Em maio, preço do boi no Estado ficou acima da arroba paulista, fechando em R$ 310,86.

Por Denis Cardoso
Como se sabe, São Paulo (SP) é o principal mercado formador de preços do boi gordo no Brasil e, historicamente, a arroba paulista apresenta patamares superiores aos praticados nas demais regiões produtoras. Tal condição justifica a sua posição de referência para a liquidação dos contratos futuros da commodity na bolsa de mercadorias B3. Porém, em maio/25, o boi abatido no Estado de Mato Grosso (MT) encerrou o mês com um preço médio superior à cotação da arroba de São Paulo, conforme apuração da Agrifatto, com escritório na capital paulista. Foi a primeira vez que isso ocorreu na história.
Tal movimento, dizem os analistas da consultoria, sugere que o Estado do Centro-Oeste, detentor do maior rebanho bovino do País, de quase 34 milhões de cabeças, pode liderar a corrida pela reversão do ciclo pecuário brasileiro, consolidando a tão esperada “fase de alta” de preços recebidos pelos pecuaristas. A Agrifatto aponta um conjunto de fatores que colocam o Mato Grosso como possível “precursor da virada de ciclo no Brasil”, tais como oferta mais enxuta de animais terminados, escalas de abate mais apertadas entre os frigoríficos locais e descarte de fêmeas em desaceleração.
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Por Denis Cardoso
Como se sabe, São Paulo (SP) é o principal mercado formador de preços do boi gordo no Brasil e, historicamente, a arroba paulista apresenta patamares superiores aos praticados nas demais regiões produtoras. Tal condição justifica a sua posição de referência para a liquidação dos contratos futuros da commodity na bolsa de mercadorias B3. Porém, em maio/25, o boi abatido no Estado de Mato Grosso (MT) encerrou o mês com um preço médio superior à cotação da arroba de São Paulo, conforme apuração da Agrifatto, com escritório na capital paulista. Foi a primeira vez que isso ocorreu na história.
Tal movimento, dizem os analistas da consultoria, sugere que o Estado do Centro-Oeste, detentor do maior rebanho bovino do País, de quase 34 milhões de cabeças, pode liderar a corrida pela reversão do ciclo pecuário brasileiro, consolidando a tão esperada “fase de alta” de preços recebidos pelos pecuaristas. A Agrifatto aponta um conjunto de fatores que colocam o Mato Grosso como possível “precursor da virada de ciclo no Brasil”, tais como oferta mais enxuta de animais terminados, escalas de abate mais apertadas entre os frigoríficos locais e descarte de fêmeas em desaceleração.