Brasil suspende exportação de carne de fêmeas para a UE
Medida repercutiu nos bastidores do 4º Fórum Pecuária Brasil, evento realizado em São Paulo para discutir as perspectivas do mercado e a evolução do Indicador Boi Datagro.
Medida da UE deve-se ao uso de estradiol na IATF e somente será revogada após o País implementar um protocolo para comprovar que as fêmeas nunca receberam o produto.
Por Maristela Franco
Com público altamente qualificado, o 4º Fórum Pecuária Brasil, realizado pela Consultoria Datagro na capital paulista, em 10 de setembro, não apenas discutiu o mercado pecuário, mas também foi movimentado por notícias quentes. Neste mesmo dia, veio a público o Ofício Circular Nº 24/2024 suspendendo as exportações de carne de fêmeas para a União Europeia (UE), enquanto o País discute um protocolo para comprovar que esses animais não foram tratados com estradiol, hormônio esteroide usado na inseminação artificial em tempo fixo (IATF).
O Mapa estipulou prazo de um ano para a implementação do protocolo, que está sendo desenvolvido pela Associação Brasileira das Empresas de Certificação (ABCAR). A medida inicialmente entraria em vigor 30 dias após a publicação do Ofício, mas esse prazo depois foi ampliado para 120 dias. A partir de janeiro, portanto, serão exportados para o bloco europeu somente machos. O prazo para implementação do protocolo é de um ano.
Há muito tempo a UE proíbe qualquer tipo de esteroide na produção animal (seja para fins zootécnicos ou reprodutivos) e tem exigido, com base no princípio de precaução e equivalência, que seus fornecedores internacionais sigam a mesma regra.
No caso do estradiol, o Brasil vinha trabalhando com declarações de “não-uso” assinadas pelos produtores, mas uma missão técnica do bloco que visitou o Brasil no primeiro semestre de 2024 considerou essa garantia insuficiente.
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Medida da UE deve-se ao uso de estradiol na IATF e somente será revogada após o País implementar um protocolo para comprovar que as fêmeas nunca receberam o produto.
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O Mapa estipulou prazo de um ano para a implementação do protocolo, que está sendo desenvolvido pela Associação Brasileira das Empresas de Certificação (ABCAR). A medida inicialmente entraria em vigor 30 dias após a publicação do Ofício, mas esse prazo depois foi ampliado para 120 dias. A partir de janeiro, portanto, serão exportados para o bloco europeu somente machos. O prazo para implementação do protocolo é de um ano.
Há muito tempo a UE proíbe qualquer tipo de esteroide na produção animal (seja para fins zootécnicos ou reprodutivos) e tem exigido, com base no princípio de precaução e equivalência, que seus fornecedores internacionais sigam a mesma regra.
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