A receita de família que garantiu ao Nunes Bar o bicampeonato regional e o 3º lugar nacional no Comida di Buteco 2025

Por Edson Nunes, Cláudia Silva de Miranda e Pedro Nunes – Proprietários do “Nunes Bar”, de Ipatinga (MG), bicampeão regional do Circuito Vale do Aço e terceiro colocado nacional do concurso “Comida di Buteco” 2025

Este foi o segundo ano em que participamos do concurso “Comida di Buteco”. No primeiro (2024), já tínhamos conseguido o feito de ser campeões do Circuito do Vale do Aço, com o petisco “Chiqueirinho”, um bolinho feito com carne de porco, empanado na farinha pamco e acompanhado por chips de inhame, mais geleia de abacaxi com pimenta biquinho.
Para este ano, tínhamos pensado em fazer, novamente, um bolinho como petisco, mas, quando estávamos num churrasco em família, eu (Pedro) recebi a notícia, da organização do concurso, de que o limite de participação de 20% de petiscos inscritos como “bolinho” já tinha sido atingido. Ao passar a informação para o meu pai (Edson), a primeira reação dele foi soltar a expressão: “A vaca foi pro brejo!”, no sentido do popular “xiii, deu ruim!”, uma vez que tínhamos ficado, momentaneamente, sem opções.
Foi aí que ele teve a ideia de fazermos a costela recheada que sempre fazemos em todas as festividades de nossa família, aniversários, principalmente, e que estávamos preparando naquele momento! Pensei: “Por que não? Afinal de contas, é um prato que nos remete a lembranças muito boas e nada melhor do que apresentá-la na comemoração dos 25 anos de existência do “Comida di Buteco”. Vimos que não daria tempo pra pensar em outra alternativa e partimos para a costela. Afinal de contas, a carne é de primeira, proveniente de novilhos precoces abatidos em um frigorífico parceiro da nossa região.
Inscrevemos, então, o petisco como “Costela bovina recheada, assada no forno, e casqueirada na brasa, acompanhada com mandioca cremosa na manteiga, molho vinagrete de abacaxi e farofa de alho com bacon”.

No forno e na grelha
O preparo é como se fosse um rocambole: a costela é enrolada com tiras de linguiça calabresa e toucinho, previamente cozidos em banho-maria, e vai para o forno. Antes disso, porém, um detalhe: a manta de carne (de aproximadamente 50 cm) é mantida por 12 horas com uma pasta de tempero caseiro, composta por alho, sal, cebola, hortelã e manjericão.
Depois de mais ou menos 1h10 no forno, a costela é levada à churrasqueira, para a finalização em fogo alto, por 30 segundos, tempo suficiente para formar uma crostinha. Aí, damos aquela “casqueirada”, ou seja, cortamos a costela em lascas menores, finas. Fazemos isso também com o cupim. É um manuseio típico da região do Vale do Aço e a carne fica maravilhosa!
Com relação aos acompanhamentos, a mandioca é cozida e misturada com cubos de manteiga, para ficar cremosa, e finalizada com cebolinha. O vinagrete de abacaxi é um diferencial bem legal para o prato: ele mistura o doce e o ácido do abacaxi com o salgado do tomate e da cebola, trazendo refrescância e uma boa combinação com os outros ingredientes. Além do mais, o abacaxi é digestivo, o que vai bem com uma carne mais gordurosa, como é o caso da costela. Mas a nossa ideia, mesmo, foi trazer um sabor agridoce ao prato.
Já a farofinha é feita com farinha de mandioca, banana-da-terra, alho e bacon. É bem leve; o sabor do alho fica bem presente, mas ela também traz um resultado muito bom pela mistura com o sabor adocicado da banana-da-terra. Quando o petisco é pedido, montamos o prato com a mandioca, o vinagrete e a farofinha e, em seguida, finalizamos com a carne na brasa, de modo que o prato vai bem quentinho para a mesa.
Essa composição toda é que tornou o nosso prato bem interessante. Calculamos que foram servidos uns 2.000 petiscos durante o período do concurso. Por tudo isso, ficamos muito contentes com o bicampeonato regional e, mais ainda, com a terceira colocação no nível nacional!
Confira outros artigos e receitas da coluna Sabor da Carne AQUI!
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Por Edson Nunes, Cláudia Silva de Miranda e Pedro Nunes – Proprietários do “Nunes Bar”, de Ipatinga (MG), bicampeão regional do Circuito Vale do Aço e terceiro colocado nacional do concurso “Comida di Buteco” 2025

Este foi o segundo ano em que participamos do concurso “Comida di Buteco”. No primeiro (2024), já tínhamos conseguido o feito de ser campeões do Circuito do Vale do Aço, com o petisco “Chiqueirinho”, um bolinho feito com carne de porco, empanado na farinha pamco e acompanhado por chips de inhame, mais geleia de abacaxi com pimenta biquinho.
Para este ano, tínhamos pensado em fazer, novamente, um bolinho como petisco, mas, quando estávamos num churrasco em família, eu (Pedro) recebi a notícia, da organização do concurso, de que o limite de participação de 20% de petiscos inscritos como “bolinho” já tinha sido atingido. Ao passar a informação para o meu pai (Edson), a primeira reação dele foi soltar a expressão: “A vaca foi pro brejo!”, no sentido do popular “xiii, deu ruim!”, uma vez que tínhamos ficado, momentaneamente, sem opções.
Foi aí que ele teve a ideia de fazermos a costela recheada que sempre fazemos em todas as festividades de nossa família, aniversários, principalmente, e que estávamos preparando naquele momento! Pensei: “Por que não? Afinal de contas, é um prato que nos remete a lembranças muito boas e nada melhor do que apresentá-la na comemoração dos 25 anos de existência do “Comida di Buteco”. Vimos que não daria tempo pra pensar em outra alternativa e partimos para a costela. Afinal de contas, a carne é de primeira, proveniente de novilhos precoces abatidos em um frigorífico parceiro da nossa região.
Inscrevemos, então, o petisco como “Costela bovina recheada, assada no forno, e casqueirada na brasa, acompanhada com mandioca cremosa na manteiga, molho vinagrete de abacaxi e farofa de alho com bacon”.

No forno e na grelha
O preparo é como se fosse um rocambole: a costela é enrolada com tiras de linguiça calabresa e toucinho, previamente cozidos em banho-maria, e vai para o forno. Antes disso, porém, um detalhe: a manta de carne (de aproximadamente 50 cm) é mantida por 12 horas com uma pasta de tempero caseiro, composta por alho, sal, cebola, hortelã e manjericão.
Depois de mais ou menos 1h10 no forno, a costela é levada à churrasqueira, para a finalização em fogo alto, por 30 segundos, tempo suficiente para formar uma crostinha. Aí, damos aquela “casqueirada”, ou seja, cortamos a costela em lascas menores, finas. Fazemos isso também com o cupim. É um manuseio típico da região do Vale do Aço e a carne fica maravilhosa!
Com relação aos acompanhamentos, a mandioca é cozida e misturada com cubos de manteiga, para ficar cremosa, e finalizada com cebolinha. O vinagrete de abacaxi é um diferencial bem legal para o prato: ele mistura o doce e o ácido do abacaxi com o salgado do tomate e da cebola, trazendo refrescância e uma boa combinação com os outros ingredientes. Além do mais, o abacaxi é digestivo, o que vai bem com uma carne mais gordurosa, como é o caso da costela. Mas a nossa ideia, mesmo, foi trazer um sabor agridoce ao prato.
Já a farofinha é feita com farinha de mandioca, banana-da-terra, alho e bacon. É bem leve; o sabor do alho fica bem presente, mas ela também traz um resultado muito bom pela mistura com o sabor adocicado da banana-da-terra. Quando o petisco é pedido, montamos o prato com a mandioca, o vinagrete e a farofinha e, em seguida, finalizamos com a carne na brasa, de modo que o prato vai bem quentinho para a mesa.
Essa composição toda é que tornou o nosso prato bem interessante. Calculamos que foram servidos uns 2.000 petiscos durante o período do concurso. Por tudo isso, ficamos muito contentes com o bicampeonato regional e, mais ainda, com a terceira colocação no nível nacional!