Pesquisadores defendem programas reprodutivos com base no estradiol e mostram que protocolos alternativos ainda são caros, menos eficientes e mais trabalhosos.
Fêmeas aguardando manejo reprodutivo em fazenda de gado de corte.
Por Carolina Rodrigues
Em setembro, burburinhos tomaram conta do mercado de genética após o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) suspender a exportação de carne de fêmeas para a UE. O motivo da medida, segundo o Ofício Circular Nº 24/2024 do Mapa, foi a não aceitação, por parte de uma missão técnica da área de resíduos da UE, do uso de simples “ato declaratório” do produtor para comprovar que as fêmeas abatidas não haviam recebido estradiol, hormônio normalmente empregado em programas de IATF – inseminação artificial em tempo fixo.
Após a divulgação do documento, entidades e pesquisadores saíram em defesa da biotecnologia , reafirmando a segurança dos protocolos nacionais e questionando a medida regulatória, que, segundo eles, não tem embasamento científico. Pietro Baruselli, responsável pelo Departamento de Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), afirma que as regulamentações para o uso de estradiol no Brasil são rigorosas, a fim de evitar resíduos acima dos limites de segurança estabelecidos.
Pietro Baruselli, professor da FMVZ-USP.
“No Brasil, usamos esse hormônio apenas para fins reprodutivos, não zootécnicos. A quantidade que aplicamos é a mesma que a vaca estaria produzindo se estivesse em cio. É uma dose muito pequena, metabolizada em um ou dois dias, sem risco algum para a saúde humana, nem para a vida do animal”, assegura o pesquisador, que atuou no desenvolvimento da tecnologia há 30 anos e não tem dúvidas: a IATF não vai acabar no Brasil. Pelo contrário, ela deve voltar aos 26 milhões de sincronizações por ano, todas à base de estrógeno, com protocolos que permitem obter elevada eficiência reprodutiva e promovem o melhoramento genético em propriedades País afora.
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Fêmeas aguardando manejo reprodutivo em fazenda de gado de corte.
Por Carolina Rodrigues
Em setembro, burburinhos tomaram conta do mercado de genética após o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) suspender a exportação de carne de fêmeas para a UE. O motivo da medida, segundo o Ofício Circular Nº 24/2024 do Mapa, foi a não aceitação, por parte de uma missão técnica da área de resíduos da UE, do uso de simples “ato declaratório” do produtor para comprovar que as fêmeas abatidas não haviam recebido estradiol, hormônio normalmente empregado em programas de IATF – inseminação artificial em tempo fixo.
Após a divulgação do documento, entidades e pesquisadores saíram em defesa da biotecnologia , reafirmando a segurança dos protocolos nacionais e questionando a medida regulatória, que, segundo eles, não tem embasamento científico. Pietro Baruselli, responsável pelo Departamento de Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), afirma que as regulamentações para o uso de estradiol no Brasil são rigorosas, a fim de evitar resíduos acima dos limites de segurança estabelecidos.
Pietro Baruselli, professor da FMVZ-USP.
“No Brasil, usamos esse hormônio apenas para fins reprodutivos, não zootécnicos. A quantidade que aplicamos é a mesma que a vaca estaria produzindo se estivesse em cio. É uma dose muito pequena, metabolizada em um ou dois dias, sem risco algum para a saúde humana, nem para a vida do animal”, assegura o pesquisador, que atuou no desenvolvimento da tecnologia há 30 anos e não tem dúvidas: a IATF não vai acabar no Brasil. Pelo contrário, ela deve voltar aos 26 milhões de sincronizações por ano, todas à base de estrógeno, com protocolos que permitem obter elevada eficiência reprodutiva e promovem o melhoramento genético em propriedades País afora.
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