DNA recombinante é nova alternativa para produção em larga escala do hormônio e-CG (essencial à inseminação em tempo fixo), sem risco ao bem-estar animal.
Biorreator da fábrica de r-eCG em Santa Fé, na Argentina: capacidade para 18 milhões de doses por ano.
Por Renato Villela
Uma nova tecnologia reprodutiva começa a chamar a atenção na pecuária brasileira. É o hormônio r-eCG (gonadotrofina canônica equina), obtido por meio da técnica de DNA recombinante, que permite usar fragmentos de DNA de fontes diferentes para criar novas sequências genéticas. Esse “hormônio modificado” pode ser produzido em larga escala, com menor custo. Além disso, garante índices de ovulação similares aos do eCG natural, que, hoje, é usado na maioria dos protocolos de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) do Brasil (veja quadro abaixo), mas sofre questionamentos com base em preceitos de bem-estar animal, por ser extraído do soro sanguíneo de éguas prenhes.
DBO acompanhou um grupo de 30 veterinários brasileiros especializados em reprodução bovina, durante uma viagem à cidade de Santa Fé, na Argentina, para conhecer de perto o processo de fabricação e aplicação do r-eCG. O tour foi realizado de 30 de junho a 3 de julho, a convite da Ceva Saúde Animal, multinacional francesa responsável pela comercialização do produto. Trata-se de uma tecnologia desenvolvida pela Biotecnofe, startup que nasceu em 2018, dentro do programa de incubação de empresas da Universidad Nacional del Litoral (UNL), uma das instituições de ensino mais importantes da Argentina.
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Biorreator da fábrica de r-eCG em Santa Fé, na Argentina: capacidade para 18 milhões de doses por ano.
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