Conteúdo Original | Revista DBO

Se até o boi mudou, por que a pastagem continua a mesma?

O futuro da pecuária depende de pastagens modernas, mais produtivas e adaptadas aos novos desafios.

Pasto de BRS Sarandi, cultivar adaptada ao clima e aos solos de baixa fertilidade do Cerrado.

Por Marcelo Ayres Carvalho, Cláudio Takao, Allan Kardec Braga Ramos e Gustavo José Braga – Pesquisadores da Embrapa Cerrados

Nos últimos anos, a pecuária de corte brasileira avançou a passos largos em diversas frentes tecnológicas. Na reprodução, por exemplo, práticas modernas como a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), sêmen sexado, transferência de embriões e até clonagem se tornaram acessíveis a muitos produtores. O manejo sanitário também apresentou progressos evidentes, com o desenvolvimento de novos medicamentos e vacinas, controle parasitário eficaz e boas práticas de bem-estar animal.

Na gestão dos rebanhos, foram adotadas tecnologias digitais como softwares de monitoramento, brincos eletrônicos, microchips, balanças automatizadas e sensores de pesagem. Na nutrição, suplementações, estratégias de engorda e protocolos para terminação intensiva a pasto reduziram a idade de abate e aumentaram o rendimento de carcaça. Esses avanços tornaram os rebanhos mais produtivos, eficientes e de melhor qualidade. Mas, diante desse cenário, uma pergunta inevitável precisa ser feita: por que as pastagens continuam praticamente as mesmas?

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Nos últimos anos, a pecuária de corte brasileira avançou a passos largos em diversas frentes tecnológicas. Na reprodução, por exemplo, práticas modernas como a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), sêmen sexado, transferência de embriões e até clonagem se tornaram acessíveis a muitos produtores. O manejo sanitário também apresentou progressos evidentes, com o desenvolvimento de novos medicamentos e vacinas, controle parasitário eficaz e boas práticas de bem-estar animal.

Na gestão dos rebanhos, foram adotadas tecnologias digitais como softwares de monitoramento, brincos eletrônicos, microchips, balanças automatizadas e sensores de pesagem. Na nutrição, suplementações, estratégias de engorda e protocolos para terminação intensiva a pasto reduziram a idade de abate e aumentaram o rendimento de carcaça. Esses avanços tornaram os rebanhos mais produtivos, eficientes e de melhor qualidade. Mas, diante desse cenário, uma pergunta inevitável precisa ser feita: por que as pastagens continuam praticamente as mesmas?

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