O pecuarista André Bartocci foi novamente indicado para presidir a Câmara Setorial da Carne Bovina, em reunião realizada dia 12 de novembro, em Brasília. Proprietário da Fazenda Nossa Senhora das Graças, em Caarapó (MS), ele é reconhecido nacionalmente por seu trabalho em prol da pecuária a pasto sustentável em associação com a ILP (integração lavoura-pecuária). Seu nome foi aprovado por unanimidade e deverá ser referendado por meio de nomeação oficial do Governo.
Bartocci já foi diretor da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), entidade que representa na Câmara Setorial.
Ele cumprirá seu terceiro mandato de dois anos (2026-2027) à frente do órgão consultivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), cujo papel é fornecer subsídios para políticas públicas e para o desenvolvimento da cadeia produtiva da carne bovina.

“Em minha indicação, meus companheiros de Câmara alegaram que tenho uma visão de cadeia não compartimentada, o que considero um reconhecimento. Eu continuo defendendo três grandes bandeiras: a abertura de novos mercados importadores; a criação de um padrão de qualidade para a carne brasileira, assim como o Colombian Coffee ou American Beef, e a melhoria da comunicação dentro e fora da cadeia produtiva”, disse Bartocci, em entrevista exclusiva à DBO.
A Câmara Setorial da Carne Bovina congrega 36 entidades representativas da produção, varejo, indústria, insumos, órgãos governamentais e setor financeiro.
Na reunião do dia 12, além da recondução de Bartocci à presidência, foram discutidos os seguintes temas:
- Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB) – Um representante do Mapa apresentou, aos integrantes da Câmara, as ações desenvolvidas pelo órgão até agora para criação da Base Nacional de Dados do PNIB. Segundo Bartocci, foram avaliados vários sistemas já existentes para albergar o BND, mas nenhum se mostrou adequado, até o momento. “Há determinação do Mapa, contudo, de manter o cronograma apresentado no PNIB, que prevê integração dos Estados à base federal de dados em 2026, início da identificação dos animais em 2027 e rastreabilidade de todo o rebanho até 2033. Temos um grande desafio pela frente”, informou Bartocci.
- Situação do Classibov – A proposta do Sistema Brasileiro de Classificação e Tipificação de Carcaças de Bovinos e Bubalinos aprovada pela Câmara Setorial (entregue ao Mapa há vários meses), continua na “gaveta”, ou seja, sem definição. O Mapa, segundo Bartocci, informou apenas que “não houve evolução no processo”. O pleito de criação de uma Grupo de Trabalho junto ao MInistério para discutir esse projeto também não foi atendido. Esta é a sexta vez consecutiva em que a Câmara Setorial coloca o Classibov em pauta sem resultado concreto.
- Legislação para a carne seca – Durante a reunião do dia 12, o Mapa informou que colará em consulta pública uma legislação específica sobre a carne seca. “O documento apresentará os requisitos para produção desse tipo de alimento nas indústrias, com padronização de processos e normas sanitárias”, informou Bartocci.




