazendas que herdou, localizadas no Vale do Iuiú, no Semiárido baiano. Elas serviam, basicamente, como garantia hipotecária para os empréstimos que fazia para suas construtoras. Somente em 2004, ele passou a olhar mais atentamente para a pecuária, cujo desafio estava estampado nos números. Juntas, as Fazendas Juçara (duas matrículas, de 840 e 450 ha), Curva da Linha (1.172 ha) e Guaiçara (600 ha) produziam apenas 500 bois/ano.

“Eu precisava transformar essas fazendas em um negócio rentável. Tentei fazer um projeto de integração semelhante ao que estamos iniciando hoje, mas não deu certo. Achei melhor, então, ir em busca de mais conhecimento”, conta.

Em 2006, Moraes fez um curso focado em agronegócio na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, depois, contratou o consultor Adílson Aguiar, da Consultoria e Planejamento Pecuário (Consupec), de Uberaba, MG, para modernizar o sistema de produção das fazendas, que faziam ciclo completo (cria, recria e engorda). As pastagens foram divididas em piquetes de 18 a 24 ha e adubadas, para fazer pastejo rotacionado, com suplementação dos garrotes, novilhas e bezerros (creep-feeding).

“No entanto, mesmo usando toda essa tecnologia, percebi que não conseguiria terminar os animais, porque o período chuvoso no Semiárido é curto e falta pasto”, conta Moraes. Na impossibilidade de fazer ciclo completo no Vale do Iuiú, ele começou a vislumbrar seu atual projeto. “Passei a respeitar a vocação de cria do Semiárido e a vê-lo não mais de forma isolada, mas integrado ao oeste baiano, onde sobra alimento na seca”. Restava apenas decidir qual seria o ponto convergente (centro) dessa integração. “Como o custo do transporte é alto, entendi que precisava levar o boi até a comida e não a comida até o boi”, diz.

Para colocar esse plano em prática, o produtor montou um projeto-piloto em 2008, numa área de ILP, arrendada no oeste baiano. A ideia era engordar os animais nas pastagens temporárias formadas pelo Sistema Santa Fé (plantio consorciado de capim com milho ou sorgo). Apesar do esforço para instalar bebedouros móveis, reservatórios e 100 km de cerca elétrica, a janela de cinco meses para uso do pasto, entre a colheita de uma lavoura e o plantio da outra, foi insuficiente para engordar os 2.800 bois adquiridos com 13-14 @. “Tive de montar um confinamento às pressas e terminar os animais nas águas, em meio a muita lama. Foi sofrido”, recorda.

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Além de fornecer a esses produtores vários insumos agropecuários (sêmen de touros melhoradores, suplementos etc), num modelo que lembra a produção integrada de suínos e aves, Moraes quer garantir-lhes assistência técnica, facilidade de crédito, infraestrutura cooperativista e, acima de tudo, melhores condições de vida, em uma região marcada pela pobreza, com um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Hoje, a Captar Agrobusiness compra animais em diversas praças, devendo terminar 30.000 bois em 2020, mas o sonho de Moraes é que a maior parte da demanda do confinamento seja atendida, futuramente, pelos parceiros.

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Desafios do Semiárido

Filho de produtores rurais, mas com longa trajetória na construção civil, onde pavimentou parte de sua vida, Moraes manteve por muito tempo uma relação distante com as quatro fazendas que herdou, localizadas no Vale do Iuiú, no Semiárido baiano. Elas serviam, basicamente, como garantia hipotecária para os empréstimos que fazia para suas construtoras. Somente em 2004, ele passou a olhar mais atentamente para a pecuária, cujo desafio estava estampado nos números. Juntas, as Fazendas Juçara (duas matrículas, de 840 e 450 ha), Curva da Linha (1.172 ha) e Guaiçara (600 ha) produziam apenas 500 bois/ano.

“Eu precisava transformar essas fazendas em um negócio rentável. Tentei fazer um projeto de integração semelhante ao que estamos iniciando hoje, mas não deu certo. Achei melhor, então, ir em busca de mais conhecimento”, conta.

Em 2006, Moraes fez um curso focado em agronegócio na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, depois, contratou o consultor Adílson Aguiar, da Consultoria e Planejamento Pecuário (Consupec), de Uberaba, MG, para modernizar o sistema de produção das fazendas, que faziam ciclo completo (cria, recria e engorda). As pastagens foram divididas em piquetes de 18 a 24 ha e adubadas, para fazer pastejo rotacionado, com suplementação dos garrotes, novilhas e bezerros (creep-feeding).

“No entanto, mesmo usando toda essa tecnologia, percebi que não conseguiria terminar os animais, porque o período chuvoso no Semiárido é curto e falta pasto”, conta Moraes. Na impossibilidade de fazer ciclo completo no Vale do Iuiú, ele começou a vislumbrar seu atual projeto. “Passei a respeitar a vocação de cria do Semiárido e a vê-lo não mais de forma isolada, mas integrado ao oeste baiano, onde sobra alimento na seca”. Restava apenas decidir qual seria o ponto convergente (centro) dessa integração. “Como o custo do transporte é alto, entendi que precisava levar o boi até a comida e não a comida até o boi”, diz.

Para colocar esse plano em prática, o produtor montou um projeto-piloto em 2008, numa área de ILP, arrendada no oeste baiano. A ideia era engordar os animais nas pastagens temporárias formadas pelo Sistema Santa Fé (plantio consorciado de capim com milho ou sorgo). Apesar do esforço para instalar bebedouros móveis, reservatórios e 100 km de cerca elétrica, a janela de cinco meses para uso do pasto, entre a colheita de uma lavoura e o plantio da outra, foi insuficiente para engordar os 2.800 bois adquiridos com 13-14 @. “Tive de montar um confinamento às pressas e terminar os animais nas águas, em meio a muita lama. Foi sofrido”, recorda.

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Uma visão da pecuária norte-americana, é o tema da conversa da editora Maristela Franco com o zootecnista brasileiro Octávio Guimarães, que presta assistência a confinamentos nos EUA que trabalham com 700 mil cabeças/ano.

O produtor Almir Moraes, ao lado de sua esposa, Maria Vitória, em piquete irrigado por pivô central, para onde as vacas são levadas 30 dias antes da parição.

Por Renato Villela

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Além de fornecer a esses produtores vários insumos agropecuários (sêmen de touros melhoradores, suplementos etc), num modelo que lembra a produção integrada de suínos e aves, Moraes quer garantir-lhes assistência técnica, facilidade de crédito, infraestrutura cooperativista e, acima de tudo, melhores condições de vida, em uma região marcada pela pobreza, com um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Hoje, a Captar Agrobusiness compra animais em diversas praças, devendo terminar 30.000 bois em 2020, mas o sonho de Moraes é que a maior parte da demanda do confinamento seja atendida, futuramente, pelos parceiros.

Vista aérea da Captar Agrobusiness, no oeste baiano, região com fartura de insumos para engorda de bovinos.

Desafios do Semiárido

Filho de produtores rurais, mas com longa trajetória na construção civil, onde pavimentou parte de sua vida, Moraes manteve por muito tempo uma relação distante com as quatro fazendas que herdou, localizadas no Vale do Iuiú, no Semiárido baiano. Elas serviam, basicamente, como garantia hipotecária para os empréstimos que fazia para suas construtoras. Somente em 2004, ele passou a olhar mais atentamente para a pecuária, cujo desafio estava estampado nos números. Juntas, as Fazendas Juçara (duas matrículas, de 840 e 450 ha), Curva da Linha (1.172 ha) e Guaiçara (600 ha) produziam apenas 500 bois/ano.

“Eu precisava transformar essas fazendas em um negócio rentável. Tentei fazer um projeto de integração semelhante ao que estamos iniciando hoje, mas não deu certo. Achei melhor, então, ir em busca de mais conhecimento”, conta.

Em 2006, Moraes fez um curso focado em agronegócio na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, depois, contratou o consultor Adílson Aguiar, da Consultoria e Planejamento Pecuário (Consupec), de Uberaba, MG, para modernizar o sistema de produção das fazendas, que faziam ciclo completo (cria, recria e engorda). As pastagens foram divididas em piquetes de 18 a 24 ha e adubadas, para fazer pastejo rotacionado, com suplementação dos garrotes, novilhas e bezerros (creep-feeding).

“No entanto, mesmo usando toda essa tecnologia, percebi que não conseguiria terminar os animais, porque o período chuvoso no Semiárido é curto e falta pasto”, conta Moraes. Na impossibilidade de fazer ciclo completo no Vale do Iuiú, ele começou a vislumbrar seu atual projeto. “Passei a respeitar a vocação de cria do Semiárido e a vê-lo não mais de forma isolada, mas integrado ao oeste baiano, onde sobra alimento na seca”. Restava apenas decidir qual seria o ponto convergente (centro) dessa integração. “Como o custo do transporte é alto, entendi que precisava levar o boi até a comida e não a comida até o boi”, diz.

Para colocar esse plano em prática, o produtor montou um projeto-piloto em 2008, numa área de ILP, arrendada no oeste baiano. A ideia era engordar os animais nas pastagens temporárias formadas pelo Sistema Santa Fé (plantio consorciado de capim com milho ou sorgo). Apesar do esforço para instalar bebedouros móveis, reservatórios e 100 km de cerca elétrica, a janela de cinco meses para uso do pasto, entre a colheita de uma lavoura e o plantio da outra, foi insuficiente para engordar os 2.800 bois adquiridos com 13-14 @. “Tive de montar um confinamento às pressas e terminar os animais nas águas, em meio a muita lama. Foi sofrido”, recorda.

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O produtor Almir Moraes, ao lado de sua esposa, Maria Vitória, em piquete irrigado por pivô central, para onde as vacas são levadas 30 dias antes da parição.

Por Renato Villela

Às margens da rodovia BR 242, mais precisamente na altura do km 897, no município de Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, encontra-se a “pedra fundamental” de um projeto inovador de verticalização da cadeia pecuária bovina, que prevê a terminação de 100.000 bois/ano. Conduzido pela Captar Agrobusiness, empresa pertencente ao engenheiro civil Almir Moraes, o projeto utiliza duas estratégias audaciosas: o confinamento de vacas com cria ao pé (para abastecimento parcial) e a transformação de pequenos/médios produtores das região do Semiárido nordestino/Matopiba em fornecedores de bezerros de alta qualidade, que serão recriados em áreas de integração lavoura-pecuária (ILP) do oeste baiano e terminados no confinamento da Captar.

Além de fornecer a esses produtores vários insumos agropecuários (sêmen de touros melhoradores, suplementos etc), num modelo que lembra a produção integrada de suínos e aves, Moraes quer garantir-lhes assistência técnica, facilidade de crédito, infraestrutura cooperativista e, acima de tudo, melhores condições de vida, em uma região marcada pela pobreza, com um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Hoje, a Captar Agrobusiness compra animais em diversas praças, devendo terminar 30.000 bois em 2020, mas o sonho de Moraes é que a maior parte da demanda do confinamento seja atendida, futuramente, pelos parceiros.

Vista aérea da Captar Agrobusiness, no oeste baiano, região com fartura de insumos para engorda de bovinos.

Desafios do Semiárido

Filho de produtores rurais, mas com longa trajetória na construção civil, onde pavimentou parte de sua vida, Moraes manteve por muito tempo uma relação distante com as quatro fazendas que herdou, localizadas no Vale do Iuiú, no Semiárido baiano. Elas serviam, basicamente, como garantia hipotecária para os empréstimos que fazia para suas construtoras. Somente em 2004, ele passou a olhar mais atentamente para a pecuária, cujo desafio estava estampado nos números. Juntas, as Fazendas Juçara (duas matrículas, de 840 e 450 ha), Curva da Linha (1.172 ha) e Guaiçara (600 ha) produziam apenas 500 bois/ano.

“Eu precisava transformar essas fazendas em um negócio rentável. Tentei fazer um projeto de integração semelhante ao que estamos iniciando hoje, mas não deu certo. Achei melhor, então, ir em busca de mais conhecimento”, conta.

Em 2006, Moraes fez um curso focado em agronegócio na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, depois, contratou o consultor Adílson Aguiar, da Consultoria e Planejamento Pecuário (Consupec), de Uberaba, MG, para modernizar o sistema de produção das fazendas, que faziam ciclo completo (cria, recria e engorda). As pastagens foram divididas em piquetes de 18 a 24 ha e adubadas, para fazer pastejo rotacionado, com suplementação dos garrotes, novilhas e bezerros (creep-feeding).

“No entanto, mesmo usando toda essa tecnologia, percebi que não conseguiria terminar os animais, porque o período chuvoso no Semiárido é curto e falta pasto”, conta Moraes. Na impossibilidade de fazer ciclo completo no Vale do Iuiú, ele começou a vislumbrar seu atual projeto. “Passei a respeitar a vocação de cria do Semiárido e a vê-lo não mais de forma isolada, mas integrado ao oeste baiano, onde sobra alimento na seca”. Restava apenas decidir qual seria o ponto convergente (centro) dessa integração. “Como o custo do transporte é alto, entendi que precisava levar o boi até a comida e não a comida até o boi”, diz.

Para colocar esse plano em prática, o produtor montou um projeto-piloto em 2008, numa área de ILP, arrendada no oeste baiano. A ideia era engordar os animais nas pastagens temporárias formadas pelo Sistema Santa Fé (plantio consorciado de capim com milho ou sorgo). Apesar do esforço para instalar bebedouros móveis, reservatórios e 100 km de cerca elétrica, a janela de cinco meses para uso do pasto, entre a colheita de uma lavoura e o plantio da outra, foi insuficiente para engordar os 2.800 bois adquiridos com 13-14 @. “Tive de montar um confinamento às pressas e terminar os animais nas águas, em meio a muita lama. Foi sofrido”, recorda.

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O produtor Almir Moraes, ao lado de sua esposa, Maria Vitória, em piquete irrigado por pivô central, para onde as vacas são levadas 30 dias antes da parição.

Por Renato Villela

Às margens da rodovia BR 242, mais precisamente na altura do km 897, no município de Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, encontra-se a “pedra fundamental” de um projeto inovador de verticalização da cadeia pecuária bovina, que prevê a terminação de 100.000 bois/ano. Conduzido pela Captar Agrobusiness, empresa pertencente ao engenheiro civil Almir Moraes, o projeto utiliza duas estratégias audaciosas: o confinamento de vacas com cria ao pé (para abastecimento parcial) e a transformação de pequenos/médios produtores das região do Semiárido nordestino/Matopiba em fornecedores de bezerros de alta qualidade, que serão recriados em áreas de integração lavoura-pecuária (ILP) do oeste baiano e terminados no confinamento da Captar.

Além de fornecer a esses produtores vários insumos agropecuários (sêmen de touros melhoradores, suplementos etc), num modelo que lembra a produção integrada de suínos e aves, Moraes quer garantir-lhes assistência técnica, facilidade de crédito, infraestrutura cooperativista e, acima de tudo, melhores condições de vida, em uma região marcada pela pobreza, com um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Hoje, a Captar Agrobusiness compra animais em diversas praças, devendo terminar 30.000 bois em 2020, mas o sonho de Moraes é que a maior parte da demanda do confinamento seja atendida, futuramente, pelos parceiros.

Vista aérea da Captar Agrobusiness, no oeste baiano, região com fartura de insumos para engorda de bovinos.

Desafios do Semiárido

Filho de produtores rurais, mas com longa trajetória na construção civil, onde pavimentou parte de sua vida, Moraes manteve por muito tempo uma relação distante com as quatro fazendas que herdou, localizadas no Vale do Iuiú, no Semiárido baiano. Elas serviam, basicamente, como garantia hipotecária para os empréstimos que fazia para suas construtoras. Somente em 2004, ele passou a olhar mais atentamente para a pecuária, cujo desafio estava estampado nos números. Juntas, as Fazendas Juçara (duas matrículas, de 840 e 450 ha), Curva da Linha (1.172 ha) e Guaiçara (600 ha) produziam apenas 500 bois/ano.

“Eu precisava transformar essas fazendas em um negócio rentável. Tentei fazer um projeto de integração semelhante ao que estamos iniciando hoje, mas não deu certo. Achei melhor, então, ir em busca de mais conhecimento”, conta.

Em 2006, Moraes fez um curso focado em agronegócio na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, depois, contratou o consultor Adílson Aguiar, da Consultoria e Planejamento Pecuário (Consupec), de Uberaba, MG, para modernizar o sistema de produção das fazendas, que faziam ciclo completo (cria, recria e engorda). As pastagens foram divididas em piquetes de 18 a 24 ha e adubadas, para fazer pastejo rotacionado, com suplementação dos garrotes, novilhas e bezerros (creep-feeding).

“No entanto, mesmo usando toda essa tecnologia, percebi que não conseguiria terminar os animais, porque o período chuvoso no Semiárido é curto e falta pasto”, conta Moraes. Na impossibilidade de fazer ciclo completo no Vale do Iuiú, ele começou a vislumbrar seu atual projeto. “Passei a respeitar a vocação de cria do Semiárido e a vê-lo não mais de forma isolada, mas integrado ao oeste baiano, onde sobra alimento na seca”. Restava apenas decidir qual seria o ponto convergente (centro) dessa integração. “Como o custo do transporte é alto, entendi que precisava levar o boi até a comida e não a comida até o boi”, diz.

Para colocar esse plano em prática, o produtor montou um projeto-piloto em 2008, numa área de ILP, arrendada no oeste baiano. A ideia era engordar os animais nas pastagens temporárias formadas pelo Sistema Santa Fé (plantio consorciado de capim com milho ou sorgo). Apesar do esforço para instalar bebedouros móveis, reservatórios e 100 km de cerca elétrica, a janela de cinco meses para uso do pasto, entre a colheita de uma lavoura e o plantio da outra, foi insuficiente para engordar os 2.800 bois adquiridos com 13-14 @. “Tive de montar um confinamento às pressas e terminar os animais nas águas, em meio a muita lama. Foi sofrido”, recorda.

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Às margens da rodovia BR 242, mais precisamente na altura do km 897, no município de Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, encontra-se a “pedra fundamental” de um projeto inovador de verticalização da cadeia pecuária bovina, que prevê a terminação de 100.000 bois/ano. Conduzido pela Captar Agrobusiness, empresa pertencente ao engenheiro civil Almir Moraes, o projeto utiliza duas estratégias audaciosas: o confinamento de vacas com cria ao pé (para abastecimento parcial) e a transformação de pequenos/médios produtores das região do Semiárido nordestino/Matopiba em fornecedores de bezerros de alta qualidade, que serão recriados em áreas de integração lavoura-pecuária (ILP) do oeste baiano e terminados no confinamento da Captar.

Além de fornecer a esses produtores vários insumos agropecuários (sêmen de touros melhoradores, suplementos etc), num modelo que lembra a produção integrada de suínos e aves, Moraes quer garantir-lhes assistência técnica, facilidade de crédito, infraestrutura cooperativista e, acima de tudo, melhores condições de vida, em uma região marcada pela pobreza, com um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Hoje, a Captar Agrobusiness compra animais em diversas praças, devendo terminar 30.000 bois em 2020, mas o sonho de Moraes é que a maior parte da demanda do confinamento seja atendida, futuramente, pelos parceiros.

Vista aérea da Captar Agrobusiness, no oeste baiano, região com fartura de insumos para engorda de bovinos.

Desafios do Semiárido

Filho de produtores rurais, mas com longa trajetória na construção civil, onde pavimentou parte de sua vida, Moraes manteve por muito tempo uma relação distante com as quatro fazendas que herdou, localizadas no Vale do Iuiú, no Semiárido baiano. Elas serviam, basicamente, como garantia hipotecária para os empréstimos que fazia para suas construtoras. Somente em 2004, ele passou a olhar mais atentamente para a pecuária, cujo desafio estava estampado nos números. Juntas, as Fazendas Juçara (duas matrículas, de 840 e 450 ha), Curva da Linha (1.172 ha) e Guaiçara (600 ha) produziam apenas 500 bois/ano.

“Eu precisava transformar essas fazendas em um negócio rentável. Tentei fazer um projeto de integração semelhante ao que estamos iniciando hoje, mas não deu certo. Achei melhor, então, ir em busca de mais conhecimento”, conta.

Em 2006, Moraes fez um curso focado em agronegócio na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, depois, contratou o consultor Adílson Aguiar, da Consultoria e Planejamento Pecuário (Consupec), de Uberaba, MG, para modernizar o sistema de produção das fazendas, que faziam ciclo completo (cria, recria e engorda). As pastagens foram divididas em piquetes de 18 a 24 ha e adubadas, para fazer pastejo rotacionado, com suplementação dos garrotes, novilhas e bezerros (creep-feeding).

“No entanto, mesmo usando toda essa tecnologia, percebi que não conseguiria terminar os animais, porque o período chuvoso no Semiárido é curto e falta pasto”, conta Moraes. Na impossibilidade de fazer ciclo completo no Vale do Iuiú, ele começou a vislumbrar seu atual projeto. “Passei a respeitar a vocação de cria do Semiárido e a vê-lo não mais de forma isolada, mas integrado ao oeste baiano, onde sobra alimento na seca”. Restava apenas decidir qual seria o ponto convergente (centro) dessa integração. “Como o custo do transporte é alto, entendi que precisava levar o boi até a comida e não a comida até o boi”, diz.

Para colocar esse plano em prática, o produtor montou um projeto-piloto em 2008, numa área de ILP, arrendada no oeste baiano. A ideia era engordar os animais nas pastagens temporárias formadas pelo Sistema Santa Fé (plantio consorciado de capim com milho ou sorgo). Apesar do esforço para instalar bebedouros móveis, reservatórios e 100 km de cerca elétrica, a janela de cinco meses para uso do pasto, entre a colheita de uma lavoura e o plantio da outra, foi insuficiente para engordar os 2.800 bois adquiridos com 13-14 @. “Tive de montar um confinamento às pressas e terminar os animais nas águas, em meio a muita lama. Foi sofrido”, recorda.

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A Revista DBO traz os resultados dos principais leilões de todo o Brasil; CONFIRA!

O produtor Almir Moraes, ao lado de sua esposa, Maria Vitória, em piquete irrigado por pivô central, para onde as vacas são levadas 30 dias antes da parição.

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Às margens da rodovia BR 242, mais precisamente na altura do km 897, no município de Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, encontra-se a “pedra fundamental” de um projeto inovador de verticalização da cadeia pecuária bovina, que prevê a terminação de 100.000 bois/ano. Conduzido pela Captar Agrobusiness, empresa pertencente ao engenheiro civil Almir Moraes, o projeto utiliza duas estratégias audaciosas: o confinamento de vacas com cria ao pé (para abastecimento parcial) e a transformação de pequenos/médios produtores das região do Semiárido nordestino/Matopiba em fornecedores de bezerros de alta qualidade, que serão recriados em áreas de integração lavoura-pecuária (ILP) do oeste baiano e terminados no confinamento da Captar.

Além de fornecer a esses produtores vários insumos agropecuários (sêmen de touros melhoradores, suplementos etc), num modelo que lembra a produção integrada de suínos e aves, Moraes quer garantir-lhes assistência técnica, facilidade de crédito, infraestrutura cooperativista e, acima de tudo, melhores condições de vida, em uma região marcada pela pobreza, com um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Hoje, a Captar Agrobusiness compra animais em diversas praças, devendo terminar 30.000 bois em 2020, mas o sonho de Moraes é que a maior parte da demanda do confinamento seja atendida, futuramente, pelos parceiros.

Vista aérea da Captar Agrobusiness, no oeste baiano, região com fartura de insumos para engorda de bovinos.

Desafios do Semiárido

Filho de produtores rurais, mas com longa trajetória na construção civil, onde pavimentou parte de sua vida, Moraes manteve por muito tempo uma relação distante com as quatro fazendas que herdou, localizadas no Vale do Iuiú, no Semiárido baiano. Elas serviam, basicamente, como garantia hipotecária para os empréstimos que fazia para suas construtoras. Somente em 2004, ele passou a olhar mais atentamente para a pecuária, cujo desafio estava estampado nos números. Juntas, as Fazendas Juçara (duas matrículas, de 840 e 450 ha), Curva da Linha (1.172 ha) e Guaiçara (600 ha) produziam apenas 500 bois/ano.

“Eu precisava transformar essas fazendas em um negócio rentável. Tentei fazer um projeto de integração semelhante ao que estamos iniciando hoje, mas não deu certo. Achei melhor, então, ir em busca de mais conhecimento”, conta.

Em 2006, Moraes fez um curso focado em agronegócio na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, depois, contratou o consultor Adílson Aguiar, da Consultoria e Planejamento Pecuário (Consupec), de Uberaba, MG, para modernizar o sistema de produção das fazendas, que faziam ciclo completo (cria, recria e engorda). As pastagens foram divididas em piquetes de 18 a 24 ha e adubadas, para fazer pastejo rotacionado, com suplementação dos garrotes, novilhas e bezerros (creep-feeding).

“No entanto, mesmo usando toda essa tecnologia, percebi que não conseguiria terminar os animais, porque o período chuvoso no Semiárido é curto e falta pasto”, conta Moraes. Na impossibilidade de fazer ciclo completo no Vale do Iuiú, ele começou a vislumbrar seu atual projeto. “Passei a respeitar a vocação de cria do Semiárido e a vê-lo não mais de forma isolada, mas integrado ao oeste baiano, onde sobra alimento na seca”. Restava apenas decidir qual seria o ponto convergente (centro) dessa integração. “Como o custo do transporte é alto, entendi que precisava levar o boi até a comida e não a comida até o boi”, diz.

Para colocar esse plano em prática, o produtor montou um projeto-piloto em 2008, numa área de ILP, arrendada no oeste baiano. A ideia era engordar os animais nas pastagens temporárias formadas pelo Sistema Santa Fé (plantio consorciado de capim com milho ou sorgo). Apesar do esforço para instalar bebedouros móveis, reservatórios e 100 km de cerca elétrica, a janela de cinco meses para uso do pasto, entre a colheita de uma lavoura e o plantio da outra, foi insuficiente para engordar os 2.800 bois adquiridos com 13-14 @. “Tive de montar um confinamento às pressas e terminar os animais nas águas, em meio a muita lama. Foi sofrido”, recorda.

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Às margens da rodovia BR 242, mais precisamente na altura do km 897, no município de Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, encontra-se a “pedra fundamental” de um projeto inovador de verticalização da cadeia pecuária bovina, que prevê a terminação de 100.000 bois/ano. Conduzido pela Captar Agrobusiness, empresa pertencente ao engenheiro civil Almir Moraes, o projeto utiliza duas estratégias audaciosas: o confinamento de vacas com cria ao pé (para abastecimento parcial) e a transformação de pequenos/médios produtores das região do Semiárido nordestino/Matopiba em fornecedores de bezerros de alta qualidade, que serão recriados em áreas de integração lavoura-pecuária (ILP) do oeste baiano e terminados no confinamento da Captar.

Além de fornecer a esses produtores vários insumos agropecuários (sêmen de touros melhoradores, suplementos etc), num modelo que lembra a produção integrada de suínos e aves, Moraes quer garantir-lhes assistência técnica, facilidade de crédito, infraestrutura cooperativista e, acima de tudo, melhores condições de vida, em uma região marcada pela pobreza, com um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Hoje, a Captar Agrobusiness compra animais em diversas praças, devendo terminar 30.000 bois em 2020, mas o sonho de Moraes é que a maior parte da demanda do confinamento seja atendida, futuramente, pelos parceiros.

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Filho de produtores rurais, mas com longa trajetória na construção civil, onde pavimentou parte de sua vida, Moraes manteve por muito tempo uma relação distante com as quatro fazendas que herdou, localizadas no Vale do Iuiú, no Semiárido baiano. Elas serviam, basicamente, como garantia hipotecária para os empréstimos que fazia para suas construtoras. Somente em 2004, ele passou a olhar mais atentamente para a pecuária, cujo desafio estava estampado nos números. Juntas, as Fazendas Juçara (duas matrículas, de 840 e 450 ha), Curva da Linha (1.172 ha) e Guaiçara (600 ha) produziam apenas 500 bois/ano.

“Eu precisava transformar essas fazendas em um negócio rentável. Tentei fazer um projeto de integração semelhante ao que estamos iniciando hoje, mas não deu certo. Achei melhor, então, ir em busca de mais conhecimento”, conta.

Em 2006, Moraes fez um curso focado em agronegócio na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, depois, contratou o consultor Adílson Aguiar, da Consultoria e Planejamento Pecuário (Consupec), de Uberaba, MG, para modernizar o sistema de produção das fazendas, que faziam ciclo completo (cria, recria e engorda). As pastagens foram divididas em piquetes de 18 a 24 ha e adubadas, para fazer pastejo rotacionado, com suplementação dos garrotes, novilhas e bezerros (creep-feeding).

“No entanto, mesmo usando toda essa tecnologia, percebi que não conseguiria terminar os animais, porque o período chuvoso no Semiárido é curto e falta pasto”, conta Moraes. Na impossibilidade de fazer ciclo completo no Vale do Iuiú, ele começou a vislumbrar seu atual projeto. “Passei a respeitar a vocação de cria do Semiárido e a vê-lo não mais de forma isolada, mas integrado ao oeste baiano, onde sobra alimento na seca”. Restava apenas decidir qual seria o ponto convergente (centro) dessa integração. “Como o custo do transporte é alto, entendi que precisava levar o boi até a comida e não a comida até o boi”, diz.

Para colocar esse plano em prática, o produtor montou um projeto-piloto em 2008, numa área de ILP, arrendada no oeste baiano. A ideia era engordar os animais nas pastagens temporárias formadas pelo Sistema Santa Fé (plantio consorciado de capim com milho ou sorgo). Apesar do esforço para instalar bebedouros móveis, reservatórios e 100 km de cerca elétrica, a janela de cinco meses para uso do pasto, entre a colheita de uma lavoura e o plantio da outra, foi insuficiente para engordar os 2.800 bois adquiridos com 13-14 @. “Tive de montar um confinamento às pressas e terminar os animais nas águas, em meio a muita lama. Foi sofrido”, recorda.

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Média das fêmeas foi 116% superior à registrada em igual período do ano passado

O produtor Almir Moraes, ao lado de sua esposa, Maria Vitória, em piquete irrigado por pivô central, para onde as vacas são levadas 30 dias antes da parição.

Por Renato Villela

Às margens da rodovia BR 242, mais precisamente na altura do km 897, no município de Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, encontra-se a “pedra fundamental” de um projeto inovador de verticalização da cadeia pecuária bovina, que prevê a terminação de 100.000 bois/ano. Conduzido pela Captar Agrobusiness, empresa pertencente ao engenheiro civil Almir Moraes, o projeto utiliza duas estratégias audaciosas: o confinamento de vacas com cria ao pé (para abastecimento parcial) e a transformação de pequenos/médios produtores das região do Semiárido nordestino/Matopiba em fornecedores de bezerros de alta qualidade, que serão recriados em áreas de integração lavoura-pecuária (ILP) do oeste baiano e terminados no confinamento da Captar.

Além de fornecer a esses produtores vários insumos agropecuários (sêmen de touros melhoradores, suplementos etc), num modelo que lembra a produção integrada de suínos e aves, Moraes quer garantir-lhes assistência técnica, facilidade de crédito, infraestrutura cooperativista e, acima de tudo, melhores condições de vida, em uma região marcada pela pobreza, com um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Hoje, a Captar Agrobusiness compra animais em diversas praças, devendo terminar 30.000 bois em 2020, mas o sonho de Moraes é que a maior parte da demanda do confinamento seja atendida, futuramente, pelos parceiros.

Vista aérea da Captar Agrobusiness, no oeste baiano, região com fartura de insumos para engorda de bovinos.

Desafios do Semiárido

Filho de produtores rurais, mas com longa trajetória na construção civil, onde pavimentou parte de sua vida, Moraes manteve por muito tempo uma relação distante com as quatro fazendas que herdou, localizadas no Vale do Iuiú, no Semiárido baiano. Elas serviam, basicamente, como garantia hipotecária para os empréstimos que fazia para suas construtoras. Somente em 2004, ele passou a olhar mais atentamente para a pecuária, cujo desafio estava estampado nos números. Juntas, as Fazendas Juçara (duas matrículas, de 840 e 450 ha), Curva da Linha (1.172 ha) e Guaiçara (600 ha) produziam apenas 500 bois/ano.

“Eu precisava transformar essas fazendas em um negócio rentável. Tentei fazer um projeto de integração semelhante ao que estamos iniciando hoje, mas não deu certo. Achei melhor, então, ir em busca de mais conhecimento”, conta.

Em 2006, Moraes fez um curso focado em agronegócio na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, depois, contratou o consultor Adílson Aguiar, da Consultoria e Planejamento Pecuário (Consupec), de Uberaba, MG, para modernizar o sistema de produção das fazendas, que faziam ciclo completo (cria, recria e engorda). As pastagens foram divididas em piquetes de 18 a 24 ha e adubadas, para fazer pastejo rotacionado, com suplementação dos garrotes, novilhas e bezerros (creep-feeding).

“No entanto, mesmo usando toda essa tecnologia, percebi que não conseguiria terminar os animais, porque o período chuvoso no Semiárido é curto e falta pasto”, conta Moraes. Na impossibilidade de fazer ciclo completo no Vale do Iuiú, ele começou a vislumbrar seu atual projeto. “Passei a respeitar a vocação de cria do Semiárido e a vê-lo não mais de forma isolada, mas integrado ao oeste baiano, onde sobra alimento na seca”. Restava apenas decidir qual seria o ponto convergente (centro) dessa integração. “Como o custo do transporte é alto, entendi que precisava levar o boi até a comida e não a comida até o boi”, diz.

Para colocar esse plano em prática, o produtor montou um projeto-piloto em 2008, numa área de ILP, arrendada no oeste baiano. A ideia era engordar os animais nas pastagens temporárias formadas pelo Sistema Santa Fé (plantio consorciado de capim com milho ou sorgo). Apesar do esforço para instalar bebedouros móveis, reservatórios e 100 km de cerca elétrica, a janela de cinco meses para uso do pasto, entre a colheita de uma lavoura e o plantio da outra, foi insuficiente para engordar os 2.800 bois adquiridos com 13-14 @. “Tive de montar um confinamento às pressas e terminar os animais nas águas, em meio a muita lama. Foi sofrido”, recorda.

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O produtor Almir Moraes, ao lado de sua esposa, Maria Vitória, em piquete irrigado por pivô central, para onde as vacas são levadas 30 dias antes da parição.

Por Renato Villela

Às margens da rodovia BR 242, mais precisamente na altura do km 897, no município de Luís Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, encontra-se a “pedra fundamental” de um projeto inovador de verticalização da cadeia pecuária bovina, que prevê a terminação de 100.000 bois/ano. Conduzido pela Captar Agrobusiness, empresa pertencente ao engenheiro civil Almir Moraes, o projeto utiliza duas estratégias audaciosas: o confinamento de vacas com cria ao pé (para abastecimento parcial) e a transformação de pequenos/médios produtores das região do Semiárido nordestino/Matopiba em fornecedores de bezerros de alta qualidade, que serão recriados em áreas de integração lavoura-pecuária (ILP) do oeste baiano e terminados no confinamento da Captar.

Além de fornecer a esses produtores vários insumos agropecuários (sêmen de touros melhoradores, suplementos etc), num modelo que lembra a produção integrada de suínos e aves, Moraes quer garantir-lhes assistência técnica, facilidade de crédito, infraestrutura cooperativista e, acima de tudo, melhores condições de vida, em uma região marcada pela pobreza, com um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País. Hoje, a Captar Agrobusiness compra animais em diversas praças, devendo terminar 30.000 bois em 2020, mas o sonho de Moraes é que a maior parte da demanda do confinamento seja atendida, futuramente, pelos parceiros.

Vista aérea da Captar Agrobusiness, no oeste baiano, região com fartura de insumos para engorda de bovinos.

Desafios do Semiárido

Filho de produtores rurais, mas com longa trajetória na construção civil, onde pavimentou parte de sua vida, Moraes manteve por muito tempo uma relação distante com as quatro fazendas que herdou, localizadas no Vale do Iuiú, no Semiárido baiano. Elas serviam, basicamente, como garantia hipotecária para os empréstimos que fazia para suas construtoras. Somente em 2004, ele passou a olhar mais atentamente para a pecuária, cujo desafio estava estampado nos números. Juntas, as Fazendas Juçara (duas matrículas, de 840 e 450 ha), Curva da Linha (1.172 ha) e Guaiçara (600 ha) produziam apenas 500 bois/ano.

“Eu precisava transformar essas fazendas em um negócio rentável. Tentei fazer um projeto de integração semelhante ao que estamos iniciando hoje, mas não deu certo. Achei melhor, então, ir em busca de mais conhecimento”, conta.

Em 2006, Moraes fez um curso focado em agronegócio na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, depois, contratou o consultor Adílson Aguiar, da Consultoria e Planejamento Pecuário (Consupec), de Uberaba, MG, para modernizar o sistema de produção das fazendas, que faziam ciclo completo (cria, recria e engorda). As pastagens foram divididas em piquetes de 18 a 24 ha e adubadas, para fazer pastejo rotacionado, com suplementação dos garrotes, novilhas e bezerros (creep-feeding).

“No entanto, mesmo usando toda essa tecnologia, percebi que não conseguiria terminar os animais, porque o período chuvoso no Semiárido é curto e falta pasto”, conta Moraes. Na impossibilidade de fazer ciclo completo no Vale do Iuiú, ele começou a vislumbrar seu atual projeto. “Passei a respeitar a vocação de cria do Semiárido e a vê-lo não mais de forma isolada, mas integrado ao oeste baiano, onde sobra alimento na seca”. Restava apenas decidir qual seria o ponto convergente (centro) dessa integração. “Como o custo do transporte é alto, entendi que precisava levar o boi até a comida e não a comida até o boi”, diz.

Para colocar esse plano em prática, o produtor montou um projeto-piloto em 2008, numa área de ILP, arrendada no oeste baiano. A ideia era engordar os animais nas pastagens temporárias formadas pelo Sistema Santa Fé (plantio consorciado de capim com milho ou sorgo). Apesar do esforço para instalar bebedouros móveis, reservatórios e 100 km de cerca elétrica, a janela de cinco meses para uso do pasto, entre a colheita de uma lavoura e o plantio da outra, foi insuficiente para engordar os 2.800 bois adquiridos com 13-14 @. “Tive de montar um confinamento às pressas e terminar os animais nas águas, em meio a muita lama. Foi sofrido”, recorda.

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