Conteúdo Original | Revista DBO

Apuros nos partos de superprecoces

Parto distócico em uma matriz jovem, que emprenhou na faixa dos 14 meses.

Por Enrico Ortolani – Professor titular de Clínica de Ruminantes da FMVZ-USP ortolani@usp.br

Os humanos evoluíram enormemente desde os primórdios, graças às descobertas e acúmulos de conhecimentos que levaram à solução dos problemas que castigavam o homem primitivo e tornavam sua vida curta, desconfortável e desafiante em função da natureza inóspita. Posteriormente, muitas conquistas foram celebradas com prêmios Nobel e outros galardões, mas outras surgiram aos poucos e quase não são lembradas. A simples criação de um sapato foi algo fenomenal, especialmente para o homem que vivia nas neves e em locais pedregosos.

A raça Nelore é conhecida por ser mais “vagarosa” em seu ciclo biológico, pois as fêmeas iniciam a puberdade mais tarde e têm vida sexual mais longa do que as das raças taurinas. Os defensores do cruzamento industrial, na década de 90, propuseram, a qualquer custo, o cruzamento com taurinos como solução para aumentar a taxa de desfrute e a rentabilidade nos rebanhos zebuínos. A onda passou, mas o questionamento ficou.

Há cerca de 20 anos, alguns pesquisadores canarinhos começaram, para valer, a selecionar fêmeas Nelore para precocidade e a melhorar o manejo nutricional e sanitário, solucionando assim a “vagareza biológica” e dando origem às fêmeas superprecoces, popularmente chamadas de “precocinhas”. Ninguém celebrou ou premiou essa grande conquista da pesquisa pecuária brazuca, não é? Vale um prêmio para esses conquistadores ainda vivos!

Números importantes

No Brasil não somos muito afeitos a levantamentos de dados e estatísticas, mas, segundo informação de uma grande “associação reprodutiva” que reúne fazendas representativas de 10 Estados, 75% delas produzem superprecoces, num total de 60.000 por ano. No âmbito das propriedades que trabalham com CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção), estima-se que esse número chegue a 300.000 e, fora destas, existem outras milhares de superprecoces não computadas.

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Os humanos evoluíram enormemente desde os primórdios, graças às descobertas e acúmulos de conhecimentos que levaram à solução dos problemas que castigavam o homem primitivo e tornavam sua vida curta, desconfortável e desafiante em função da natureza inóspita. Posteriormente, muitas conquistas foram celebradas com prêmios Nobel e outros galardões, mas outras surgiram aos poucos e quase não são lembradas. A simples criação de um sapato foi algo fenomenal, especialmente para o homem que vivia nas neves e em locais pedregosos.

A raça Nelore é conhecida por ser mais “vagarosa” em seu ciclo biológico, pois as fêmeas iniciam a puberdade mais tarde e têm vida sexual mais longa do que as das raças taurinas. Os defensores do cruzamento industrial, na década de 90, propuseram, a qualquer custo, o cruzamento com taurinos como solução para aumentar a taxa de desfrute e a rentabilidade nos rebanhos zebuínos. A onda passou, mas o questionamento ficou.

Há cerca de 20 anos, alguns pesquisadores canarinhos começaram, para valer, a selecionar fêmeas Nelore para precocidade e a melhorar o manejo nutricional e sanitário, solucionando assim a “vagareza biológica” e dando origem às fêmeas superprecoces, popularmente chamadas de “precocinhas”. Ninguém celebrou ou premiou essa grande conquista da pesquisa pecuária brazuca, não é? Vale um prêmio para esses conquistadores ainda vivos!

Números importantes

No Brasil não somos muito afeitos a levantamentos de dados e estatísticas, mas, segundo informação de uma grande “associação reprodutiva” que reúne fazendas representativas de 10 Estados, 75% delas produzem superprecoces, num total de 60.000 por ano. No âmbito das propriedades que trabalham com CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção), estima-se que esse número chegue a 300.000 e, fora destas, existem outras milhares de superprecoces não computadas.

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