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Investir nas fases de pré-desmama e recria potencializa lucro

Desempenho na fase de pré-desmama impacta diretamente a eficiência da recria, etapa estratégica para maximizar o ganho de peso e a lucratividade; LEIA o artigo de Júlio Barcello, professor do departamento de zootecnia da UFRGS e coordenador do Nespro.

Por Júlio Barcello – Professor do Departamento de Zootecnia da UFRGS e coordenador do Nespro. Coautores: Carolina Decimo, Eduarda Rech, Elisabeth Kuhn e Giovana Zucco.

Na bovinocultura de corte, um sistema de cria torna-se viável, a longo prazo, quando inclui um processo de desmame tecnicamente eficiente e a recria somente alcança alto desempenho quando iniciada com animais que apresentaram bom desenvolvimento na fase pré-desmama. Apesar do crescente foco técnico na etapa de terminação, é no desmame que se estabelece grande parte da eficiência biológica e econômica do sistema. Neste contexto, dois indicadores se destacam por sua relevância: a taxa de desmame (que expressa a proporção de bezerros desmamados em relação ao número de vacas expostas à reprodução) e o peso médio ao desmame.

Bezerros com peso abaixo do ideal ( 50% do peso da vaca) demandam maior esforço nutricional e manejo intenso na recria, elevando os custos operacionais. Este problema, associado à baixa taxa de desmame, tem impacto duplamente negativo: reduz a produtividade por matriz e eleva o custo por quilo de animal produzido, o que compromete a sustentabilidade técnico-econômica do sistema. Assim, a eficiência da recria está intrinsecamente relacionada à qualidade dos animais desmamados: quanto melhor for o desempenho dos bezerros na cria, menor a necessidade de intervenções nutricionais intensivas, como suplementações prolongadas ou confinamentos precoces, e maior será o retorno sobre o investimento realizado ao longo do ciclo produtivo.

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Na bovinocultura de corte, um sistema de cria torna-se viável, a longo prazo, quando inclui um processo de desmame tecnicamente eficiente e a recria somente alcança alto desempenho quando iniciada com animais que apresentaram bom desenvolvimento na fase pré-desmama. Apesar do crescente foco técnico na etapa de terminação, é no desmame que se estabelece grande parte da eficiência biológica e econômica do sistema. Neste contexto, dois indicadores se destacam por sua relevância: a taxa de desmame (que expressa a proporção de bezerros desmamados em relação ao número de vacas expostas à reprodução) e o peso médio ao desmame.

Bezerros com peso abaixo do ideal ( 50% do peso da vaca) demandam maior esforço nutricional e manejo intenso na recria, elevando os custos operacionais. Este problema, associado à baixa taxa de desmame, tem impacto duplamente negativo: reduz a produtividade por matriz e eleva o custo por quilo de animal produzido, o que compromete a sustentabilidade técnico-econômica do sistema. Assim, a eficiência da recria está intrinsecamente relacionada à qualidade dos animais desmamados: quanto melhor for o desempenho dos bezerros na cria, menor a necessidade de intervenções nutricionais intensivas, como suplementações prolongadas ou confinamentos precoces, e maior será o retorno sobre o investimento realizado ao longo do ciclo produtivo.

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